Bolha do Paulo

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Hurts – Stay

Há dois fim-de-semana fui com o meu Clã (escuteiros) acampar para Santa Cruz. Depois de um almoço na praia, descobri que areia estava lisa, como nunca tinha visto. Como criança que sou, pus-me a desenhar coisas na areia com uma cana e, às tantas, desenhei uma bolha à volta da Di (amiga e Caminheira do meu Clã). Na noite desse mesmo dia, apercebi-me de quem, de facto, quer ficar dentro da minha bolha e não, quem quer fazer parte da minha vida ou não.

Mais tarde e nas últimas duas semanas, apercebi-me que se for ver bem, não há muito mais gente que eu queira dentro da minha bolha comigo. que eu dava a minha vida por. Nos últimos tempos levei muita pancada, pancada de quem menos podia esperar, o meu grupo da faculdade já não é (de longe. Há um ano estávamos a tocar, alegremente, guitarra no Parque das Nações) o que era, o pessoal do secundário…pouco falamos. Aprendi (obrigado Maggy) a fazer a distinção entre conhecidos e amigos, amigos e melhor-amigos. Amigo (vou meter aqui também melhor-amigo) é aquele que está lá quando preciso, não quando ele precisa só, não é o que salta do barco quando o vê a ir ao fundo, é o que aguenta comigo a embarcação, é a pessoa que não fala comigo por interesse, apenas para me pedir alguma coisa. Amigo/melhor-amigo não é aquele que me achincalha quando estou abaixo da m#rda, não é o que se junta aos demais e me deixa para trás, não é o que me abandona quando deixo de ter interesse enquanto pessoa, não é o que me espeta uma faca (no início eram facalhões, agora são facas. Começam a ser insignificantes) nas costas, não é o que mantém uma fachada comigo e com os outros é alguém que nem eu reconheço, não é gente mal-educada, não é gente rude, não é gente que me encosta à parede e me ultima a perguntar se eu gosto de X ou Y pessoa. Não é.

Creio que até agora, houve toda uma confusão na cabeça dessas pessoas. Eu não sirvo de verbo de encher, não sou uma mula, eu tenho alma, tenho sentimentos, não existo apenas quando vos dá jeito. E vocês, aqueles que me desejam ver pelas costas ou nem se lembram de mim excepto quando é para pedir apontamentos ou dinheiro para cerveja…se há coisa que aprendi com o meu pai, é que  quando alguém nos deseja ver mal ou inveja, a pior coisa que lhes podemos fazer é mostrar que estamos na mó de cima, que estamos mais felizes que nunca (e, acreditem, nunca me senti tão F#CKING bem!). A todos esses, boa viagem! Eu escolhi o meu caminho.

É claro, continuo a ter amigos, não me cinjo a pessoas invejosas. Mas, neste momento, aqueles que habitam na minha bolha são poucos (comparado com o período em que eu era “fixe” por utilizar o álcool como lubrificante social), mas são bons. São os BONS amigos, a namorada, o meu Clã, a minha família, os meus pais, os meus irmãos…aqueles que do que depender de mim, são para Manter para o resto do tempo.

Esta é a única bolha que eu espero que nunca rebente, não quero parar de jogar a Apanhada convosco.

Exposição política

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Esta tarde, enquanto me encontrava por entre os meandros algorítmicos e fantabulásticos da belíssima cadeira que é Introdução a Algoritmos e Estruturas de Dados, fui abordado para uma temática diferente. Diferente no sentido em que diferia de todo um mundo de lápis de cor, contas de matemática elementar, ditados ou composições. A minha irmã questionou-me quanto…às minhas opções políticas.

Pois foi. Esse arregalar de olhos que notei desse lado foi o mesmo que eu fiz deste lado, aquando da bomba. A pergunta foi exactamente:

Paulinho, querias o mesmo Presidente?

Por norma, consulto primeiro a opinião da minha irmã, para evitar contrariedades e surpresas de argumentação (e também por alguma calanzice minha, não estava disposto a soltar grandes ideias sobre este campo). Perguntei-lhe o que ela achava, se ela queria. Ao que prontamente me responde:

Não!

Então porque Diana?

Porque Paulinho, eu gosto de experimentar coisas novas!

Houve um momento de tensão. Durou cerca de 2 segundos. Esbocei um sorriso maroto (naughty naughty) e depois mudei para uma expressão de afecto, de reconhecimento da evolução (se há uns anos me perguntava o que era uma fralda, hoje questiona-me as opções politicas).

Momentos mais tarde – reconheça-se, 2 minutos – pergunta-me prontamente, em termo de curiosidade e devido à notícia que passava no momento na televisão:

Olha lá, quem é o ‘Bárráck Obana’?

Então, é o Presidente dos Estados Unidos. Nós temos o Cavaco Silva, eles têm o Barack OBAma!

Hum, nunca tinha ouvido falar do ‘Bárráck Abana’!

Tudo isto dito com a maior inocência!

Um destes dias tenho que sacar dos conhecimentos de Teologia, Antropologia e tudo aquilo que acabe em -ogia (hey, secalhar não…são…as letras…mais…não interessa).

 

Hope not.

Hey oh…it’s snow

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Infelizmente não chove a uma temperatura suficientemente baixa para poder ter sequer um floco de neve a cair no parapeito da minha janela. Pode até ser um bocado infantil e sonhador, mas adorava um dia acordar e ter a janela coberta de neve. Dado que eu vivo em Lisboa, que o clima não é assim tão propício a esse tipo de fenómenos, que eu moro num décimo segundo andar e que a probabilidade de todos estes pormenores vacilarem é tão grande como a pata de uma formiga, a criança-mor cá de casa (portanto, eu) vai se deslocar com a sua família e alguns amigos até ao Sabugueiro, Serra da Estrela. Sabem há quanto tempo os meus olhos não avistam neve? Ok, podem excluir aquele nevão que houve há uns anos em Lisboa…isso não foi neve de gente crescida. Não faço ideia dos anos que me separam da neve, sei que são muitos.

E pelo que tenho visto, há neve à farta! Assim sim, podemos falar de neve como gente grande. Ahhh já me imagino a entrar pelo nada-limpo-e-higiénico centro comercial da Torre, sentir o cheiro característico a pele de animal e queijo da serra (beh!). Ahhh que saudades que tenho de um bate cu, que saudades tenho de me enfiar num trenó e zarpar pela encosta a baixa (a encosta tem muito pouca inclinação, diria até que não a podia considerar encosta).

Ah! Aproveito para comentar convosco só um bocadinho do meu primeiro dia do segundo semestre. Foi algo, vá, entre o visco e o muco. Tenho um prof. que, de 13 em 13 segundos, com intervalos de 2 segundos entre cada período, repete o vocábulo onomatopaico “pá”; diz também de uma maneira esquisita Apple (algo do estilo “Ápêl”…não consigo bem traduzir a linguagem dele), mas isso também é síndrome IST, que também pode ser encontrado nas pessoas que dizem Mácbook ou “Mácbook da Ápple”. Em Mecânica e Ondas tenho uma professora que tem o vírus “alunus desistentens paranoius”: esteve a aula toda a dizer para não desistirmos da cadeira, mesmo que seja difícil, para nos aplicarmos no estudo, para encararmos as dificuldades de cabeça erguida, bla bla bla. Será que isto vai ter consequências reflexas do género “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”? Daqui a umas semanas não tem ninguém no auditório! Já a CDI, tenho um professor almeão que é TAL E QUAL, SEM TIRAR NEM PÔR, o Capitão Iglo. Ponham-lhe um chapéu em cima, vistam-no de marinheiro (até aqui pode ser facilmente confundido como um membro dos Village People), dêem-lhe douradinhos e ponham-lhe crianças ao pé, que ele revela o seu lado “Capitão Iglo”. Quanto à sua pronúncia, estou já em posição de afirmar que vamos ter graves problemas de entendimento, já que ele fala um misturado de português com alemão, diz “zigunda” em vez de “segunda” e precisa de dar imensas voltas para chegar a uma única palavra, tão simples como “versão”.

Amanhã há mais. Durmam bem. Sonhos cor-de-rosa e bom ambiente (uma frase que me marcou na infância).

O baloiço anual

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Não tenho estado muito activo no blog nos últimos tempos, ao contrário de há um ano atrás, em que Dezembro foi o mês com mais posts de sempre (média de um por dia). Um ano depois mal venho cá escrever, já viram como as coisas se voltam?! Ainda assim, cumpre-se a rotina de final de ano de toda a gente, mesmo os não-bloguistas que preferem fazê-lo em família ou em jeito de introspecção. Ora então a minha gira assim…

2009 foi um ano diferente, foi um ano de GRANDES GRANDES ENORMES GIGANTES mudanças; com isto não digo que mudei de aposentos, nem mudei de carro porque não o tenho. Começando pelo início do ano, com Janeiro veio o início do segundo período do meu décimo segundo ano, o ano fatal, o ano do tudo ou nada, o ano em que eu mudava de escola, de ensino, mudava de companheiros de turma pela quarta vez consecutiva (mudar no 10º, 11º, 12º e faculdade é muita gente junta). Faltavam dois períodos inteiros e tinhamos que os aproveitar à grande; e foi isso que fizemos. Tinhamos acabado de marcar a nossa viagem de Finalistas (omg, prevejo um post altamente nostálgico para mim) e dali para a frente era arranjar dinheiro por conta própria; tinhamos até março para pagar e esse mês estava tão longe de chegar! Em relação à escola mesmo, em Janeiro tivemos o dia da Família, organizado pelo grupo de EF, Fevereiro foi marcado pelas férias do Carnaval e pela saída, também ela feita com as estagiárias de EF. Para dizer verdade, até sinto saudades delas (quem não teria?! eheh :P )! Chegáva então Março e eu juro que andava a contar os dias todos até ser final do mês, para poder acabar o período e nos metermos dentro do avião e irmos directamente para Paris! Se eu podia ter pedido melhor semana?! Não, completamente não! Aliás, ainda hoje se me falarem no nome Paris, ou me mostrarem imagens de algum ponto chave de Paris eu começo imediatamente a divagar…acho que o meu organismo foi automatizado para reagir imediatamente ao vocábulo Paris! Queria tanto poder voltar lá com as mesmas pessoas (ok, secalhar tirava uma ou duas menos activas, mas acho que não me importava de ir com os mesmos na mesma!) e esse sim é o grande highlight do meu ano. Voltámos à escola para o terceiro período ainda meio afectados pelo efeito parisiense e eu ainda tinha alguma indecisão sobre o curso que teria de escolher: comunicação social ou Engenharia Informática?! Pólos opostos, concordarão vocês. Acho que só estive realmente decidido quando me candidatei no dia doze de julho, quando já não podia voltar atrás. Antes ainda passei pelo baile de finalistas (que ainda hoje recordo também ele com grande saudade! Ao licor de lagarto que ficou perdido na bagageira da Prof. Cláudia :P ) e pelos exames: 17 a Português (melhor da escola..yeah!) e 13 a Matemática (acima do que precisava…dava na boa!).

Bom e primeiro que chegássemos a Setembro?! Nunca mais era dia de fixação das pautas! Estava sozinho em casa quando sairam as colocações e então para extravasar toda a minha alegria depois de saber que tinha sido colocado pus música ao altos berros MESMO e uma das músicas que estava na banda sonora era precisamente esta, o que provocou uma reacção instintiva de pular durante imenso tempo! As inscrições foram uma semana mais tarde e na segunda a seguir começava a semana de praxes, outra semana memorável do ano 2009. Foi mesmo isso que me mudou a opinião sobre o IST, desfez todos os tabus e futuros caloiros do IST, aprendam: a semana de praxes é a melhor para desfazer todos os mitos que existem em relação a isso! Até agora não desisti e não vou desistir daqui para a frente, quero muito isto; lutei tanto para chegar até aqui que seria injusto para mim mesmo fazer isso. Não digo que esteja a ser fácil, que não tenha pensado fazer isso, porque até é o que mais me ocorre quando não percebo um bói do que se dá lá! Mas isso merecia um post e este já vai longo, fica para mais tarde. Estou agora no fim do primeiro semestre (estão a ver como o tempo voa? Em pouco mais de cinco minutos falei-vos da minha espectacular evolução escolar!), no principio da época de exames e já deito as mãos ao ar a desesperar por Fevereiro que nunca mais chega!

Paralelamente a isto tudo, a segunda mudança ocorreu a nível dos escuteiros. Mudei dos brilhantes pioneiros para uns espantosos caminheiros, surpreendeu-me em tudo, nas pessoas, no ambiente, nas actividades, no espírito de grupo, na cooperação, na organização, nas ideias, nos projectos, nas discussões que já tivemos, nos confrontos, nos anúncios BRILHANTES que realizamos, na festa de aniversario de agrupamento. Somos um! Temos ainda tanto para fazer e já esfrego as mãos para me preparar para a promessa e para um acagrup! Amazing!

Musicalmente, foi muito bom! Não fui a muitos concertos, mas os que fui valeram TANTO o dinheiro! Queria ter ido a mais, isso queria, mas eles para o ano tão cá todos caídos de novo! Fui ver os The Script à Aula Magna e seguiu-se o Marés Vivas, esse grande evento de música no norte do país. Essa foi outra aventura e tanto, recordo de barriga cheia…bom, se for pela fome que passámos, a barriga não está assim tão cheia quanto isso! Agora no final do ano e para terminar a ronda de concertos em 2009, The Prodigy foram uns senhores! Nunca tinha suado tanto num raio de concerto como no concerto deles, estava a ver que perdia uma perna ou umas costas durante o concerto, ou um estômago completamente vazio. Música do ano?! Por muito que não goste…esta, sem dúvida alguma. Em Portugal? Esta e esta, por serem as mais passadas de todo o ano.

O ponto final deste post é rematado com os meus dezoito anos. Não parece, mas é verdade. Apesar de o quizz do Facebook não me dar mais de treze anos de idade mental, tenho mesmo dezoito anos e estou a tirar a carta de condução. Watch out! Mas não se preocupem, eu aviso publicamente quando estiver prestes a pegar num carro para que vocês se possam afastar completamente das estradas.Posso dizer que já bebo como gente crescida, mas sempre moderado (bom, tiro o pé um bocado do travão nos jantares de curso…e aquela ginja, meu Deus, vale ouro!).

A minha resolução de ano novo vai ser, como sempre, atingir todas as minhas metas, mas em especial as da faculdade. Também estou envolvido aí nuns projectos mas tudo a seu tempo, a seu tempo meus senhores! Estou a fazer figas até com os dedos dos pés!

Por isto tudo e por muitas mais coisas que foram faladas ao longo do ano, aqui ou lá fora, comigo ou sem-migo (gostaram? :D ), aquilo que me fez sorrir ou desesperar e todas as pessoas que simplesmente entraram pela minha vida a dentro sem pedir permissão que são as melhores pessoas que podia ter como melhores amigos. Ao grupo que ficou para trás, ao grande grupo que somos na faculdade, aos escuteiros, à minha familia, aos conhecidos, ao Facebook, ao Twitter, à Apple e a tudo aquilo que mudou a minha vida…

UM 2010 DO CATANO! UMAS ENTRADAS ABOMINÁVEIS E UMAS SAÍDAS TRIUNFANTES!


Frases do ano:

- O <insert name> é PUSSY!

- LEEEERROOOOY! JENKINS!

- CHUPAAA!

- Sabes quem é que me fizeste lembrar agora?!

- “I’m slappin’ the bass, slappin’ the bass”

- “Se estás triste e te falta alegria, dá um chuto na melancolia (…)”

- “Hoje está ligeiramente mais calor, não achas?”

- “Ohhhh Paulinho….AÚ!”

- Nice!

- Heina mans!

- “Tu és tão boss!”

- Leão das falésias

- Morsa dos alpes

(a acrescentar)

(tudo o que está a bold durante o post foi o que marcou mesmo, as palavras-chaves deste ano)

Natal 2009

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Prometi ontem no Twitter, estou cá hoje no blog.

Como foi o vosso natal? O vosso pai natal de cinto apertado foi generoso? Comeram todos os doces típicos? Por aqui o papai deixou cair ainda algumas coisas generosas, como um super disco externo de 500gb para eu poder encher de coisas pirat…criadas por mim, dinheiro (a minha saga pela luta de um Mac continua. I’ll have one, no way!), cartões TANTO (isto não tem jeito! Já toda a gente estava habituada à expressão cliché “cheque-Fnac”) uns óculos de sol novos, dado que os meus super-stylish sunglasses se partiram todos por serem proveniente de um país oriental que toda a gente pode adivinhar qual será. Mas duas das prendas mais significativas foram mesmo o meu lenço de Caminheiro dado pela minha prima e a vara bifurcada que foi trabalhada pelo meu avó (assim que arranjar uma maior, melhora-se aquela!); a primeira tem valores óbvios, mas a vara não…é o símbolo do caminheirismo, o caminho da vida, a escolha de opções, dos trilhos a percorrer. Esses já cá tão! Só falta agora a promessa :D . Continuando pelo Natal fora, este ano foi bem mais pacato que o do último ano. E porquê:

Se já eram leitores há um ano atrás, deverão lembrar-se do que escrevi exactamente por esta altura (esperem lá, vou recuperá-lo). Na altura pairou um bocado no ar, perguntaram-me o porquê daquele post assim no meio do nada. Bom, assim sem entrar em grandes detalhes, o que aconteceu foi que no dia 25 de Dezembro do passado ano de 2008 (como voou este ano!) a minha casa foi assaltada, levaram-nos algumas coisas com algum valor ainda mas o importante é que nós cá continuávamos. Em comparação com o ano passado, este ano foi até MUITO calmo, dado que não tivemos ladrões pela casa a dentro, nem objectos desaparecidos, nem nada que o valha.

Voltando agora ao presente e enterrando o passado de vez, o jantar de natal foi passado em casa de uns primos da minha madrasta, durante o qual (vejam bem!) pude experimentar na Wii. Se aquilo não é o nirvana das consolas de jogos, então fica lá muito perto! Adoro o conceito do movimento impelido no jogo por nós. É algo que me fascina de todo! E jogar ténis, fazer o movimento da raquete, de levantar a bola e mandar :O LOVE IT! É claro que ate ao milésimo de segundo antes da meia-noite a minha irmã estava desiludidérrima por não a deixarmos espreitar nada nas prendas; então para a distrair um bocado mandei-a sentar-se num banquinho na cozinha a olhar para o relógio: enquanto o maior não estivesse sobreposto ao outro, ela não podia sair dali. Quando estivesse podia gritar pela casa toda e abrir os presentes! E funcionou! Como eu vos percebo crianças, mas o meu tempo já passou. O almoço de natal foi então passado em casa da tia, com a família materna.

Pormenor lateral a isso: o Gonçalinho já anda pela casa toda. Melhor! Já quase corre! Este foi o primeiro natal a sério dele e recebeu uma prenda dos meus avós que treme imenso e faz barulho, então sempre que aquilo se mexe ele farta-se de rir! :D

Música? Leva-a o vento!

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Hoje (meu Deus, que nojo) voltei-me a aperceber que o tempo voa sobre as asas de um pássaro! Quem me dera que às vezes pudesse matar esse pássaro, mas desta vez não! Não me apetece matar o pássaro porque chego ao final de um ano difícil, um ano que queria que terminasse depressa para poder chegar a esta altura, a parte das candidaturas e colocações. Há um ano precisamente estava eu já com a moínha do concerto da Madonna no Parque da Bela Vista, em Lisboa. Era a rainha que eu ia ver, alguém que ainda hoje (e ainda não desisti! Se aquele Jesus Luz consegue, então eu também vou conseguir! Só me faltam os abdominais definidos, ser modelo, ser DJ, ser brasileiro, ter olhos azuis e…ter ar de coitadinho! É isso! Falta pouco!) tenciono conhecer pessoalmente, perguntar-lhe onde vai buscar tanta genialidade, tanta força e tanto charme (quer dizer a isto já sei a resposta…mas fica sempre bem perguntar). Não me vou desviar mais. Faz amanhã um ano do concerto dela aqui e aonde eu quero chegar é: um ano?! Já!? Lembro-me perfeitamente do que pensei o ano passado no dia do concerto: “Não podes ter melhor ponto de viragem que ir ver um concerto da Madonna! Amanhã começas o décimo-segundo. Daqui a um ano tens de estar a fazer um post a relembrar este concerto e o que estás a pensar agora e é bom que já tenhas falado da Candidatura à faculdade! Mas calma lá porque primeiro ainda tens exames, tens que passar por muito e PRAIA! Ainda tens a praia primeiro que isso tudo! Nada mau han Paulinho?”.

Um ano depois estou aqui a fazer esse post para dizer que PASSEI ISSO TUDO de cabeça erguida; passei o 12º ano (distintivamente, deva-se dizer), passei três exames nada bonitos de se fazer (gosto de pôr algum carácter épico nestes exames!) e sim, fui à praia (só por este feito merecia ser Laureado eu)! Muita coisa mudou num ano, entrou muito boa gente na minha vida, saíram os que quiseram, ganhei novos e mais requintados gostos musicais, apoio muito mais a música portuguesa (a iniciativa brilhante Optimus@Discos permitiu isso!), continuo a gostar imenso de Madonna, passei a sair à noite “de X em X tempo” (cada vez é melhor! Cada vez corre melhor!), ganhei uma stalker (que a única coisa que me provoca é riso…riso por tamanha ignorância e por ser tamanho inergúmio!) e o Sporting mudou de presidente. Será que é desta que acertamos com uma presidência catita? Não sei, é como o pobrezinho diz: “Cada tiro, cada melro!”.

O que vai mudar daqui para a frente? Sobretudo a minha vida. Tenho as expectativas tão altas que na próxima semana, tanto posso dar um trambolhão do pedestal como subir para voos ainda mais altos! Acho que pela primeira vez não sei mesmo o que esperar. Estão a ver o Querido mudei a casa e a reacção das pessoas cada vez que veem o trabalho final? Elas têm as expectativas tão grandes que acabam por não saber o que esperar no final! Eu sou um desses concorrentes e o IST é o meu projecto final, quero tanto ver como aquilo é que não sei o que hei de pensar dele. Por isso é como se tivesse uma venda rubicunda à frente da vista e a Sofia Carvalho ao meu lado, de mão dada, a tirar a camis…ficamos por aqui! Quero entrar nesta parte mais importante, nesta nova luta com os melhores, deixar de parte os piores e abraçar tudo aquilo de bom que vem aí. Não podia pedir melhor sina que a de entrar no IST e fazê-lo com grandes amigos!

Daqui a um ano quero escrever de novo. Estarei eu no final da época de exames e dar-vos-ei a notícia que acabei com sucesso o primeiro ano da licenciatura em Engenharia Informática e de Computadores; ficaram a faltar 4 anos para me tornar num grisalho e famoso Senhor Engenheiro Informático.

Madonna no PBV

Come join the party, ’cause everybody wants to party with you!

Teologia aprofundada

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Sim minha legião! Estou vivo quando pensam o contrário! Tenho estado um pouco “tu cá, tu lá”…estou a “morar” na Lagoa de Albufeira durante este tempo, mas ao mesmo tempo estou com um pé em Lisboa a trabalhar para arranjar dinheirinho para o objectivo ultra conhecido (oh oh! I can smell it! :D ). Tinha que vir cá escrever alguma coisa, agora que o blog corre pelas bocas do mundo.

Tenho imensas ideias para os próximos singles e já estão a assar na fornalha, semi-prontos a sair! Nos entretantos, vou estando de férias com o meu pai, a minha madrasta e os dois mais novos. Habitué por estes lados começa a ser a minha irmã e as suas questões existenciais que toda a gente adora mas que ninguém consegue dar uma resposta concreta. Ora então ela agora tomou noção do que é a figura Deus (qual é a que criança se apercebe dele no dia em que tem de ir de vestido lavar a cabeça à igreja?!) e tenta assimilar o conceito criação do mundo ao conceito criação do mundo por Deus. Eu posso ser muito crente em Deus, mas depois de conhecer as mais-que-provavéis-razões-da-criação-do-mundo-comprovadas-pela-ciência confesso que é uma lacuna que tem de ser muito preenchida pela igreja (hey! 25 de Abril já foi! Liberdade de expressão dos meus pontos de vista! Não vou ser preso no topo de uma torre ladeada por lava, protegida por um dragão que cospe fogo só por não acreditar isso!); por isso tenho que simplificar muito as coisas para que lhe possa responder da melhor forma às suas questões.

Paulinho, é verdade que se não existisse Deus não existia nada?

Sim é verdade.

Não existia nem estrada, nem carros, nem pessoas, nem árvores, nem pinos, nem portagens, nem pontes, nem pedras (isto dizia ela a cada mudança de ponto de focagem do olhar)…

Pois é.

E se existisse Deus não existia dinheiro!

Humm…

É. Por isso é que eu peço dinheiro ao meu pai, para depois dividir por todos!

Uns dias antes disso fui invadido por uma um pouco mais complicada.

O que é mais importante: comida ou Deus?

É Deus, Diana. (naquela de transmitir a fé cristã)

Eu não acho nada disso. A comida é mais importante…sem ela morremos!

(…)

E se o dinheiro nascesse no céu?!

Numa das nossas refeições nocturnas, a mesa aparentemente estava incompleta para ela, faltava uma colher. Mas não podia ser uma colher qualquer!!!

Quero uma colher…uma colher…ai! Uma colher abstracta!

Eu levantei imediatamente a cara do prato e fiquei a olhar para ela paralizado. Quando lhe perguntei o que queria dizer abstracta, levei com um “Não sei!” risonho. Mas não nos ficamos por aqui…ela chegou também uma área mais politica e que foi a que me deu mais graça.

(aquando da passagem por um cartaz da Manuela Ferreira Leite)

…Manuela Ferreira Leite…Paulinho, é verdade que não se goza com o primeiro-ministro não é? Se não acontecesse o quê? Vamos ter cha…tices!

Pronto. E para acabar em grande estilo mesmo, só falta passarmos pela defecagem do meu irmão mais pequeno vista pelos olhos da minha irmã:

O cocó do Gonçalo era mesmo derretido não era pai? Mas ele às vezes faz em forma de azeitonas não faz?!

 

Nunca mais vão ver as azeitonas do mesmo jeito! :D

Pillar

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Hoje apercebi-me que as pessoas não duram para sempre…não que ainda não tivesse tomado consciência disso mas hoje bateu especialmente fundo. Gostávamos que vivessem para sempre, que nos pudessem contar as mesmas histórias de crianças para sempre e até que nos dessem palmadas nas costas quando tivessemos feito a maior asneira de sempre. Gostava que todos os meus próximos vivessem para sempre mas, em particular, o meu avô materno, o avô Bi (ficou assim baptizado por todos nós como diminuitivo de Abílio). Ele não sabe que estou a escrever isto, é provável que daqui a uns dias quando o encontrar de novo a minha avó me diga que ele gostou do que viu; sobretudo porque ele se dá ao trabalho de vir todos os dias visitar o blog para ver aquilo que escrevo e isso significa o MUNDO para mim! Sei que ele andou à procura da revista com a foto onde eu e ele aparecemos à uns bons anos atrás…eu achei-a e agora está aqui:

Lago SACÉs tu quem eu não quero deixar partir! Foste-te abaixo no último ano mas voltaste, voltaste com uma vontade de vencer incrível, como quem fica pronto para outra; mas aos poucos os teus 84 anos consomem-te e tu fraquejas. Sei lá acho que foi por me ter habituado a ver-te com uma energia imparável, por sempre te ter visto a fazer tudo que agora me parece tudo mais difícil…não te consigo ver com as dores que tinhas hoje, as dificuldades e principalmente o teu estado emocional, fraco e em baixo. Gosto quando sorris e tudo parece bem! Mas espera lá! Eu não devia estar a falar para uma pessoa de 84 anos, eu falo com alguém com pouco mais que a minha idade! Acredito que ainda te vou ver a apagar as 100 velas com uns pulmões melhores que os meus! Podia dizer tanta coisa mas não o faço por ser uma coisa de família, por estarmos a falar de pessoa tímida para pessoa tímida…nós cá nos entendêmos com o silêncio, não é?! :D

Este post é para ti “avô Bi” que incessantemente cuida de mim e que lê o blog…obrigado por seres a base da casa que vou construíndo!

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