ISTo não é verdade

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Estamos em época de grandes decisões. Não tanto para mim, que já estou na faculdade, por isso não tenho muito por onde optar de facto. Mas mais para a malta do Secundário, que agora acabou as aulas (cambada de bichos), e tem de fazer as suas opções de futuro. Gostava de partilhar convosco a minha vastíssima (ui) experiência de vida (ui) académica, contar-vos um pouco de história e mostrar-vos que a faculdade não é um bicho de sete cabeças assim tão grande.

Há um ano lembro-me perfeitamente de pensar que só me interessava passar com 10 no exame de matemática, desse por onde desse, pelo menos 10 eu tinha que ter na pauta…nem que para isso tivesse que fazer cair um santo do altar (que, de resto, são cada vez mais escassos. Compreendam a génese desta expressão), já que a segunda fase dessa mesma prova calhava mesmo em dia de Festival de Verão (Marés Vivas) e era a nota mínima com que eu conseguia entrar para a minha primeira opção de estudos. Felizmente, consegui arrancar uns heróicos 13 valores; heina, o Paulo Garcia tirou 13! Mas nem por isso eu fiquei logo decidido sobre o meu futuro, não tinha bem a certeza do que queria dele, se queria matemática à bruta, ou letras à bruta; querem um exemplo prático? É como pedirem a um pizzeiro (entenda-se, pessoa que cozinha aquele estrangeirismo) para optar entre uma pizza quatro queijos ou uma margarita! É dificil. Reparem na arte de comparar o meu futuro a duas modalidades de culinária.

Eu diria mesmo que só tive plena certeza do que queria fazer da minha humilde vida, na hora de me candidatar aos cursos. Recordo-me de algumas pessoas me dizerem que era completamente louco, varrido, demente, alienado, deslocado mentalmente por me inscrever numa faculdade tão castradora como o Instituto Superior Técnico (i-esse-tê. Nada de “ist”, nada de juntar as três letras e ler), que me iria fazer raios e coriscos, que me iria tornar num camafeu, numa pessoa com montes de pelos no peito e nas costas (curiosamente, os pelos no peito são uma constante surpresa. Espero que haja assimptota neste crescimento). Nada disso. Gostava de vos desmentir alguma mitologia, algum lusco-fusco em volta do I-esse-tê.

Primeiro mito

Não qualquer tipo de raça feminina pela Alameda do Instituto Superior Técnico.

Tremendamente falso. Aliás, arrisco mesmo a dizer que moças é coisa que não falta por ali. Sejam durante o dia, ou para os que preferirem, mais noctívagas. Posso-vos indicar alguns pontos chave, alguns focos de busca de sexo feminino: Torre de Química – sim, raparigas, química, torre, apinhada delas. Pavilhão de Civil e toda a área envolvente a esse íman tão grande de mulherio.

Segundo mito

Não existe qualquer outro tipo de pessoas, que não nerds.

Não é verdade. Encontram também totós, atados, panhonhas, tímidos, desavergonhados, barbudos (like me!), coolzões, desleixados, violadores (yep! Violador de Telheiras. Prata da casa) ou até ganzados. Sim, é só escolherem um rótulo e adaptarem-se a ele!

Terceiro mito

As praxes matam, são péssimas para a pele, só servem para maltratar caloiros, tratá-los abaixo de cão e esbofeteá-los.

FALSO! FALSO AO QUADRADO! INTEGRAL DE FALSO! FALSO EXPONENCIAL! Falo por mim, eu ia um bocado temeroso quanto às praxes, não fazia ideia o que me iam fazer, nem tão pouco se iria lamber a Alameda toda, rastejar, ser obrigado a beber, enfiar a cara em comida de cão. As praxes têm como objectivo fomentar o espírito de grupo entre os novos alunos do curso, cria amizades, mostrar-lhes o lado bom da vida de estudante e, diabos me levem, se até agora essa semana não foi a melhor de todo o meu primeiro ano. Graças a essa semana, fiquei a conhecer o que é afinal a praxe (a altura em que a praxe chegou a matar já la vai há muito tempo!), fiquei a saber que não nos faz nada mal, que nos divertimos à brava e que serve mesmo para criarmos laços com gente que vem de lados tão distintos do país (e do Mundo mesmo), mas que tem exactamente o mesmo objectivo que nós! Para terem bem noção, eu desde essa semana que manifesto vontade de entrar para a Comissão de Praxe de LEIC (Licenciatura em Engenharia Informática e Computadores) e, há coisa de duas semanas, entrei mesmo! A sério, não tenham medo das praxes. Com um bocado de sorte ainda dançam a Macarena connosco ;)

Quarto mito

O IST obriga-vos a perder a vossa vida, todo o divertimento e o lado bom das coisas.

Busted! É verdade sim que vão passar a dar valor ao (pouco) tempo livre que têm, assim como também é verdade que vão continuar a ter vida fora do IST! Eu mantenho uma vida paralela a isso, com romance, amigos, música, escuteiros, família, divertimento, tudo isso! Sim, apanharam-me, não leio um livro completo há quase um ano. E entenda-se livro, como uma alternativa aos cadernos de apontamentos das cadeiras. Vão ter jantares de curso, vão ter Semanas de Informática, vão ter festas, vão ter o Mega Super Arraial, vão ter o Arraial do Caloiro, vão ter borgas, vão ter vida de estudante. Mas também têm, obviamente, o lado chato da coisa: ressaca.

Quinto mito

O IST está podre.

Falso. O IST não tem problemas intestinais, não. Podem sim encontrar alguns auditórios a cair de velhos, paredes lascadas e tinta a saltar. Mas, meus caros, é uma instituição com 100 anos de existência! E digo-vos que dificilmente acharão outro sítio com tanta riqueza de recursos como o IST. Aquilo é mesmo (e acreditem no que vos digo) um mundo e podem-se perder lá dentro na boa, num abrir e fechar de olhos! Está aberto 24 horas por dia, entra e sai quem quer e a segurança até é bastante. Sim, vão ter uma “Carta de Exploração” do IST nos primeiros dias para se orientarem lá dentro, não vão ter intervalos, vão andar a correr de aula para aula (imaginem quando tiverem que atravessar de uma ponta para a outra do campus. Não há toques para intervalo, não há faltas. Acreditem que depois os vossos sentidos apuram-se ;)

Aproveitem o que o IST oferece. Onde nós estamos, milhares querem estar. Apesar de toda a porrada, todo o esforço e todos os problemas e noites mal dormidas, é uma oportunidade de vida. Nem tudo é bom, mas faz-nos crescer! Aproveitem também a Semana Académica, aproveitem os arraiais, os jantares e queiram estar com os vossos colegas a toda a hora, apeguem-se a eles, façam um grupo…vai ser fulcral em várias alturas da vossa vida ;)


Crónica popular

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Denotem que já escrevo isto com o avançar da madrugada e que as próprias palavras deverão sair engelhadas. Mas adoraria poder escrever sobre esta matéria e não encontro melhor altura que esta, que o povo Português acha ser o fim do Mundo.

Ontem assistimos a uma batalha entre portugueses e espanhóis. Viessem os nossos antepassados dos mortos de novo a Portugal e concerteza vos afirmo que se assustariam…e não seria com tal prestação do nossos mui nobres e elegantes jogadores da selecção nacional de Futebol. Seria convosco, povo. De facto, o empirismo popular sempre foi uma coisa que me fascinou, por todas as razões possíveis: é flexível, maleável e ajusta-se facilmente à situação que vive, de tal maneira que chega a ser ridícula tal maleabilidade. Quando “soubemos meter sete golos lá dentro” (aí está, como o povo adorar falar, primeira pessoa do plural para as vitórias) éramos heróis, fomos bravos, desde Aljubarrota que não éramos tão bravos, não cabíamos dentro das nossas camisolas de tanto orgulho e patriotismo. Mas ontem, ontem fomos fracos, ontem não fomos nós que estivemos a jogar, ontem foram onze pessoas que por acaso têm nacionalidade portuguesa e que só representam Portugal (terceira pessoa do plural para as derrotas) . Coincidência! Por acaso, deixámos de estar lá a jogar no jogo em que, precisamente, sofremos o primeiro golo do Campeonato do Mundo. Eina! Que drama. Realmente, esta moeda tem dois versos, é sinal que somos audazes e que temos cabeça “suficientemente fria” (prefiro ver as coisas deste prisma e não do prisma da irracionalidade) para identificar culpados, somos crescidos e sabemos exactamente de quem é a culpa. Então nós! Que estamos a milhares de quilómetros de distância da África do Sul, que nos regemos através de pivots ‘nada’ parciais que nos fazem chegar as notícias através de uma caixa preta. Fantástico! Fantástico é também quando os que lá estão passam a culpa de uns para os outros, o capitão faz birras e o indíviduo X dá com a língua nos dentes. Perdoem-me a rudeza de tal expressão, mas esse indivíduo X foi o único a “ter tomates” para levar à rua uma verdade que já era tida em conta pelo povo. Alias, esse individuo é um mero provínciano, que tira conclusões com base no empirismo do povo. Não é isso que somos todos? Tão depressa nos pomos num pedestal, como cortamos as nossas próprias vazas? Não somos nós os mestres em desacreditar naquilo que é cá feito? Não somos nós os áses do diz-que-disse? Afinal, também somos nós que paramos o país para sua santidade, Papa Bento XVI, entrar e também somos nós que vamos lá lamber as botas e acomodar o seu cadeirão!  Já para não falar da tolerância de ponto que nos foi concedida, durante tempos tão calmos e etéreos como os que vivemos economicamente nos dias de hoje…tão calmos que podemos parar a produção nacional durante, vá, três desgraçados dias para podermos assar um porco em família, ir à praia ou simplesmente falecer lentamente em frente a um televisor.

Somos nós que nos esquecemos de tal riqueza cultural portuguesa (de seu nome José Saramago, que seguramente está num lugar melhor que este) durante anos e voltamos a parar a capital para o receber enquanto morto, para lhe deitar rosas no caixão e o aclamar como rei dos oprimidos? A isso, na sábia opinião popular, costuma-se chamar hipocrisia. Mas não! Temos plena consciência dos nossos actos, seremos fortes e remaremos contra todas as marés com a nossa má convicção.

Porque é assim que nós, Portugueses, vemos as coisas. Fomos educados para esperar por um salvador eterno e ficamos na desgraça quando o maior candidato a esse estatuto nos falha. Talvez daqui a dois anos voltemos a pôr as bandeiras nacionais na janela porque, afinal, é para isso que elas servem, meros adereços decorativos de quintal ou varanda durante competições de futebol. O quê? Cantar o hino de mão no peito? Mostrar respeito pela bandeira? Não, se for preciso até nos rimos quando não temos os jogadores de futebol a cantá-lo com connosco!

Mas agora, por amor ao Senhor (e olhem que eu não sou de pedir muito a Deus), podemos voltar à vida normal? Aquela que nos deixa deprimidos no dia-a-dia porque supostamente não existe dinheiro para comer, mas já o há para cruzeiros ou férias em destinos paradisíacos? E pela vossa saúde, podemos devolver as vuvuzelas à Galp, para depois serem remetidas aos Sul Africanos, sendo posteriormente enterradas ao lado dos mamutes? É que – e vão me perdoar o palavreado pouco ortodoxo, porque o perdão de Deus chega para todos – sinceramente, já não há santo que aguente.

P.S. 1: para os que estarão aí a perguntar, sim, sou português e gosto de o ser.

P.S. 2: para os que também estarão por aí a indagar, sim, a liberdade de expressão foi uma coisa que conquistamos há 36 anos atrás.

Fim do 1º ano.

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Oficialmente ainda não terminou o meu primeiro ano de curso, o meu primeiro ano de faculdade, mas é como se já tivesse acontecido. Embora só acabe na próxima quarta-feira, dia 9 de Junho, penso que posso já fazer um balanço de como foi a experiência “faculdade” durante já quase nove ou dez meses. Passou tão depressa!

Ainda no outro dia estava eu nas inscrições com o pessoal da ESJCP, com algum receio do que seria o IST e do que me estaria reservado. Lembro-me perfeitamente de no primeiro dia de aulas não ter a primeira aula da manhã e estar no pavilhão de informática sem conhecer ninguém, já que as únicas pessoas que conhecia, o Técnico tinha feito questão de separar de mim. Fui-me sentar num muro lá na Alameda do IST e tirei esta foto, parecia turista, tudo aquilo era tão novo para mim que não queria acreditar, qual Alice no País das Maravilhas. Ok, secalhar NÃO tanto, não mesmo.

Hoje voltei a ver esta foto e, se na altura achava que era um fascínio, hoje é-lo de maneira diferente. Já conheço os cantos à casa e convivo todos os dias com a fachada imponente que se ergue no topo da Alameda. Instituto Superior Técnico é nome pomposo, é nome em grande e com grande carga. Afinal, está de pé há 100 anos e por ali já passaram milhares e milhares de alunos, engenheiros, mentes brilhantes! Eu sou apenas o aprendiz, sinto-me pequeno mas adoro, adoro tudo ali, adoro toda a gente que conheci, adoro o facto de ainda ter pela frente montes de coisas novas para descobrir, adoro! Mas não foi fácil, nem o é nos dias de hoje confesso. É dado adquirido: tudo no IST é puxado, nem que seja a engenharia mais reles (porque, dentro de todas as engenharias dificeis, há sempre aquela que é menos dificil), é duro, é suado, só me ocorre a expressão “sangue, suor e lágrimas”. Secalhar é hipérbole, estão vocês a pensar, “cá p’ra mim ele é mas é um petas, um molengas”…não amigos, não é mentira. É preciso ter dois dedos de testa e três de loucura para se inscrever num curso no IST. Podem ter a certeza que é uma aventura para a vida, podem até não voltar a sair de lá, sendo catedrático ou passando anos a fio sentado na cadeira do auditório a tentar ultrapassar as matérias mais indegestas; mas podem ter a certeza, o Técnico forma-vos enquanto pessoas, o Técnico não forma fachadas nem engenheiros que só se preocupam com a maneira como se aperta determinado parafuso ou cabo, forma engenheiros que se preocupam em saber do que é feito o parafuso. Sim, soa a lavagem cerebral e até podem nem querer saber dos parafusos, mas no final de contas, vão ver que a bagagem de conhecimento que levavam de manhã, sai de lá muito mais rica e cheia! Não fiz todas as cadeiras do primeiro semestre, deixei penduradas as matemáticas e neste semestre tive de deixar cair já uma cadeira, são opções, há que ser realista e ver quando nos esforçámos o suficiente para passar a uma cadeira e quando não. Sim, é claro que houve aulas que me baldei, aulas que fui para a rua, aulas em que fui confrontado pelos professores, aulas em que falei mais e aulas em que até dormi ou não ouvi porque estava de ressaca do jantar de curso da noite anterior. Mas são experiências, são pequenos desleixos que, tudo bem até nos podem custar a cadeira, mas nos fazem sentir estudantes, que temos tanto ainda para passar na vida, que só agora é que começámos a ser académicos (académico diferente de boémio, uma coisa que digo para mim todos os dias).

E não podia pedir melhor companhia de trabalho, melhor companhia no meu dia-a-dia que as pessoas que conheci este ano, todas elas. Somos tão diferentes, mas formámos um grupo tão fechado, tão fixe e tão simples que nos conseguimos completar uns aos outros! Que bons momentos já passámos juntos, podia enumerá-los todos mas perdia-me no raciocínio e não me posso alongar muito. Só tenho a agradecer à semana de praxes (sim, aquela de que toda a gente tem medo) e aos jantares de curso! Só passou um ano e já temos tanto para contar. :D

Se voltava a fazer o primeiro ano todo? Não, de todo, as cadeiras de primeiro ano são chatas e enfadonhas. Mas infelizmente para o ano há cadeiras que vou repetir…não, não estou a atirar já a toalha ao chão, a esperança é a última a morrer, até ao lavar dos cestos é vindima e ainda nem entrei na época de exames! Ainda posso usar todos os trunfos que tenho na mão, tenho é que os saber utilizar! Vai ser difícil? Vai! mas tem sido difícil desde Setembro mesmo! Não quero amedrontar quem tenciona vir para LEIC para o ano, mas também não vos vou dizer que é facil, que é simples e que vão ter as coisas de mão beijada como no Secundário. Tirem o cavalinho da chuva. Não vão ter ninguém que corra atrás de vocês para vocês entregarem relatórios a horas, não vão ter tempo para se coçar nem tempo para dormir quase. Vão ter de fazer directas, muitas vezes seguidas, vão passar a noite no IST e vão aprender a “ter tomates” para aguentar a pressão que vão ter sobre vocês. Com tempo acabam por lidar com tudo e vão aprender a tirar a minoria positiva de um bolo negativo, vão apanhar todas as pedrinhas  que encontrarem no caminho e mais tarde vão construir o castelo (ah Fernando Pessoa, venha cá que o povo português precisa de si!). Diabos me levem se a vida de estudante não é a melhor de sempre! Posso não dormir, posso queimar pestanas com os raios catódicos do computador, posso até nem ver a minha família estando a 5 míseros metros dela, mas diacho, não quero que a minha vida de estudante acabe! Sim, podia ter um bocadinho menos de trabalho e projectos e jogos de computador que eu não me queixava, mas estou a fazer uma coisa que gosto! Onde eu estou, milhares de outros estudantes gostariam de tar…e tenho que aproveitar isso, da maneira mais saudável e humana possível!

Venha daí o mês mais complicado de sempre da minha vida, que eu vou levar uma porradona psicológica, vou ficar feito um caco, vou ficar em baixo quando os exames me correrem mal, vou andar a bater com a cabeça nas paredes. Mas depois tenho um mês e meio de férias e não vou mexer uma palha, vou voltar a fazer mapeling e vou ganhar um bronze decente porque com bronzes à camionista não vamos lá.

É I, é S, é IST!

Fresh

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Hey aí leitores gostosos!

Sim, a casa está visualmente mais simples e com menos tralha (tirei uma quantidade enorme de amontoado inútil das barras laterais do blog), mas sim posts é que continua de chuva. Não pego no Single da Semana ao tempo, coitadinho, ainda por aí aos caídos!

Assim curtas e grossas, posso-vos dizer que no sábado passado o Clã fez a sua actividade de angariação de fundos, que muitos deverão ter visto no Facebook: o Carwash. Foi um SUCESSO! Tem sido sucesso atrás de sucesso e, thank God, as coisas aos poucos estão a encarrilar. Queria também deixar aqui o profundo agradecimento a TODOS os pais que, pelos nossos chefes nos fizeram chegar os parabéns pela actividade organizada e que quase nos põem num altar por os termos incluido a todos num acampamento. Sim, fica prometido: futuramente vamos ter mais, pais da Lobitagem! :D

Entretanto também voltei à minha leitura, que bom! Fui pegar em José Saramago (saudades saudades saudades!), Todos os Nomes. Estou a gostar bastante, comecei a lê-lo ontem apenas e tenho tentado ler o máximo que consigo nas pausas de IST as known as viagens de autocarro.

Na semana passada marquei um record pessoal: duas directas seguidas a estudar. Bom, na primeira noite deitei-me eram 5h e tal da manhã e acordei às 8h30, para chegar atrasado à entrega do projecto de AC. Na segunda noite, bom, não me deitei! Estive desde as 15h da tarde de quinta até às 6h da manhã de sexta a fazer fluxogramas! Woohoo! Não é incrivel!? Não, não é.

Último tópico do dia: Rock in Rio Lisboa. Não me percebo, falei tão mal dele na altura em que soube o cartaz, que não ia e que não fazia nem acontecia, que agora que ele está a meio, me apetece mesmo pôr lá os coutos. C’mon, é o Rock in Rio…posso-me dar ao luxo de dizer que nunca falhei uma edição! Por seu lado, o Optimus Alive está a gritar tanto por mim! Mais tarde falamos disto…

E pronto, é isto. Escrevi isto em 10 minutos, tenho os olhos secos do computador (não sei como é que, nos tempos heróicos da aviação, eu aguentava um dia inteiro num computador e tinha sempre dezenas de milhares de coisas para fazer e ler e ver e agora morro em frente a um computador por não ter nada para ver e por passar o dia todo à frente dele) e estou a ouvir Ivete Sangalo! Já agora, ficam aqui duas recomendações: Dois Selos e um Carimbo dos Deolinda e Crystal Castles II dos Crystal Castles. Bem diferentes, mas altamente consumíveis!

O baloiço anual

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Não tenho estado muito activo no blog nos últimos tempos, ao contrário de há um ano atrás, em que Dezembro foi o mês com mais posts de sempre (média de um por dia). Um ano depois mal venho cá escrever, já viram como as coisas se voltam?! Ainda assim, cumpre-se a rotina de final de ano de toda a gente, mesmo os não-bloguistas que preferem fazê-lo em família ou em jeito de introspecção. Ora então a minha gira assim…

2009 foi um ano diferente, foi um ano de GRANDES GRANDES ENORMES GIGANTES mudanças; com isto não digo que mudei de aposentos, nem mudei de carro porque não o tenho. Começando pelo início do ano, com Janeiro veio o início do segundo período do meu décimo segundo ano, o ano fatal, o ano do tudo ou nada, o ano em que eu mudava de escola, de ensino, mudava de companheiros de turma pela quarta vez consecutiva (mudar no 10º, 11º, 12º e faculdade é muita gente junta). Faltavam dois períodos inteiros e tinhamos que os aproveitar à grande; e foi isso que fizemos. Tinhamos acabado de marcar a nossa viagem de Finalistas (omg, prevejo um post altamente nostálgico para mim) e dali para a frente era arranjar dinheiro por conta própria; tinhamos até março para pagar e esse mês estava tão longe de chegar! Em relação à escola mesmo, em Janeiro tivemos o dia da Família, organizado pelo grupo de EF, Fevereiro foi marcado pelas férias do Carnaval e pela saída, também ela feita com as estagiárias de EF. Para dizer verdade, até sinto saudades delas (quem não teria?! eheh :P )! Chegáva então Março e eu juro que andava a contar os dias todos até ser final do mês, para poder acabar o período e nos metermos dentro do avião e irmos directamente para Paris! Se eu podia ter pedido melhor semana?! Não, completamente não! Aliás, ainda hoje se me falarem no nome Paris, ou me mostrarem imagens de algum ponto chave de Paris eu começo imediatamente a divagar…acho que o meu organismo foi automatizado para reagir imediatamente ao vocábulo Paris! Queria tanto poder voltar lá com as mesmas pessoas (ok, secalhar tirava uma ou duas menos activas, mas acho que não me importava de ir com os mesmos na mesma!) e esse sim é o grande highlight do meu ano. Voltámos à escola para o terceiro período ainda meio afectados pelo efeito parisiense e eu ainda tinha alguma indecisão sobre o curso que teria de escolher: comunicação social ou Engenharia Informática?! Pólos opostos, concordarão vocês. Acho que só estive realmente decidido quando me candidatei no dia doze de julho, quando já não podia voltar atrás. Antes ainda passei pelo baile de finalistas (que ainda hoje recordo também ele com grande saudade! Ao licor de lagarto que ficou perdido na bagageira da Prof. Cláudia :P ) e pelos exames: 17 a Português (melhor da escola..yeah!) e 13 a Matemática (acima do que precisava…dava na boa!).

Bom e primeiro que chegássemos a Setembro?! Nunca mais era dia de fixação das pautas! Estava sozinho em casa quando sairam as colocações e então para extravasar toda a minha alegria depois de saber que tinha sido colocado pus música ao altos berros MESMO e uma das músicas que estava na banda sonora era precisamente esta, o que provocou uma reacção instintiva de pular durante imenso tempo! As inscrições foram uma semana mais tarde e na segunda a seguir começava a semana de praxes, outra semana memorável do ano 2009. Foi mesmo isso que me mudou a opinião sobre o IST, desfez todos os tabus e futuros caloiros do IST, aprendam: a semana de praxes é a melhor para desfazer todos os mitos que existem em relação a isso! Até agora não desisti e não vou desistir daqui para a frente, quero muito isto; lutei tanto para chegar até aqui que seria injusto para mim mesmo fazer isso. Não digo que esteja a ser fácil, que não tenha pensado fazer isso, porque até é o que mais me ocorre quando não percebo um bói do que se dá lá! Mas isso merecia um post e este já vai longo, fica para mais tarde. Estou agora no fim do primeiro semestre (estão a ver como o tempo voa? Em pouco mais de cinco minutos falei-vos da minha espectacular evolução escolar!), no principio da época de exames e já deito as mãos ao ar a desesperar por Fevereiro que nunca mais chega!

Paralelamente a isto tudo, a segunda mudança ocorreu a nível dos escuteiros. Mudei dos brilhantes pioneiros para uns espantosos caminheiros, surpreendeu-me em tudo, nas pessoas, no ambiente, nas actividades, no espírito de grupo, na cooperação, na organização, nas ideias, nos projectos, nas discussões que já tivemos, nos confrontos, nos anúncios BRILHANTES que realizamos, na festa de aniversario de agrupamento. Somos um! Temos ainda tanto para fazer e já esfrego as mãos para me preparar para a promessa e para um acagrup! Amazing!

Musicalmente, foi muito bom! Não fui a muitos concertos, mas os que fui valeram TANTO o dinheiro! Queria ter ido a mais, isso queria, mas eles para o ano tão cá todos caídos de novo! Fui ver os The Script à Aula Magna e seguiu-se o Marés Vivas, esse grande evento de música no norte do país. Essa foi outra aventura e tanto, recordo de barriga cheia…bom, se for pela fome que passámos, a barriga não está assim tão cheia quanto isso! Agora no final do ano e para terminar a ronda de concertos em 2009, The Prodigy foram uns senhores! Nunca tinha suado tanto num raio de concerto como no concerto deles, estava a ver que perdia uma perna ou umas costas durante o concerto, ou um estômago completamente vazio. Música do ano?! Por muito que não goste…esta, sem dúvida alguma. Em Portugal? Esta e esta, por serem as mais passadas de todo o ano.

O ponto final deste post é rematado com os meus dezoito anos. Não parece, mas é verdade. Apesar de o quizz do Facebook não me dar mais de treze anos de idade mental, tenho mesmo dezoito anos e estou a tirar a carta de condução. Watch out! Mas não se preocupem, eu aviso publicamente quando estiver prestes a pegar num carro para que vocês se possam afastar completamente das estradas.Posso dizer que já bebo como gente crescida, mas sempre moderado (bom, tiro o pé um bocado do travão nos jantares de curso…e aquela ginja, meu Deus, vale ouro!).

A minha resolução de ano novo vai ser, como sempre, atingir todas as minhas metas, mas em especial as da faculdade. Também estou envolvido aí nuns projectos mas tudo a seu tempo, a seu tempo meus senhores! Estou a fazer figas até com os dedos dos pés!

Por isto tudo e por muitas mais coisas que foram faladas ao longo do ano, aqui ou lá fora, comigo ou sem-migo (gostaram? :D ), aquilo que me fez sorrir ou desesperar e todas as pessoas que simplesmente entraram pela minha vida a dentro sem pedir permissão que são as melhores pessoas que podia ter como melhores amigos. Ao grupo que ficou para trás, ao grande grupo que somos na faculdade, aos escuteiros, à minha familia, aos conhecidos, ao Facebook, ao Twitter, à Apple e a tudo aquilo que mudou a minha vida…

UM 2010 DO CATANO! UMAS ENTRADAS ABOMINÁVEIS E UMAS SAÍDAS TRIUNFANTES!


Frases do ano:

- O <insert name> é PUSSY!

- LEEEERROOOOY! JENKINS!

- CHUPAAA!

- Sabes quem é que me fizeste lembrar agora?!

- “I’m slappin’ the bass, slappin’ the bass”

- “Se estás triste e te falta alegria, dá um chuto na melancolia (…)”

- “Hoje está ligeiramente mais calor, não achas?”

- “Ohhhh Paulinho….AÚ!”

- Nice!

- Heina mans!

- “Tu és tão boss!”

- Leão das falésias

- Morsa dos alpes

(a acrescentar)

(tudo o que está a bold durante o post foi o que marcou mesmo, as palavras-chaves deste ano)

Factos (não revelados) de Paris [parte 1]

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Antes, durante e após a escrita dos posts sobre os meus dias de Paris fui me esquecendo de coisas potencialmente giras que ficaram por contar sobre a viagem. É claro que é tudo aquilo que me é permitido contar e nada mais que isso (não posso violar a privacidade do nosso grupo e contar completamente tudo…até porque não conseguia mesmo que quisesse) e para vocês até pode não ter nenhum significado porque não o viveram, mas fica aqui testemunhado para daqui a uns anos me poder rir daquilo que estou para aqui a escrever! Isto é tudo aquilo que me fui lembrando e que me lembraram. Ah! E não está pela ordem de acontecimentos mas sim pela ordem de que me fui lembrando.

- Corrida Sacre Coeur

Nuno e Serôdio não precisam de desesperar! Aqui têm um lugarzinho ao Sol e como bom compincha (haverá palavra mais bonita ou saloia para dizer “amigo”?) não me esqueci, hoje, de falar da vossa maratona tonta para chegarem primeiro que todos ao Sacre Coeur. Eram então 17h16 (fuso horário parisiense) quando nos aproximávamos de Montmartre para subir ao Sacre Coeur, o segundo ponto mais alto de Paris se não contarmos com a Torre Eiffel e que, por isso, tem das melhores vistas que eu alguma vez presenciei. Para alcançarmos o dito cujo tínhamos de subir uma escadaria…uma escadaria ou então íamos por um elevador (que só tomamos conhecimento quando lá chegámos acima) por onde toda a gente sobe. Pois que aquelas duas personagens, aqueles palonços (desculpem, são-o!) decidiram subir as escadas a correr, de degrau em degrau, em vez de subir como todos os comuns, ou subir de dois em dois como eu fiz. Mas não! Chegaram lá a cima e não aguentavam com a cavalagem, como era de esperar…

Palonços

- 75 Minutos para o  inferno

Uhuh! Depois de um título destes, as vossas expectativas vão por água abaixo quando vos disser que na verdade estou a falar-vos do Nemo e da sua montanha russa alada. Meus amigos, tenho-vos a dizer que uns belos setenta e cinco minutos de espera numa fila de “carrossel” é muito pouco SE a meio caminho se lembrarem de cantar músicas portuguesas, de rock ao hip-hop, do pimba ao pop até às mais ridículas. Melhor ainda será se tiverem portugueses à vossa frente, portugueses à “vossa trás” e portugueses espalhados por toda a fila. Joguem uma espécie de jogo com todos e se cantarem uma música pimba ou rídicula (coisa que pimba não é) e se virem alguém a rir-se, é porque são portugueses e então podem cantar em conjunto. Caso contrário, por mais barulho que façam e por mais animados que pareçam, todo o estrangeiro vos achará imensa graça e vão dar um estalinho de dedos involuntário. A sério, falo por experiência própria! Já agora, a Cinderela do Carlos Paião é uma canção que normalmente todo o português canta…falo de novo por experiência própria.

Nemo

- Um roubo chamado McDonald’s

Que Paris é um assédio às nossas carteiras toda a gente sabe…que Paris tem restaurantes caros, toda a gente sabe. Que Paris tem o pior McDonald’s do mundo isso ninguém prevê! Era já perto da meia noite de quinta-feira e tínhamos nós acabado de sair do comboio para ir até ao hotel (eram cerca de quinze minutos) mas estávamos esganados de fome porque a única coisa que tínhamos na barriga era ar e algumas borboletas que haviam comido todo o cachorrão. Já os cafés estavam fechados, os restaurantes com as cadeiras em cima das mesas e nada aberto! Vejam bem ao ponto que chegámos que até já desesperávamos por chegar até ao McDonald’s da Disney Village, que POR ACASO ainda estava aberto. Entrámos e estivemos imenso tempo para decidir que jumento haveríamos de escolher para deglutir. Quando chega a minha vez, as dificuldades de comunicação entre franco-portugueses é francamente má e eu provei desse veneno. A mulher teve de chamar um colega dela porque simplesmente não percebia o que eu queria! Desta parte saí a ganhar com um pouco de troco a mais mas assim que deponho o troco na máquina de café imediatamente atrás, a máquina come-me literalmente um euro! Pois que quando estava a sair o café o segurança desliga a máquina a dizer que queria fechar a espelunca (não tem outro nome mesmo! Cheio de vomito no chão!) e que ou saíamos a bem ou a mal…e nem a moeda me deram, nem o café quanto mais! Saí de lá chateado, sem um euro mas com um saco cheio de comida que me custou os olhos da cara.

- Crepe cravado

Se falamos em roubo por terceiros, tenho também que falar no meu “roubo” que nem deve ser classificado como tal! Do dia da ida a Paris fomos a Notre-Dame (como devem ter lido) e lá ao pé há uma pastelaria divinal, com umas baguetes de topo e com uns crepes que por si só são um ESPANTO! A mulher que nos atendeu começou a fazer um crepe à nossa frente (eu acho que a rapariga fez de propósito) e eu começo a sentir o cheio absolutamente bom que pairava no ar e ela topou-me e começou a perguntar-me se queria experimentar e eu disse “Claro mulher!”. Não é que ela enrolou o crepe todo, pôs canela e açúcar e deu-mo a mim…de graça!!? Eu já tinha trincado quando confirmei, de boca cheia, se era mesmo de graça. Não é comum ver borlas destas, muito menos em Paris!

Não é pastelaria grande vermelha...é uma mais à direita!

- Quantidade de vídeos e fotografias

Podem ter visto pela quantidade de fotos que os posts têm que não foram poucas as que tirámos. Basicamente tirámos fotos a TUDO (excepto, claro a partes genitais e/ou outras partes menos próprias que devem ser fotografadas por não ficar bem a um rapaz que cresceu no meio de um seio familiar tão bom e bonito) e filmámos tudo o que era bom de ser filmado…e o mau também, confesso! Mas é isso que daqui a uns anos (não é preciso irmos tão longe…já hoje tem o mesmo efeito) nos vai dar uma vontade imensa de rir e de voltar lá, de voltar a viver cada momentinho com um brilhozinho no cantinho do olho. Se há coisa que me desconcentra é de um momento para o outro começar a pensar em tudo da nossa viagem e sempre que isso acontece, vou ver vídeos, os vídeos mais lerdos que alguma vez poderíamos ter feito. Estou agora a lembrar-me de um que gravámos quando eu, o Nuno e a Cláudia estávamos debaixo da cama na última noite (a mesma do roubo do Mac): o Diário de Guerra. Esse é, sem dúvida, dos melhores vídeos…é pequenino, falo baixinho, abano um bocadinho a câmara, risos tímidos e chego mesmo a arrotar para a câmara (vejam o estado de podridão cerebral que me atingia!) mas tem tanto significado que me deixa a rir por largos minutos. Ainda agora estou-me a lembrar desse mesmo vídeo e lembro-me perfeitamente de o gravar, de o cheiro a xolé que o chão tinha. Estão cravados a ferros na minha cabeça para sempre!

- Moda em Paris (Panisgas chineses)

Não se assustem, panisgas não pode ser considerado palavrão…é uma palavra bonita utilizado por uma gíria de pessoas com alguma graça. Estávamos nós na Ponte Alexandre III a tirar fotografias para a posterioridade quando passam por nós dois abutres raros, duas bichas malucas francesas com um estilo de vestir muito, MUITO peculiar! Aliás, Paris é realmente um mundo à parte em termos estilísticos…não há nada que se compare a tal. Já agora, os óculos que o Panisgas nº1 (camisa verde) trás são perfeitamente comuns lá.

Que mimo!São ou não são um mimo?! E é incrível como as cores jogam perfeitamente! Verde, ganga e laranja! UAU! Aonde é que ele foi arranjar tanto estilo?

- Estações do metro em Paris

O metro é de facto um factor de distinção de Paris…mas apenas os que batem as linhas novas e que têm carruagens novas. Se compararmos o metro de Paris com o de Lisboa, punha as carruagens de Lisboa em Paris, com algumas estações de Lisboa ao pé das parisienses. Se há estações que são um mimo, há outras que são uma desgraça, cheias de andaimes e a cair de podre, suspensas em arames e em paredes de ferro de 1900 e troca o passo. Mas a eloquência com que a mulher do metro dita as estações é fantástica. Se eu imaginasse quem estaria do outro lado, provavelmente seria uma mulher bem arranjada, com cabelos loiros lisos e olhos castanhos, estilo tipicamente francesa…o oposto da mulher que fala de maneira rude das estações de Lisboa. Até me dói a alma cada vez que a mulher fala e crucifica o nome das estações e segue com um “há correspondência com…” seco; aí só me ocorre alguém com um sinal ao pé da boca, estilo verruguento e com buço de aço. A melhor é mesmo a estação Louvre-Rivoli, não imaginam a classe com que a mulher diz Rivoli…é tão bom!

Louvre-Rivoli

Descontinuidades de meia noite

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# O dia chegou ao fim

# Já é Terça.

# FINALMENTE, posso dormir decentemente!

# FINALMENTE, posso ter ronha completa!

# Ontem foi a Eleição da Melhor Música de Sempre dos Festivais da Canção realizados pela RTP. De entre um leque de músicas conceituadas e re-conceituadas como a Desfolhada da Simone de Oliveira, ou o Playback muito pouco falso do Carlos Paião, escolheram a música cuja qual a memória ainda se recordava. Comodismo? Só pode! Para vocês, qual é a melhor?

# Férias, haverá coisa melhor que dias de puro retiro?!

# Apetece-me dançar! Sair e ir dançar até cair para o lado!

# Esta é a música que, muito por culpa do Joãozinho, me ocupa a cabeça de uma maneira louca desde Sexta-feira! Agora imaginem-me a fazer a coreografia da música, tal como a Beyoncé faz (mas de uma maneira menos sexy que a minha), no meio da discoteca…

# Não tenho mais factos a constatar, se não este último facto de constatar que não há mais nada a constatar.

# Pelos vistos há: acabei de ver o Slumdog Millionaire. Um filme que justifica totalmente a nomeação e o facto de ser vencedor da estatueta dourada de Melhor Filme. Sem dúvida, uma recomendação assaz (brevemente escrevo uma pequena Review sobre o filme)

# Não há mais nada a constatar!

# Boa noite

Mi Sangre!

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Na segunda-feira de manhã quando vagueava pela minha habitual rotina diária de e-mails, newsletters e afins, descobri uma newsletter muito boa! Era o habitual mail da BLITZ (a Rolling Stone de baixo calibre portuguesa), que falava sobre a alegada limpidez de Mrs Winehouse em relação às drogas e ao seu Topless (não, não vou falar sobre isso aqui), sobre duas raparigas Emo que fugiram de casa e foram encontradas 24 horas depois em Lisboa em casa de outro rapaz Emo e sobre o facto do novo CD dos Franz Ferdinand ser assombrado (alegadamente foi gravado num teatro em que a banda sentia que não estava sozinha. “Estás ali a meio da noite, a gravar as vozes com as luzes apagadas… Que há ali qualquer coisa há, foi muito excitante!”, disse o guitarrista da banda.). Mais abaixo tinhamos alguns “pequenos focos” como Bill Kaulitz (vocalista dos Tokio Hotel) a cair em público, o que na verdade não passava de uma farça e o link era apenas um site de spam, outra referencia ao novo videoclip dos Franz Ferdinand e um topico que me chamou particularmente a atenção foi: Músicos famosos descendentes de Portugueses. E eu como bom leitor interessado que sou, clickei. Ora a lista que me aparece, posso dizer que foi surpreendente: é claro que havia uns que já sabia mas outros nem por isso e nem fazia a menor ideia!

São eles:

- Glenn Medeiros – o cantor havaino de Nothing Gonna Change My Love For You tem ascendência parental. Ambos os pais são uns modestos portugueses!

Glenn Medeiros
- Nelly Furtado – como toda a gente conhece esta rapariga que mal sabe dizer “Bacaláu com natash”. Descendente de portugueses no Canadá, com génese Açoreana creio eu.

Nelly Furtado

- Nuno Bettencourt - Nuno Duarte Gil Mendes Bettencourt. Outro açoreano, nascido na Ilha Terceira. O guitarrista dos Extreme abandonou a nossa terra com 4 anos, por isso não o podemos considerar português de gema. Considerado um dos melhores guitarristas de Metal. É o feio do lado direito da foto…

Nuno Bettencourt (é o feio do lado direito)

- Joe Perry - Guitarrista dos Aerosmith. O Perry deriva de Pereira, alterado pela sua avó. Se assim não fosse, os Pereira estavam em alta nos Aerosmith!

Joe Perry

- Jason “Jay” Kay - o vocalista dos Jamiroquai. Herda a costela portuguesa do seu pai, Luís Silveira, outro açoreano.

Jay "Jamiroquai" Kay

- Sean Paul – outro rapazinho que tem um pouco de sangue luso lá dentro. Parte do pai.

Sean Paul

- Katy Perry – é verdade, a menina de I Kissed a Girl tem ascendência portuguesa por parte da mãe. Perry deriva do nome de solteira da mãe dela, cuja qual em tempo namorou com Jimmy Hendrix (acho que não preciso que explicar quem é. Se for preciso, Google it!). A própria Katy diz que se sente um pouco portuguesa e que quer muito vir a Portugal…será este um prelúdio da sua vinda?! :D

Katy "Kissable" Perry

Fora do palco, saltamos para o set e surgem-nos alguns nomes não esperados:
- Carmen Miranda – a baiana! Uma das artistas mais bem pagas da Broadway emigrou de Portugal para o Brasil e daí para os EUA.

Carmen "Baiana" Miranda

- Keanu Reeves - Matrix Man! O homem que preveu que a Terra iria parar tinha como sua avó uma gentil Portuguesa / Chinesa.

Keanu Reeves

- Tom Hanks – A maior surpresa…um senhor exímio na sétima arte! A sua mãe era Luso-americana. Nada mau até!

Tom Hanks

Falasse ainda de uma suposta descendência da família Bush e de Tom Cruise com D. Afonso Henriques. Afirmações falaciosas, espero eu. E acredito que se sobrepusermos todas as fotos que aqui estão e encontrarmos os traços comuns, esses mesmos traços irão colidir e formar o retrato do Zé Povinho. A verdade é que, se formos ao cerne da questão, quantos destes conseguiram falar português? A Carmen Miranda concerteza que não!

Mas é bom saber que alguns nomes bem conhecidos do Mundo têm sangue lusitano (muito ou pouco) a correr-lhe nas veias!

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