ISTo não é verdade

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Estamos em época de grandes decisões. Não tanto para mim, que já estou na faculdade, por isso não tenho muito por onde optar de facto. Mas mais para a malta do Secundário, que agora acabou as aulas (cambada de bichos), e tem de fazer as suas opções de futuro. Gostava de partilhar convosco a minha vastíssima (ui) experiência de vida (ui) académica, contar-vos um pouco de história e mostrar-vos que a faculdade não é um bicho de sete cabeças assim tão grande.

Há um ano lembro-me perfeitamente de pensar que só me interessava passar com 10 no exame de matemática, desse por onde desse, pelo menos 10 eu tinha que ter na pauta…nem que para isso tivesse que fazer cair um santo do altar (que, de resto, são cada vez mais escassos. Compreendam a génese desta expressão), já que a segunda fase dessa mesma prova calhava mesmo em dia de Festival de Verão (Marés Vivas) e era a nota mínima com que eu conseguia entrar para a minha primeira opção de estudos. Felizmente, consegui arrancar uns heróicos 13 valores; heina, o Paulo Garcia tirou 13! Mas nem por isso eu fiquei logo decidido sobre o meu futuro, não tinha bem a certeza do que queria dele, se queria matemática à bruta, ou letras à bruta; querem um exemplo prático? É como pedirem a um pizzeiro (entenda-se, pessoa que cozinha aquele estrangeirismo) para optar entre uma pizza quatro queijos ou uma margarita! É dificil. Reparem na arte de comparar o meu futuro a duas modalidades de culinária.

Eu diria mesmo que só tive plena certeza do que queria fazer da minha humilde vida, na hora de me candidatar aos cursos. Recordo-me de algumas pessoas me dizerem que era completamente louco, varrido, demente, alienado, deslocado mentalmente por me inscrever numa faculdade tão castradora como o Instituto Superior Técnico (i-esse-tê. Nada de “ist”, nada de juntar as três letras e ler), que me iria fazer raios e coriscos, que me iria tornar num camafeu, numa pessoa com montes de pelos no peito e nas costas (curiosamente, os pelos no peito são uma constante surpresa. Espero que haja assimptota neste crescimento). Nada disso. Gostava de vos desmentir alguma mitologia, algum lusco-fusco em volta do I-esse-tê.

Primeiro mito

Não qualquer tipo de raça feminina pela Alameda do Instituto Superior Técnico.

Tremendamente falso. Aliás, arrisco mesmo a dizer que moças é coisa que não falta por ali. Sejam durante o dia, ou para os que preferirem, mais noctívagas. Posso-vos indicar alguns pontos chave, alguns focos de busca de sexo feminino: Torre de Química – sim, raparigas, química, torre, apinhada delas. Pavilhão de Civil e toda a área envolvente a esse íman tão grande de mulherio.

Segundo mito

Não existe qualquer outro tipo de pessoas, que não nerds.

Não é verdade. Encontram também totós, atados, panhonhas, tímidos, desavergonhados, barbudos (like me!), coolzões, desleixados, violadores (yep! Violador de Telheiras. Prata da casa) ou até ganzados. Sim, é só escolherem um rótulo e adaptarem-se a ele!

Terceiro mito

As praxes matam, são péssimas para a pele, só servem para maltratar caloiros, tratá-los abaixo de cão e esbofeteá-los.

FALSO! FALSO AO QUADRADO! INTEGRAL DE FALSO! FALSO EXPONENCIAL! Falo por mim, eu ia um bocado temeroso quanto às praxes, não fazia ideia o que me iam fazer, nem tão pouco se iria lamber a Alameda toda, rastejar, ser obrigado a beber, enfiar a cara em comida de cão. As praxes têm como objectivo fomentar o espírito de grupo entre os novos alunos do curso, cria amizades, mostrar-lhes o lado bom da vida de estudante e, diabos me levem, se até agora essa semana não foi a melhor de todo o meu primeiro ano. Graças a essa semana, fiquei a conhecer o que é afinal a praxe (a altura em que a praxe chegou a matar já la vai há muito tempo!), fiquei a saber que não nos faz nada mal, que nos divertimos à brava e que serve mesmo para criarmos laços com gente que vem de lados tão distintos do país (e do Mundo mesmo), mas que tem exactamente o mesmo objectivo que nós! Para terem bem noção, eu desde essa semana que manifesto vontade de entrar para a Comissão de Praxe de LEIC (Licenciatura em Engenharia Informática e Computadores) e, há coisa de duas semanas, entrei mesmo! A sério, não tenham medo das praxes. Com um bocado de sorte ainda dançam a Macarena connosco ;)

Quarto mito

O IST obriga-vos a perder a vossa vida, todo o divertimento e o lado bom das coisas.

Busted! É verdade sim que vão passar a dar valor ao (pouco) tempo livre que têm, assim como também é verdade que vão continuar a ter vida fora do IST! Eu mantenho uma vida paralela a isso, com romance, amigos, música, escuteiros, família, divertimento, tudo isso! Sim, apanharam-me, não leio um livro completo há quase um ano. E entenda-se livro, como uma alternativa aos cadernos de apontamentos das cadeiras. Vão ter jantares de curso, vão ter Semanas de Informática, vão ter festas, vão ter o Mega Super Arraial, vão ter o Arraial do Caloiro, vão ter borgas, vão ter vida de estudante. Mas também têm, obviamente, o lado chato da coisa: ressaca.

Quinto mito

O IST está podre.

Falso. O IST não tem problemas intestinais, não. Podem sim encontrar alguns auditórios a cair de velhos, paredes lascadas e tinta a saltar. Mas, meus caros, é uma instituição com 100 anos de existência! E digo-vos que dificilmente acharão outro sítio com tanta riqueza de recursos como o IST. Aquilo é mesmo (e acreditem no que vos digo) um mundo e podem-se perder lá dentro na boa, num abrir e fechar de olhos! Está aberto 24 horas por dia, entra e sai quem quer e a segurança até é bastante. Sim, vão ter uma “Carta de Exploração” do IST nos primeiros dias para se orientarem lá dentro, não vão ter intervalos, vão andar a correr de aula para aula (imaginem quando tiverem que atravessar de uma ponta para a outra do campus. Não há toques para intervalo, não há faltas. Acreditem que depois os vossos sentidos apuram-se ;)

Aproveitem o que o IST oferece. Onde nós estamos, milhares querem estar. Apesar de toda a porrada, todo o esforço e todos os problemas e noites mal dormidas, é uma oportunidade de vida. Nem tudo é bom, mas faz-nos crescer! Aproveitem também a Semana Académica, aproveitem os arraiais, os jantares e queiram estar com os vossos colegas a toda a hora, apeguem-se a eles, façam um grupo…vai ser fulcral em várias alturas da vossa vida ;)


Stee vs. IST – take 2

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Portanto, este é o ponto de situação agora e que justifica a minha ausência prolongada no blog e que vai sendo actualizado ao longo dos próximos dias:

ÉPOCA DE EXAMES

Já fiz três, que vou precisar de repescar na segunda fase (é o que vale), mesmo depois de ter feito, durante três dias mais de 100 matrizes de Álgebra Linear, ocupando 40 páginas no caderno (é veridico. Nova meta!). Vou para o final da primeira fase na sexta, com Mecânica e ondas e depois segunda fase para cima deles. Carrega Paulo!

Scoreboard actual:

Paulinho 3 – 3 IST

Belo.

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Absolutamente belo foi o que me aconteceu hoje. Chumbei à primeira cadeira do segundo semestre, numa discussão de projecto, na qual me perguntaram tudo menos sobre algoritmos ou estruturas do projecto. Belo também é o argumento com que eu não pude continuar a lutar pela cadeira, o argumento que me deram para terminar mesmo antes de ir ao segundo teste:

“Se tu nem a diferença entre um RTI e RET num computador sabes, como é que queres passar”

Belo é também o azul do céu, para além de haverem discussões de projectos, onde não se discutem projectos.

De facto, belo.

Fim do 1º ano.

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Oficialmente ainda não terminou o meu primeiro ano de curso, o meu primeiro ano de faculdade, mas é como se já tivesse acontecido. Embora só acabe na próxima quarta-feira, dia 9 de Junho, penso que posso já fazer um balanço de como foi a experiência “faculdade” durante já quase nove ou dez meses. Passou tão depressa!

Ainda no outro dia estava eu nas inscrições com o pessoal da ESJCP, com algum receio do que seria o IST e do que me estaria reservado. Lembro-me perfeitamente de no primeiro dia de aulas não ter a primeira aula da manhã e estar no pavilhão de informática sem conhecer ninguém, já que as únicas pessoas que conhecia, o Técnico tinha feito questão de separar de mim. Fui-me sentar num muro lá na Alameda do IST e tirei esta foto, parecia turista, tudo aquilo era tão novo para mim que não queria acreditar, qual Alice no País das Maravilhas. Ok, secalhar NÃO tanto, não mesmo.

Hoje voltei a ver esta foto e, se na altura achava que era um fascínio, hoje é-lo de maneira diferente. Já conheço os cantos à casa e convivo todos os dias com a fachada imponente que se ergue no topo da Alameda. Instituto Superior Técnico é nome pomposo, é nome em grande e com grande carga. Afinal, está de pé há 100 anos e por ali já passaram milhares e milhares de alunos, engenheiros, mentes brilhantes! Eu sou apenas o aprendiz, sinto-me pequeno mas adoro, adoro tudo ali, adoro toda a gente que conheci, adoro o facto de ainda ter pela frente montes de coisas novas para descobrir, adoro! Mas não foi fácil, nem o é nos dias de hoje confesso. É dado adquirido: tudo no IST é puxado, nem que seja a engenharia mais reles (porque, dentro de todas as engenharias dificeis, há sempre aquela que é menos dificil), é duro, é suado, só me ocorre a expressão “sangue, suor e lágrimas”. Secalhar é hipérbole, estão vocês a pensar, “cá p’ra mim ele é mas é um petas, um molengas”…não amigos, não é mentira. É preciso ter dois dedos de testa e três de loucura para se inscrever num curso no IST. Podem ter a certeza que é uma aventura para a vida, podem até não voltar a sair de lá, sendo catedrático ou passando anos a fio sentado na cadeira do auditório a tentar ultrapassar as matérias mais indegestas; mas podem ter a certeza, o Técnico forma-vos enquanto pessoas, o Técnico não forma fachadas nem engenheiros que só se preocupam com a maneira como se aperta determinado parafuso ou cabo, forma engenheiros que se preocupam em saber do que é feito o parafuso. Sim, soa a lavagem cerebral e até podem nem querer saber dos parafusos, mas no final de contas, vão ver que a bagagem de conhecimento que levavam de manhã, sai de lá muito mais rica e cheia! Não fiz todas as cadeiras do primeiro semestre, deixei penduradas as matemáticas e neste semestre tive de deixar cair já uma cadeira, são opções, há que ser realista e ver quando nos esforçámos o suficiente para passar a uma cadeira e quando não. Sim, é claro que houve aulas que me baldei, aulas que fui para a rua, aulas em que fui confrontado pelos professores, aulas em que falei mais e aulas em que até dormi ou não ouvi porque estava de ressaca do jantar de curso da noite anterior. Mas são experiências, são pequenos desleixos que, tudo bem até nos podem custar a cadeira, mas nos fazem sentir estudantes, que temos tanto ainda para passar na vida, que só agora é que começámos a ser académicos (académico diferente de boémio, uma coisa que digo para mim todos os dias).

E não podia pedir melhor companhia de trabalho, melhor companhia no meu dia-a-dia que as pessoas que conheci este ano, todas elas. Somos tão diferentes, mas formámos um grupo tão fechado, tão fixe e tão simples que nos conseguimos completar uns aos outros! Que bons momentos já passámos juntos, podia enumerá-los todos mas perdia-me no raciocínio e não me posso alongar muito. Só tenho a agradecer à semana de praxes (sim, aquela de que toda a gente tem medo) e aos jantares de curso! Só passou um ano e já temos tanto para contar. :D

Se voltava a fazer o primeiro ano todo? Não, de todo, as cadeiras de primeiro ano são chatas e enfadonhas. Mas infelizmente para o ano há cadeiras que vou repetir…não, não estou a atirar já a toalha ao chão, a esperança é a última a morrer, até ao lavar dos cestos é vindima e ainda nem entrei na época de exames! Ainda posso usar todos os trunfos que tenho na mão, tenho é que os saber utilizar! Vai ser difícil? Vai! mas tem sido difícil desde Setembro mesmo! Não quero amedrontar quem tenciona vir para LEIC para o ano, mas também não vos vou dizer que é facil, que é simples e que vão ter as coisas de mão beijada como no Secundário. Tirem o cavalinho da chuva. Não vão ter ninguém que corra atrás de vocês para vocês entregarem relatórios a horas, não vão ter tempo para se coçar nem tempo para dormir quase. Vão ter de fazer directas, muitas vezes seguidas, vão passar a noite no IST e vão aprender a “ter tomates” para aguentar a pressão que vão ter sobre vocês. Com tempo acabam por lidar com tudo e vão aprender a tirar a minoria positiva de um bolo negativo, vão apanhar todas as pedrinhas  que encontrarem no caminho e mais tarde vão construir o castelo (ah Fernando Pessoa, venha cá que o povo português precisa de si!). Diabos me levem se a vida de estudante não é a melhor de sempre! Posso não dormir, posso queimar pestanas com os raios catódicos do computador, posso até nem ver a minha família estando a 5 míseros metros dela, mas diacho, não quero que a minha vida de estudante acabe! Sim, podia ter um bocadinho menos de trabalho e projectos e jogos de computador que eu não me queixava, mas estou a fazer uma coisa que gosto! Onde eu estou, milhares de outros estudantes gostariam de tar…e tenho que aproveitar isso, da maneira mais saudável e humana possível!

Venha daí o mês mais complicado de sempre da minha vida, que eu vou levar uma porradona psicológica, vou ficar feito um caco, vou ficar em baixo quando os exames me correrem mal, vou andar a bater com a cabeça nas paredes. Mas depois tenho um mês e meio de férias e não vou mexer uma palha, vou voltar a fazer mapeling e vou ganhar um bronze decente porque com bronzes à camionista não vamos lá.

É I, é S, é IST!

Fresh

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Hey aí leitores gostosos!

Sim, a casa está visualmente mais simples e com menos tralha (tirei uma quantidade enorme de amontoado inútil das barras laterais do blog), mas sim posts é que continua de chuva. Não pego no Single da Semana ao tempo, coitadinho, ainda por aí aos caídos!

Assim curtas e grossas, posso-vos dizer que no sábado passado o Clã fez a sua actividade de angariação de fundos, que muitos deverão ter visto no Facebook: o Carwash. Foi um SUCESSO! Tem sido sucesso atrás de sucesso e, thank God, as coisas aos poucos estão a encarrilar. Queria também deixar aqui o profundo agradecimento a TODOS os pais que, pelos nossos chefes nos fizeram chegar os parabéns pela actividade organizada e que quase nos põem num altar por os termos incluido a todos num acampamento. Sim, fica prometido: futuramente vamos ter mais, pais da Lobitagem! :D

Entretanto também voltei à minha leitura, que bom! Fui pegar em José Saramago (saudades saudades saudades!), Todos os Nomes. Estou a gostar bastante, comecei a lê-lo ontem apenas e tenho tentado ler o máximo que consigo nas pausas de IST as known as viagens de autocarro.

Na semana passada marquei um record pessoal: duas directas seguidas a estudar. Bom, na primeira noite deitei-me eram 5h e tal da manhã e acordei às 8h30, para chegar atrasado à entrega do projecto de AC. Na segunda noite, bom, não me deitei! Estive desde as 15h da tarde de quinta até às 6h da manhã de sexta a fazer fluxogramas! Woohoo! Não é incrivel!? Não, não é.

Último tópico do dia: Rock in Rio Lisboa. Não me percebo, falei tão mal dele na altura em que soube o cartaz, que não ia e que não fazia nem acontecia, que agora que ele está a meio, me apetece mesmo pôr lá os coutos. C’mon, é o Rock in Rio…posso-me dar ao luxo de dizer que nunca falhei uma edição! Por seu lado, o Optimus Alive está a gritar tanto por mim! Mais tarde falamos disto…

E pronto, é isto. Escrevi isto em 10 minutos, tenho os olhos secos do computador (não sei como é que, nos tempos heróicos da aviação, eu aguentava um dia inteiro num computador e tinha sempre dezenas de milhares de coisas para fazer e ler e ver e agora morro em frente a um computador por não ter nada para ver e por passar o dia todo à frente dele) e estou a ouvir Ivete Sangalo! Já agora, ficam aqui duas recomendações: Dois Selos e um Carimbo dos Deolinda e Crystal Castles II dos Crystal Castles. Bem diferentes, mas altamente consumíveis!

It’s a wonderful week to trajate!

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A Semana Académica chega hoje ao fim, com o terceiro dia de Festival Académico a pôr-lhe um ponto final. E até que enfim, depois de tanto tempo a suspirar pelo meu traje, pela semana em que podia trajar, pelo Festival Académcio e pela Serenata, eu posso finalmente considerar-me um estudante da cabeça aos pés.

Segunda-feira começou com aulinhas de manhã, como sempre. Em adição a isso, junta-se o facto de eu ter de acordar tipo uma hora mais cedo para fazer a barba, tomar banho, trajar e fazer o nó da gravata. Bom, o nó da gravata não é assim tão complicado quanto isso de se fazer…é claro, perdem tempo com o computador na casa de banho (se forem tão nerds quanto eu), com um um video de um homem a explicar como se faz o nó de Windsor. Fiz e desfiz o nó uma data de vezes, voltei para a sala e, como que em jeito de acesso de fúria, voltei à casa de banho para tentar. E consegui. A partir daquele momento senti que era um homem completo, agora que sei fazer um nó na gravata, um refogado, uma cama e limpar o pó. Então, quando cheguei à faculdade ainda fiz alguns nós na gravata de alguns colegas meus e conseguiram ficar melhores que os que estavam na minha gravata! Tudo isto significava que durante uma semana iria ter tanto calor como que se o sol tivesse descido à Terra, mas apenas em cima de mim e para onde quer que eu fosse, o que iria aumentar as produções de Vapor de Água dentro de mim, que se iria acumular junto à minha camada de roupa. Trocando por miúdos, ia suar que nem um porco! E suei mesmo. Segunda-feira foi também dia da Monumental Serenata a Lisboa; o meu grupo combinou jantar todo junto em casa da Sandra (já antes aqui falada, por motivos de grande farra), então fomos comprar comida ao Pingo Doce – venha cá! – e depois toca a cozinhar em casa dela. Que feeling que eu tive quando nos vi todos trajados em casa dela, na mesma divisão, todos de preto e branco, batina, casaco e capa. Tive um arrepio e esbati um sorriso gigante! Lembrei-me como há uns meses atrás eram completamente estranhos e agora somos todos grandes amigos e estamos trajados, todos juntos, todos felizes, todos tudo!! Fomos juntos para o IST de novo, onde iriamos ter uma cerimónia da CPLEIC antes de irmos para a Praça do Municipio, onde ia ser a Serenata. Sobre este ponto, posso dizer que sai de lá desiludido…aquilo foi tudo menos serenata, foi mais bailarico de gente reles que outra coisa qualquer! Chegou ao ponto de, durante o intervalo, eles passaram música Pimba e Tecno, quando o suposto era um ambiente mais reservado e calmo e intimista. Mas tudo bem, foi positiva por INÚMEROS outros factos :D

Terça e quarta não houve nenhum evento académico de especial relevância. Houve um laboratório de Mecânica e Ondas. Gosh, aquilo é mesmo tão mau! Rapaziada que quer entrar em LEIC: pensem bem quando o estiverem a tentar fazer, pensem no factor “Física 12º Ano”. I’m Just Sayin’.

Quinta-feira foi noite de Tunas no Estádio do Restelo. Andei de eléctrico, coisa que não fazia ao tempo! E o Estádio não tinha nada a ver com a última vez que o tinha visto. Se da última vez esta assim…

…nos últimos dois dias esteve assim (a foto é de sexta, quinta-feira não esteve nem um quarto da gente de ontem):

Bom, mas ainda na noite de quinta, o ponto de alto (e há de ser sempre, até me provarem o contrário) foi a actuação da TUIST mas desta feita com a Estudantina de Lisboa ao mesmo tempo. Surpreendentemente inovador e bom! De seguida houve a actuação dos Arrebimba o Malho: que foleirada, brega e de baixo-nível. Meu riquinho Quim Barreiros que iria ver no dia a seguir! A noite acabou connosco num autocarro da Carris a caminho de casa para dormir. Durante esta viagem também ganhei uma dor de garganta e uma rouquidão de tanto gritar e começar gritos de LEIC, ou Imaculadas, ou canções do álcool. Mas valeu a pena…cada vez que gritávamos abafávamos o resto do autocarro que, às 2h da manhã estava literalmente a abarrotar! E atenção que nem éramos mesmo muitos!

Sexta-feira, aquele que seria para mim o último dia de farra académica. Estive no IST desde as 8h da manhã (tinha dormido 3h praticamente, com a capa a tapar-me), tive uma boa tarde e depois no final do serão vespertino, fui de novo para o Restelo. Desta vez o Restelo estava BEM mais cheio, mas sem qualquer comparação! A razão mais que provável para isso era o facto de ser sexta-feira e de o Quim Barreiros ir lá actuar. Que cacho! E que noite! :D

Pelo que acabei de saber, a terceira noite acabou de ser cancelada. O palco ruiu esta manhã por causa do mau tempo! Ou seja, não há Cansei de Ser Sexy nem José Cid nem Diego Miranda para ninguém!

Por este ano, o capítulo Semana Académica fica encerrado. Para o ano é para ir a Coimbra pessoal, ok?! :D

Tanta coisa mudou numa semana…

SAL

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SAL, condimento preferido de todos os cozinheiros, de todos os amadores. Aquilo que nós somos, os que salgam a terra. Anyway, não sobre esse tipo de SAL que vos venho falar hoje. É sobre A SAL.

A SAL é a Semana Académica de Lisboa. É apartir desta semana que todos os caloiros trajam, é a semana da monumental serenata a Lisboa, é a semana do Rally Tascas e a semana do Festival Académico de Lisboa. Take a look.

Não, não é o melhor cartaz de Semana Académica que se pode arranjar. Não, não temos o melhor festival. Mas bolas, é o nosso festival, na semana em que passamos a trajar :D

Creio que a próxima semana vá ser, portanto, um tanto ou quanto porcalhota, dado que śo tenho duas camisas para a semana toda, durante a qual vou estar sempre trajado. Yeah, We’ll figure this out later! Depois arranjo uma peligrafia do traje comigo lá dentro, promised.

Vamos lá caloiros de Lisboa!! :D

How does it feels to…

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Sexta-feira foi dado um importante passo na minha vida académica, possivelmente um passo na direcção errada, mas não deixa de ser um passo! Fui

Expulso

de uma teórica de Matemática Discreta (olhem para mim, um triste a vangloriar-me de tal facto. Podridão mental elevado ao expoente máximo). Agora é aquela parte em que eu faço o meu discurso de descargo de consciência, onde tento salvar o meu couro de possíveis culpas no acto, onde invento mil trezentas e vinte cinco desculpas que até se encaixam bem na história. Mas a verdade é que neste caso (e em 74,643% dos casos,  percentagem apuradíssima) eu estou ilibado de qualquer culpa…ok, se calhar não estou de toda, mas a minha quota parte na culpa é muito pequena. E passo a explicar:

Eu estava sentado na última fila do QA02.2 (nunca fui menino de última fila mas este semestre por força das circunstancias passei a sê-lo) e tinham passado trinta minutos desde o início da aula. Fruto de uma decisão relâmpago à saída do meu banho matinal, o meu portátil foi passear ao IST e nesta primeira aula, entreguei-o ao @nunz20 (viram quão geek eu consigo ser já?) para que ele me resolvesse uns probleminhas que eu tinha no meu Ubuntu. Quando ao fim dessa tal meia hora, ao pedir o meu computador de volta, ele pediu-me também o meu iPod…até aqui tudo bem, pretty normal. A coisa fica negra quando eu lhe passo o iPod: a prof. estava virada para o quadro lá no fundo do auditório, precisamente no lado oposto da sala, e toda a gente na sala estava a falar. Ora, o que se sucede é que quando ela se volta para trás, manda para a rua a primeira pessoa para quem olha. E foi isso que me aconteceu.

- Tu aí atrás! Ao lado do menino de camisola cor-de-rosa (que SÓ por acaso era a Fia). Não vou continuar a aula até tu saires da sala. Por isso, se não te importas, sai.

- Quem…Eu? (literalmente a minha pergunta, com todo o auditório a olhar para mim)

- Sim tu! Vi-te a passar um objecto preto no ar e vi-te a falar. Como foste a primeira pessoa para quem eu olhei quando me virei para trás, vais sair.

(diz o Nuno) – Espera. Eu saio contigo também.

E foi assim. O Nuno apressou-se mais e saiu pela porta da frente, eu demorei mais porque estava a guardar o computador e o carregador e ainda fiz o pessoal da minha fila levantar-se para me deixar passar. É mais que natural que nos próximos dias, semanas, meses, semestres, anos (ok nem tanto, terça já não se lembra da minha cara) eu seja o cão de fila dela, e que sempre que acontecer alguma coisa, seja o 67051 a pagar (sim, agora vou ser o “bode respiratório” da prof. Hein? Também queriam essa patente). Foram precisos treze anos de ensino para ter o ligeiro travo de ser posto na rua. E não sabe assim tão bem quanto isso, porque não gosto de confrontos e porque não gosto de toques de cabeça de injustiça.

Para fechar a manhã com chave de ouro, veio a aula de IAED. Não sei qual é a filosofia das aulas daquela mulher, não percebo se ela gosta de não nos explicar os exercícios, para depois parecer heróico quando nos explica as coisas todas? É suposto nós absorvermos por Osmose toda linguagem C? Não sei mesmo. E ela diz que também não se vai esforçar por falar muito alto, para um auditório cheio (sim realmente quem faria isso? Seria um doidivanas completo! Onde é que já se viu falar alto!)…que sensatez e riqueza de decisão. Por essas e por outras, agora ando a tentar perceber como se programa em C, em casa, a passar slides de um powerpoint do início da matéria que ela deu na semana passada.

Agora sim, fechar o dia académico. À tarde houve uma actuação de rua da TUIST, na Rua Augusta. Depois de um almocinho com o pessoal do Secundário que está no IST de momento, eu, a Maggy e o Xu fomos com a Tuna para a baixa. De mais, soberbo, fantástico e “mal posso esperar pelo TUIST” são tudo pensamentos que vagueiam pelo meu sistema imunitário e nervoso de momento. Ah! Brilhantismo ao mais alto nível.

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