Criançada

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Sim petizes, este post é para vocês! Feliz dia da criança! Será que me posso juntar a vocês e festejar também?! Espero que alguém traga o chapéu de cartão.

Como é possível um jovem tão novo como o da fotografia, ter tanto estilo já nesta tenra idade?!

(familía, quem é o proprietário daqueles óculos que figuram na minha cara? Por motivos que me são alheios, creio que hoje em dia me ficariam fantásticos também.)

Hey oh…it’s snow

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Infelizmente não chove a uma temperatura suficientemente baixa para poder ter sequer um floco de neve a cair no parapeito da minha janela. Pode até ser um bocado infantil e sonhador, mas adorava um dia acordar e ter a janela coberta de neve. Dado que eu vivo em Lisboa, que o clima não é assim tão propício a esse tipo de fenómenos, que eu moro num décimo segundo andar e que a probabilidade de todos estes pormenores vacilarem é tão grande como a pata de uma formiga, a criança-mor cá de casa (portanto, eu) vai se deslocar com a sua família e alguns amigos até ao Sabugueiro, Serra da Estrela. Sabem há quanto tempo os meus olhos não avistam neve? Ok, podem excluir aquele nevão que houve há uns anos em Lisboa…isso não foi neve de gente crescida. Não faço ideia dos anos que me separam da neve, sei que são muitos.

E pelo que tenho visto, há neve à farta! Assim sim, podemos falar de neve como gente grande. Ahhh já me imagino a entrar pelo nada-limpo-e-higiénico centro comercial da Torre, sentir o cheiro característico a pele de animal e queijo da serra (beh!). Ahhh que saudades que tenho de um bate cu, que saudades tenho de me enfiar num trenó e zarpar pela encosta a baixa (a encosta tem muito pouca inclinação, diria até que não a podia considerar encosta).

Ah! Aproveito para comentar convosco só um bocadinho do meu primeiro dia do segundo semestre. Foi algo, vá, entre o visco e o muco. Tenho um prof. que, de 13 em 13 segundos, com intervalos de 2 segundos entre cada período, repete o vocábulo onomatopaico “pá”; diz também de uma maneira esquisita Apple (algo do estilo “Ápêl”…não consigo bem traduzir a linguagem dele), mas isso também é síndrome IST, que também pode ser encontrado nas pessoas que dizem Mácbook ou “Mácbook da Ápple”. Em Mecânica e Ondas tenho uma professora que tem o vírus “alunus desistentens paranoius”: esteve a aula toda a dizer para não desistirmos da cadeira, mesmo que seja difícil, para nos aplicarmos no estudo, para encararmos as dificuldades de cabeça erguida, bla bla bla. Será que isto vai ter consequências reflexas do género “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”? Daqui a umas semanas não tem ninguém no auditório! Já a CDI, tenho um professor almeão que é TAL E QUAL, SEM TIRAR NEM PÔR, o Capitão Iglo. Ponham-lhe um chapéu em cima, vistam-no de marinheiro (até aqui pode ser facilmente confundido como um membro dos Village People), dêem-lhe douradinhos e ponham-lhe crianças ao pé, que ele revela o seu lado “Capitão Iglo”. Quanto à sua pronúncia, estou já em posição de afirmar que vamos ter graves problemas de entendimento, já que ele fala um misturado de português com alemão, diz “zigunda” em vez de “segunda” e precisa de dar imensas voltas para chegar a uma única palavra, tão simples como “versão”.

Amanhã há mais. Durmam bem. Sonhos cor-de-rosa e bom ambiente (uma frase que me marcou na infância).

O baloiço anual

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Não tenho estado muito activo no blog nos últimos tempos, ao contrário de há um ano atrás, em que Dezembro foi o mês com mais posts de sempre (média de um por dia). Um ano depois mal venho cá escrever, já viram como as coisas se voltam?! Ainda assim, cumpre-se a rotina de final de ano de toda a gente, mesmo os não-bloguistas que preferem fazê-lo em família ou em jeito de introspecção. Ora então a minha gira assim…

2009 foi um ano diferente, foi um ano de GRANDES GRANDES ENORMES GIGANTES mudanças; com isto não digo que mudei de aposentos, nem mudei de carro porque não o tenho. Começando pelo início do ano, com Janeiro veio o início do segundo período do meu décimo segundo ano, o ano fatal, o ano do tudo ou nada, o ano em que eu mudava de escola, de ensino, mudava de companheiros de turma pela quarta vez consecutiva (mudar no 10º, 11º, 12º e faculdade é muita gente junta). Faltavam dois períodos inteiros e tinhamos que os aproveitar à grande; e foi isso que fizemos. Tinhamos acabado de marcar a nossa viagem de Finalistas (omg, prevejo um post altamente nostálgico para mim) e dali para a frente era arranjar dinheiro por conta própria; tinhamos até março para pagar e esse mês estava tão longe de chegar! Em relação à escola mesmo, em Janeiro tivemos o dia da Família, organizado pelo grupo de EF, Fevereiro foi marcado pelas férias do Carnaval e pela saída, também ela feita com as estagiárias de EF. Para dizer verdade, até sinto saudades delas (quem não teria?! eheh :P )! Chegáva então Março e eu juro que andava a contar os dias todos até ser final do mês, para poder acabar o período e nos metermos dentro do avião e irmos directamente para Paris! Se eu podia ter pedido melhor semana?! Não, completamente não! Aliás, ainda hoje se me falarem no nome Paris, ou me mostrarem imagens de algum ponto chave de Paris eu começo imediatamente a divagar…acho que o meu organismo foi automatizado para reagir imediatamente ao vocábulo Paris! Queria tanto poder voltar lá com as mesmas pessoas (ok, secalhar tirava uma ou duas menos activas, mas acho que não me importava de ir com os mesmos na mesma!) e esse sim é o grande highlight do meu ano. Voltámos à escola para o terceiro período ainda meio afectados pelo efeito parisiense e eu ainda tinha alguma indecisão sobre o curso que teria de escolher: comunicação social ou Engenharia Informática?! Pólos opostos, concordarão vocês. Acho que só estive realmente decidido quando me candidatei no dia doze de julho, quando já não podia voltar atrás. Antes ainda passei pelo baile de finalistas (que ainda hoje recordo também ele com grande saudade! Ao licor de lagarto que ficou perdido na bagageira da Prof. Cláudia :P ) e pelos exames: 17 a Português (melhor da escola..yeah!) e 13 a Matemática (acima do que precisava…dava na boa!).

Bom e primeiro que chegássemos a Setembro?! Nunca mais era dia de fixação das pautas! Estava sozinho em casa quando sairam as colocações e então para extravasar toda a minha alegria depois de saber que tinha sido colocado pus música ao altos berros MESMO e uma das músicas que estava na banda sonora era precisamente esta, o que provocou uma reacção instintiva de pular durante imenso tempo! As inscrições foram uma semana mais tarde e na segunda a seguir começava a semana de praxes, outra semana memorável do ano 2009. Foi mesmo isso que me mudou a opinião sobre o IST, desfez todos os tabus e futuros caloiros do IST, aprendam: a semana de praxes é a melhor para desfazer todos os mitos que existem em relação a isso! Até agora não desisti e não vou desistir daqui para a frente, quero muito isto; lutei tanto para chegar até aqui que seria injusto para mim mesmo fazer isso. Não digo que esteja a ser fácil, que não tenha pensado fazer isso, porque até é o que mais me ocorre quando não percebo um bói do que se dá lá! Mas isso merecia um post e este já vai longo, fica para mais tarde. Estou agora no fim do primeiro semestre (estão a ver como o tempo voa? Em pouco mais de cinco minutos falei-vos da minha espectacular evolução escolar!), no principio da época de exames e já deito as mãos ao ar a desesperar por Fevereiro que nunca mais chega!

Paralelamente a isto tudo, a segunda mudança ocorreu a nível dos escuteiros. Mudei dos brilhantes pioneiros para uns espantosos caminheiros, surpreendeu-me em tudo, nas pessoas, no ambiente, nas actividades, no espírito de grupo, na cooperação, na organização, nas ideias, nos projectos, nas discussões que já tivemos, nos confrontos, nos anúncios BRILHANTES que realizamos, na festa de aniversario de agrupamento. Somos um! Temos ainda tanto para fazer e já esfrego as mãos para me preparar para a promessa e para um acagrup! Amazing!

Musicalmente, foi muito bom! Não fui a muitos concertos, mas os que fui valeram TANTO o dinheiro! Queria ter ido a mais, isso queria, mas eles para o ano tão cá todos caídos de novo! Fui ver os The Script à Aula Magna e seguiu-se o Marés Vivas, esse grande evento de música no norte do país. Essa foi outra aventura e tanto, recordo de barriga cheia…bom, se for pela fome que passámos, a barriga não está assim tão cheia quanto isso! Agora no final do ano e para terminar a ronda de concertos em 2009, The Prodigy foram uns senhores! Nunca tinha suado tanto num raio de concerto como no concerto deles, estava a ver que perdia uma perna ou umas costas durante o concerto, ou um estômago completamente vazio. Música do ano?! Por muito que não goste…esta, sem dúvida alguma. Em Portugal? Esta e esta, por serem as mais passadas de todo o ano.

O ponto final deste post é rematado com os meus dezoito anos. Não parece, mas é verdade. Apesar de o quizz do Facebook não me dar mais de treze anos de idade mental, tenho mesmo dezoito anos e estou a tirar a carta de condução. Watch out! Mas não se preocupem, eu aviso publicamente quando estiver prestes a pegar num carro para que vocês se possam afastar completamente das estradas.Posso dizer que já bebo como gente crescida, mas sempre moderado (bom, tiro o pé um bocado do travão nos jantares de curso…e aquela ginja, meu Deus, vale ouro!).

A minha resolução de ano novo vai ser, como sempre, atingir todas as minhas metas, mas em especial as da faculdade. Também estou envolvido aí nuns projectos mas tudo a seu tempo, a seu tempo meus senhores! Estou a fazer figas até com os dedos dos pés!

Por isto tudo e por muitas mais coisas que foram faladas ao longo do ano, aqui ou lá fora, comigo ou sem-migo (gostaram? :D ), aquilo que me fez sorrir ou desesperar e todas as pessoas que simplesmente entraram pela minha vida a dentro sem pedir permissão que são as melhores pessoas que podia ter como melhores amigos. Ao grupo que ficou para trás, ao grande grupo que somos na faculdade, aos escuteiros, à minha familia, aos conhecidos, ao Facebook, ao Twitter, à Apple e a tudo aquilo que mudou a minha vida…

UM 2010 DO CATANO! UMAS ENTRADAS ABOMINÁVEIS E UMAS SAÍDAS TRIUNFANTES!


Frases do ano:

- O <insert name> é PUSSY!

- LEEEERROOOOY! JENKINS!

- CHUPAAA!

- Sabes quem é que me fizeste lembrar agora?!

- “I’m slappin’ the bass, slappin’ the bass”

- “Se estás triste e te falta alegria, dá um chuto na melancolia (…)”

- “Hoje está ligeiramente mais calor, não achas?”

- “Ohhhh Paulinho….AÚ!”

- Nice!

- Heina mans!

- “Tu és tão boss!”

- Leão das falésias

- Morsa dos alpes

(a acrescentar)

(tudo o que está a bold durante o post foi o que marcou mesmo, as palavras-chaves deste ano)

Encontro de passados

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Hoje foi dia de arrumação da cave cá de casa. Há 12 anos que aqui moro e nunca tinha levado uma arrumação destas e algum dia ela havia de ser feita, só era preciso ganhar fôlego, paciência e acima de tudo vontade. Hoje foi dia de vontade, adiada desde ontem e assim sendo, depois do almoço lá fomos nós 13 andares para baixo, para nos encontrarmos com o passado.

Geralmente é uma tendência da população humana esconder e amontoar passados na arrecadação de cada um, criando assim uma certa nostalgia cada vez que se lá vai. Não é preciso tocar nelas para nos lembrarmos ao que cada uma se associa, basta que cruzemos o nosso olhar com elas e sintamos assim um apertozinho lá no fundo. Hoje aconteceu uma coisa gira, não foi preciso tocar no meu berço para me lembrar de quando era puto, não foi preciso ver os meus cadernos da primária para saber que a tinha feito à sete anos atrás, não precisei de ir buscar as memórias que elas vieram ter comigo e voltei a perder-me no tempo. No mesmo espaço consegui encontrar o meu passado junto com o da minha mãe, então tinha a honra de ter os meus apontamentos encostados aos dos tempos de faculdade dela, pude pôr as mãos num vinil do Flashdance (FLASHDANCE!! IRENE CARA!! WHAT A FEELING!!), encontrar apontamentos meus do sétimo ano (que logistica meticulosa! Como é que eu conseguia ser exageradamente organizado?!), o meu fato de lobo mau que a minha avó me fez para a escola ou para um carnaval e uma foto da qual eu me lembrava mas que não conseguia achar por nada…

Festas de loures '95O que acontece é que esta foto está presente na revista da Câmara de Loures do ano de 1995. Quem me conhece a mim e à minha família reconhece facilmente quem está presente na foto, se não eu desvendo: ao colo de uma senhora que deverá ser a minha mãe (?) estou eu, aquele puto charila de casaco azul (agora confirmo que sou mesmo eu!! Aqueles sapatinhos não enganam ninguém! :D ) e aqui num plano mais frontal está o meu pai, aquele senhor esbelto que se encontra agarrado ao pote. Ainda há outra foto onde eu apareço com o meu avó a passear ao pé do lago aqui do sítio mas ainda não a encontrei.

Posso vos dizer que muita tralha deprimente foi com os porcos. As memórias, essas não!

O actual natal do Paulinho – Versão 2008 [parte 2]

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Com este último post pretendo encerrar o capítulo Natal, em 2008. Ainda me rendeu uns posts com alguma popularidade e comentários. É então o post sobre o meu décimo-oitavo dia “25 de Dezembro” e como vos já disse (estou a tornar-me repetitivo como o caraças), este ano passei-o com o meu pai. O almoço estava mesmo bom, com um lombo de porco mesmo óptimo…bom, tão óptimo que eu comi 10 fatias de lombo em cerca de, 20 minutos? Não sei, sei apenas que “emborquei” (não há vocábulo que melhor descreva o meu acto de deglutição de carne) as bem-ditas fatias e que me souberam a pato!

Almoço de natal - casa do pai

Em termos “presenteiros” podemos dizer que foram bem rendidos…consegui metade do dinheiro que me falta para pagar a viagem a Paris! :D YEAH! Já da parte da tarde tive um re-make de muitas outras tardes em família recheadas de cinefilísmo compulsivo: vi os Cars, um iníciozinho do Kung-Fu Panda e aproveitámos a embalagem e vimos o Mamma Mia!, ocupando-nos assim a tarde toda. À noite acabei por ver o 007 Casino Royale apesar de as minhas intenções serem todas elas CSI Nova Iorque. Mais tarde e pela força das circunstâncias em que me vi envolvido e também por não ter qualquer sono, vi outro filme chamado ELF sobre um Elfo falso. Eram já duas da manhã quando tentei ir para a cama, apesar de não ter sono…

24.12.2008 – A árvore de natal do Paulinho

A árvore de natal do Paulinho

O actual natal do Paulinho – Versão 2008

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Antes demais…FELIZ NATAL a todos aqueles que tiveram paciência para vir ler o blog em dia de família! Já cá canta mais um natal, o décimo-oitavo natal.

Escrevo-vos então sobre o dia 24 de Dezembro de 2008 (o dia 25 virá mais tarde), dia de consoada, dia de família, dia de prendas, enfim, um dia bem diferente dos outros (para alguns, não é Nuno? :D ) e como já vos tinha falado, este ano a consoada seria com a minha mãe. Pois que então às 19h lá fomos nós para Santo Estevão, para a casa daquele meu familiar que se casou no verão e que o casamento foi relatado aqui com algum pormenor [It's Wedding Time!]. A viagem é grande e é sempre uma seca, com rectas escuras infindáveis e condutores esgroviados (sim, então nesta altura do Natal. Eu não sei o que se passou com esta gente…parece que anda tudo estúpido da moleira!) mas nada que um iPod cheio de boa música não consiga resolver. Bom, chegámos lá, convívio com familiares que vemos de ano-a-ano, comida cozida (ao menos isto para contrabalançar com os doces do Natal), polvo cozido, bacalhau cozido, legumes cozidos, um sem número de coisas que se podem ver cozidas…sim ovo cozido também! Depois a cerimóniazinha até à meia-noite para a troca de prendas: o sistema adoptado na troca de prendas é do estilo “Amigo secreto”, começa o mais velho que dá ao seu amigo-secreto, que por sua vez dá ao seu amigo-secreto e por aí em diante…sim também estão a achar que deixa de ser secreto. Eu sei, também o achei na altura! Ainda deu para fazer algumas figurinhas muito…giras? (Dejá-vu…)

Rena esquisita...Fiquei um bocado esquisito…mas conta a intenção! =P Realmente, eu devo gostar mesmo muito de tar com duas hastes na cabeça…não sei se é bom ou mau presságio. Bom, mas lá acabámos por voltar para casa, às 2h da manhã e ir cumprir os rituais…bom, 2/3 da família cumpriram o ritual, o outro terço foi dormir! Lá pus o sapatinho debaixo da árvore, pipirún e cama. Tudo para acordar no outro dia e encontrar no sapatinho Livros sobre Paris (Yeah! :D ), mais Legos (sim obcecado por Legos! :D ), uma máquina fotográfica digital para moî meme (assim não ando sempre a pedir a máquina ao Diogo) e chocolates Guylian (haverão chocolates MELHORES no mundo?!). Agora é fazer os impossíveis para que ela não se estrague, tal como a outra mas agora já tenho bolsinha para a guardar, logo, ela vai acomodadita, logo, não se estraga!

O actual natal do Paulinho - o "all-star'zinho"

O

Agora é arrumar a minha escrita, todas as minhas ideias numa mala e ir para casa do meu pai até ao último dia do ano (ou arredores). É provável que não tenham escrita nos próximos dias pois vou aproveitar para fazer um descanso literário, apanhar todas as folhas que andam espalhadas na minha cabeça para as compilar e varrer todas as teias e pó para fora da cabeça, para assim ficar prontíssimo para 2009!

Mais uma vez…

FELIZ NATAL aos que me acompanham na minha caminhada!

Crónicas alvitradas: A Inquisição e os Chouriços

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Após uma ausência de largos meses, as Crónicas alvitradas estão de volta, melhor que nunca! Desta vez quem nos dá “musica” é a Patrícia assídua leitora deste blog de alto calibre!

Olá mundo! Sim é verdade, estou de volta a este blog de qualidade inigualável com mais uma crónica alvitrada! Tenho que admitir que foi complicado arranjar um tema que levantasse tanta polémica como o anterior, afinal, nada diz confusão melhor que “rapazes”. A minha crónica anterior foi um laivo (que linda palavra) de inspiração sem precedentes por isso vai ser difícil chegar a tão alto nível (ai ai tanta bazófia).

Venho então falar… daquele bravo povo que é o português mas primeiro que tudo, vamos falar do país em concreto. Afinal, o que é Portugal? Se pensarem bem não é assim grande coisa, fica ali num limbo em que não se sabe muito bem o que é. Será um país europeu desenvolvido? Olhem que não sei, na Dinamarca não se anda a trucidar touros inocentes com uma grande espada com florinhas, pois não? Think not my friends! Será um país subdesenvolvido quase-africano-ou-quase-da-américa-do-sul? Também creio que não, da última vez que verifiquei temos água potável, não dormimos no mesmo sítio que a Gertrudes, a vaca da família e não temos que sair da nossa choupana a meio da noite para satisfazer as nossas necessidades fisiológicas. Também não somos bem latinos daqueles que dançam flamenco e que têm mulheres com vozes tão agudas que só os cães ouvem. Portanto, o que é Portugal exactamente? Meus amigos, não faço a mínima ideia e, sinceramente, não me interessa. Desde que não tenha doenças tropicais que me façam crescer membros da cabeça nem assassinos psicopatas que usam pessoas para satisfazer os seus caprichos sadomasoquistas, pode ser o que quiser.

A verdade é que tenho algum orgulho no meu pais, para além de ser ligeiramente pacifico (um roubo automóvel de vez em quando nunca fez mal a ninguém) é muito agradável, é ameno, tem a quantidade exacta de insectos, tem umas colinas jeitosas e não tem centrais nucleares. Mas, está claro, não há país sem o povo e, deixem-me que vos diga, Portugal pode ser ambíguo mas os seus habitantes são, provavelmente, do mais distinto que há. O povo português, acima de tudo, tem muito a mania que sabe. No outro dia comentei isto não sei com quem, o povo português acha, quer e pode. Pensei que era imaginação minha mas não, em Portugal, se vê-mos um estrangeiro tentamos falar com ele na sua língua nativa, a razão escapa-me por completo, por isso nem vale a pena perguntarem-me. Afinal, o que é feito do bom e velho inglês? Que é universal?. Mas esta farsa de pessoal hospitaleiro não é lá muito convincente. Não gostamos (sim, para surpresa de muitos eu sou portuguesa) de turistas e, muito menos, de brasileiros e espanhóis. Bem, não gostar dos brasileiros é fácil, são mais bronzeados que nós. Quem não odeia uma pessoa que, durante todo o ano, tem um bronze mesmo jeitoso?! Digo-vos, isto de ser pálido não é lá muito giro. Dos espanhóis já é um bocadinho mais difícil mas é perfeitamente compreensível, afinal, têm um país maior que o nosso, é um caso típico de inveja. Para além de terem mais metros quadrados que nós ainda têm bons caramelos, e queriam que gostássemos deles?! Nah nah! Passem para cá a confeitaria e consideramos a hipótese de parar de vos chamar mariquinhas.

Seguindo agora a linha gastronómica, o povo português é aquele que nutre grande afecto pelo seu chouriço. Os franceses gostam de queijo, os ingleses do bacalhau frito, os americanos da tarte de maçã e os portugueses, dos seus enchidos. Sejam morcelas, alheiras, farinheiras, chouriço mouro, seja apenas carne embrulhada em plástico, o povo português come. Este romance já é de longa data, creio que vem de, até antes, do inicio da inquisição! Quando se faziam alheiras para se enganar a multidão enfurecida com archotes e forquilhas, pronta a assassinar brutalmente qualquer judeu. Também não era por razão nenhuma que se matavam judeus em Portugal durante a inquisição! Desrespeito pela religião católica, diriam vocês? Heresia? Medo das bruxas?! Não, não, nada disso! Matavam-se judeus pelo desrespeito que tinham ao nobre, real e muitíssimo sagrado chouriço feito com carninha de porco! Quem desrespeitasse esta especialidade era queimado na fogueira em honra de tal delicia gustativa.

Mas sim, podemos não ser nem uma coisa nem outra, podemos ter a mania que somos os maiores, podemos matar por amor ao chouriço, podemos ter ódio a quem faz bem caramelo e a quem tem sol todo o ano, podemos gostar de futebol, de andar à porrada e de beber tudo o que tenha álcool na lista de ingredientes, mesmo sendo champô, mas somos portugueses! E sim, gostamos de nos queixar do estado lastimoso em que está… bem… tudo, em especial o governo. Mas ai do estrangeiro que nos venha dizer como agir e como viver, a ver se não vai para casa com um pontapé no rabo!

Jezebel James

O (actual) natal do Paulinho [parte 2]

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Há duas semanas atrás, enquanto a época natalícia estava no auge (“escritorísticamente” falando) no meu blog, escrevi-vos um post que vos falava de como eram os meus natais, o facto de eu ter dois natais em cada ano e o porquê do artigo estar fragmentado em duas partes e não apenas em uma. Eis que, após árduas buscas entre montanhas de CD’s com fotografias (que hipérbole!), fotografias impressas em papel baço e derivados das mesmas, achei as fotos do natal do ano passado! A árvore de natal não muda muito de ano para ano, mantém-se sempre dentro do esquema Azul e Branco, assim com o sabão! (Piada seca) por isso é natural que não notem grande diferença na árvore, deste ano e do outro. Como não apareço assim em nenhuma foto em grande plano ao pé da árvore ou agarrado a um embrulho, posto apenas uma foto da árvore e então alguns dias depois de dia 25 postarei umas fotos mais engraçadinhas da árvore, das prendinhas e das pessoazinhas!

(a árvore é igual por isso posto apenas uma foto, que é a do ano passado)

Árvore de natal paternal! ^^

Sim para os que não conhecem, a casa tem um pouco de todas as cores: Amarelo torrado, roxo, rosa claro, rosa escuro, laranja, branco…uma paleta ainda grande de cores.

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