Caminheiro

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Ontem recebi o meu Diário de Percurso, de Caminheiro. Li-o, não de uma ponta à outra porque não tive oportunidade, mas substancialmente. No final encontrei uma coisa que desconhecia (confesso) existir: Oração do Caminheiro que parte. Não que esteja de partida da secção ou do que quer que seja, mas acho que esta oração é perfeita, bate tudo com tudo, faz sentido. E então diz assim:

Senhor:

Ajuda-me a ser:

Bastante Homem, para saber Temer,

Bastante Corajoso, para saber Vencer,

Bastante Sincero, para a Deus conhecer,

Bastante Humilder, para a Deus Crer,

Bastante Rico, para sempre Dar,

Bastante Bom, para sempre Pedir,

Bastante Enérgico, para sempre Exigir,

Bastante Generoso, para sempre Perdoar,

Bastante Forte, para sempre Ajudar,

Bastante Recto, para sempre Guiar,

Bastante Humano, para saber Amar,

Bastante Cristão, para saber Viver, e saber Morrer.

 

Bolha do Paulo

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Hurts – Stay

Há dois fim-de-semana fui com o meu Clã (escuteiros) acampar para Santa Cruz. Depois de um almoço na praia, descobri que areia estava lisa, como nunca tinha visto. Como criança que sou, pus-me a desenhar coisas na areia com uma cana e, às tantas, desenhei uma bolha à volta da Di (amiga e Caminheira do meu Clã). Na noite desse mesmo dia, apercebi-me de quem, de facto, quer ficar dentro da minha bolha e não, quem quer fazer parte da minha vida ou não.

Mais tarde e nas últimas duas semanas, apercebi-me que se for ver bem, não há muito mais gente que eu queira dentro da minha bolha comigo. que eu dava a minha vida por. Nos últimos tempos levei muita pancada, pancada de quem menos podia esperar, o meu grupo da faculdade já não é (de longe. Há um ano estávamos a tocar, alegremente, guitarra no Parque das Nações) o que era, o pessoal do secundário…pouco falamos. Aprendi (obrigado Maggy) a fazer a distinção entre conhecidos e amigos, amigos e melhor-amigos. Amigo (vou meter aqui também melhor-amigo) é aquele que está lá quando preciso, não quando ele precisa só, não é o que salta do barco quando o vê a ir ao fundo, é o que aguenta comigo a embarcação, é a pessoa que não fala comigo por interesse, apenas para me pedir alguma coisa. Amigo/melhor-amigo não é aquele que me achincalha quando estou abaixo da m#rda, não é o que se junta aos demais e me deixa para trás, não é o que me abandona quando deixo de ter interesse enquanto pessoa, não é o que me espeta uma faca (no início eram facalhões, agora são facas. Começam a ser insignificantes) nas costas, não é o que mantém uma fachada comigo e com os outros é alguém que nem eu reconheço, não é gente mal-educada, não é gente rude, não é gente que me encosta à parede e me ultima a perguntar se eu gosto de X ou Y pessoa. Não é.

Creio que até agora, houve toda uma confusão na cabeça dessas pessoas. Eu não sirvo de verbo de encher, não sou uma mula, eu tenho alma, tenho sentimentos, não existo apenas quando vos dá jeito. E vocês, aqueles que me desejam ver pelas costas ou nem se lembram de mim excepto quando é para pedir apontamentos ou dinheiro para cerveja…se há coisa que aprendi com o meu pai, é que  quando alguém nos deseja ver mal ou inveja, a pior coisa que lhes podemos fazer é mostrar que estamos na mó de cima, que estamos mais felizes que nunca (e, acreditem, nunca me senti tão F#CKING bem!). A todos esses, boa viagem! Eu escolhi o meu caminho.

É claro, continuo a ter amigos, não me cinjo a pessoas invejosas. Mas, neste momento, aqueles que habitam na minha bolha são poucos (comparado com o período em que eu era “fixe” por utilizar o álcool como lubrificante social), mas são bons. São os BONS amigos, a namorada, o meu Clã, a minha família, os meus pais, os meus irmãos…aqueles que do que depender de mim, são para Manter para o resto do tempo.

Esta é a única bolha que eu espero que nunca rebente, não quero parar de jogar a Apanhada convosco.

Facebook

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Eu nem sequer sou muito de publicitar e promover causas ou algo que o valha, mas desta vez apelo a todo o escuteiro do 495 que lê este blog (que eu sei que lê), sejam eles mais velhos ou mais novos, antigos e actuais escuteiros e que tenham Facebook, para aderir ao grupo que eu criei que visa juntar TODOS os escuteiros que já passaram pela sede do 495 em tantos anos de escutismo em Santo António dos Cavaleiros. Pode ser? Adiram aqui se fazem favor :D

Lobitagem

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Neste fim-de-semana, realizámos uma actividade de serviço diferente do habitual. Se vos dissesse que fomos acampar com os Lobitos (1ª Secção) até nem tinha muito impacto. Well, e se eu agora vos disser que TAMBÉM levámos os pais atrás?! Ah pois! Tcha-ran!

Sim, à primeira vista parece uma salganhada tremenda, crianças a correrem atrás dos pais por colinho, pelos pais para apertar os atacadores, pais a correrem pelos filhos para lhes arranjarem o colarinho da camisa. Mas não! Posso-me dar ao luxo de vos dizer que não foi assim. Quando criámos esta actividade, foi com o intuito de aproximar os pais da realidade do escutismo, de lhes mostrar o lado dos filhos que só conhecem nas festas de aniversário de Agrupamento, nas festas do final de ano e em algumas actividades onde são chamados para entrar com dinheiro e/ou comida. Desta forma, poderam experienciar a vida em campo, a preparação de um acampamento e poderam saber o que acontece aos filhos quando são deixados nas actividades e que actividades fazem. Sim, contra muitas opiniões e contra todas as expectativas, o balanço que faço desta actividade é bastante positivo, mais positivo do que eu estava à espera secalhar, admito.

O clã propôs à chefe da Alcateia fazer esta actividade no início de Abril, por isso até tivemos uma agilização rápida. Inicialmente até era para ter sido como preparação para o ACAGRUP, mas dado alguns factores externos, tivemos que alterar alguns objectivos das actividades. Então aquilo que era para ser um Atelier, acabou por ser um mega acampamento-atelier para 70 (sim, SETENTA) pessoas. Saímos no sábado à tarde da sede com os pais e os Lobitos em direcção a Montachique; eramos claramente um transtorno à boa circulação do trânsito, já que ia tudo em filinha, uns atrás dos outros, para o Cabeço. Lá, o problema foi mesmo arranjar espaço para tanto carro, mas conseguimos arranjar espaço para todos. Depois, actividade de formação das equipas. colar papéis da testa dos pais e tinham que se agrupar conforme o desenho que estivesse na testa. Hilariante, é tudo o que eu tenho a dizer! Riram-se mais eles da figura uns dos outros que nós deles! Conseguimos fazer equipas verticais em que os pais ficavam todos separados dos filhos e os irmãos dos irmãos: primeira tarefa atingida com sucesso. A primeira tarefa deles era arranjarem um nome, lema e grito para a equipa, como todos os bandos, equipas ou patrulhas têm. Depois foram distribuidos por três ateliers relacionados para a temática do acampamento: Montagem de Tendas, Preparação para o Acampamento e Vivência em campo. Bom, pelo menos posso falar sobre o meu (que foi Vivência em campo), mas acho que pelo feedback dos outros dois ateliers, creio que os pais, principalmente, gostaram bastante da experiência. No meu atelier tentei abranger um bocado de como deve ser o comportamento do escuteiro em campo, na sede e fora dela e na vida no dia-a-dia. Foi mais ou menos como um atelier de boas-maneiras, mas adaptado para as crianças! Tentei que fosse em jeito de conversa para não ser tão enfadonho e tão chato quanto parece ser e consegui aprender algumas coisas com elas e também os pais poderam conhecer a opinião honesta de alguns lobitos sobre o comportamento deles :D

À noite, após cozinharmos 10 (sim, DEZ) quilos de massa e outros tantos de carne picada e de ninguém ter passado fome e não ter sobrado comida NENHUMA (segundo objectivo do dia: cumprido), fomos fazer o habitual jogo nocturno pelo Parque, no qual cada caminheiro de escondeu num perímetro bem definido e tinha que apitar, até todas as equipas o encontrarem. Foi bem bem bem bonito! Deu para os pais e os lobitos se divertirem à grande, mas principalmente nós! No entanto, a cereja que viria a coroar o dia e toda a actividade era o Fogo de Conselho que organizámos; não foi nada de muito elaborado, serviu para mostrar aos pais o que se faz e arranjar um momento intimista de reunião de todo o campo. Mas não fomos só nós que animámos o Fogo-de-Conselho, pedimos a cada equipa para preparar uma peça (cómica ou séria) e posso dizer que se safaram todos bem!! Não houve ninguém que tivesse uma peça séria, incluimos momentos de canção e uma oração no final da noite, na qual um pai, um lobito, um caminheiro e um chefe poderam dizer pelo que estavam gratos. Foi um bom momento!

Em relação à hora de deitar, bom seria de esperar que quem estivesse mais cansado e com mais vontade de dormir fossem os pais, que os Lobitos ficassem a falar pela noite dentro e que a Amélia os mandasse calar. NADA DISSO! A Amélia teve que mandar calar…os pais! Galhofa até às tantas, apanham-se num acampamento pela primeira vez muitos deles e não controlam a excitação e adrenalina!

Hoje de manhã fizemos a avaliação separado: primeiro com os pais e depois com os Lobitos. Os pais pediram para organizármos mais actividades assim, mas que da próxima vez é só com pais e que eles não se importam nada de fornecer as alheiras, os chouriços e combina-se uma churrascada! Toda a gente concordou: foi sem dúvida alguma, uma experiência boa, nova e a repetir!

Venham mais Clã! :D

Rinocerontes roxos

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Querem ver as imagens de marca do fim-de-semana? Por favor, cumpram este pedido. Apelo-vos…nem eu gostava de levar com uma mijadela na cabeça!

Estive tanto tempo para fazer um post sobre o fim-de-semana, com rodeios e mais meios rodeios que perdi a vontade de escrever sobre ele. Assim ficam as fotos recheadas de carga emocional, que valem muito do fim-de-semana e que não revelam nada dos locais onde tivemos. Pode ser?! Aceitam?

Sinceramente? Apesar de os pioneiros terem sido os pioneiros, de ter sido o grupo que foi, nunca tive tanta vontade de chegar a um fim-de-semana para poder andar com o lenço vermelho, para poder mostrar à comunidade que sou caminheiro e que temos um grande grupo, com quem podemos fazer grandes coisas quando iluminados pela luz da inteligência! Adoro-vos pessoal! Mesmo! Obrigado Barata por nos teres recebido em “tua” casa, obrigado Barata, Joana e Bruno e pelo chouriço assado, pelo chá de folha de laranjeira (bem! E que moca! Que risada!), sei lá…obrigado por serem as pessoas que são connosco! :D

(Barata, desculpa desiludir-te mas o teu edredon tinha tudo menos rinocerontes roxos! Ah ah ah :P )

Minha promessa atende – IV

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Eu não vos disse?! Já está! O Paulinho é um caminheiro de lenço vermelho ao pescoço. Consumada este fim-de-semana, a promessa nunca tinha ganho um sentido tão grande em mim como esta.

Estivemos em Velada de Armas na noite anterior, numa velada mais íntima, fechada ao Clã. Foi das veladas mais bonitas (é mesmo este o termo) que já presenciei: rezámos em frente ao sacrário, e foram-nos apresentados os símbolos do caminheiro. Foi bastante simples, mas veio carregar ainda mais aquele momento de emoção. No dia seguinte comemorávamos o dia de BP, fundador mundial do escutismo, com um jogo de cidade por Odivelas com equipas verticais, ou seja, cada caminheiro levava consigo uns quantos lobitos, uns quantos exploradores e alguns pioneiros. Partimos do Pin-go-do-ce-ve-nha-cá da Póvoa de Santo Adrião em direcção ao Pinhal da Paiã que, para quem não sabe, fica algures entre o Dolce Vita Tejo (the winner) e o Odivelas Parque (the loser). Eu não morro de amores por Odivelas mas até gostei dos sítios onde estive (nada de bairros sociais…I swear), adorei a Quinta da Saudade, que é a quinta por trás dos Paços do Conselho. Bom, fora isso foi um belo dia para puxar pelo cabedal: tive que andar com um lobito durante um bocado do percurso às cavalitas, um lobito que dizia pesar uns 3o quilos. Concerteza que eram 30 quilos…mas em cada perna! As minhas costas que o digam! E depois cada vez que pegava nele, ele agarrava-se ao meu pescoço, qual primata agarrado ao tronco de uma árvore, e espetava-me no pescoço um starlight (sabeis aquelas coisas que se partem e dão uma luz super fixe e que duram dias e dias? Ok, são essas.) que estava na anilha do meu próprio lenço! Mas que raio de democracia é esta? (já quase parecia o Rui Santos) Eu estou-lhe a fazer um favor a carregá-lo, e ainda me sacrifico ao ser estrangulado por um lobito? Mas vá, ele tinha sinceridade suficiente para dizer que eu o estava a aleijar no seu delicado joelho (notação para a comum expressão popular “pobre e mal agradecido”)…desculpa-se porque é lobito. À hora de almoço alguns de nós foram comprar o almoço ao Odivelas Parque; e não é que dei de caras com o TT? Não gritei como uma histérica ao vê-lo, nem o fui bajular…preferi comentar de longe com o Bruno o facto de ele aparentar ter uma agulha espetada em alguma zona vital inferior enquanto fala, assim como tem quando canta? Sabem? Ah e ele come a sua salada encharcada em azeite e vinagre, não sei se isto contribui para a felicidade de alguém…para a minha não.

Às 18h começava o nervosismo total. Nem sei bem porquê, já era a quarta promessa que fazia, a quarta vez que dizia um rol de frases cerimoniais e quarta vez que estava em frente ao Padre Ricardo a fazer o referido antes. Mas a carga emocional à volta desta era diferente, eu estava diferente, estava mais crescido e a promessa de Caminheiro é mesmo a que nos marca para sempre, porque aparece numa altura em que olhamos a vida com outros olhos, encaramos tudo de maneira diferente. Tremia por todos os lados, aquele silêncio entre a nossa chamada ao altar e o momento em que lá chegamos parece infinito, sentimos que toda a gente naquela igreja (vão por mim, aquela igreja é anormalmente gigante) nos segue  com os olhos, que vai cochichar com o vizinho do lado em surdina que nos conhece de tal lado ou então desenha um sorriso, seja de troça por não dar valor ao Escutismo e por achar que estamos a empatar a missa porque o Benfica joga logo a seguir, ou de orgulho, de brio em nós e é isso que torna esse silêncio e essa caminhada tão vertiginosa, tão sensacional e tão electrizante para nós. Quando cheguei lá à frente e encarei a minha última chefe (por acaso minha madrinha) com um sorriso estilo “Encontramo-nos aqui. Vou te entregar o meu lenço, cuida bem dele.”. Foi um sorriso sentimental, com um temperamento agridoce. Durante o tempo que estamos lá à frente esquecemos tudo, tudo o que se passou antes e o que se vai passar depois, é o nosso momento, só existimos nós e os chefes à nossa frente. A dada altura, ficamos com a sensação que toda a gente saiu dos seus lugares e se pôs à nossa volta. Quando finalmente temos o lenço, olhamos para ele e ficamos “Man, já está. Fica tão bem…é lindo!”. E fiquei nisto durante tempos e tempos e tempos depois da promessa. Nunca uma promessa me tinha deixado tão feliz e tão contente como esta de caminheiro e podem crer, mal posso esperar pela próxima vez que me fardar para poder usar o lenço de Caminheiro.

“Agora sim temos a força toda. Agora sim há fé neste crer. Vamos em frente havemos de vencer!” cantam os Deolinda neste momento no meu computador. Nem a propósito! É isso que sinto, havemos de remar todos na mesma direcção e que agora somos mais. Resta-nos ter cabeça e ter uma ilha a alcançar, uma ilha em que possamos estar todos unidos (por falar em ilhas, adoro esta música cantada por nós!).

Em casa ainda chorei com o maior sorriso do Mundo ao ler o que a Susana me tinha escrito num caderno que ela me deu, com uma foto da passagem da IIIª para a IVª. Tears of joy…I can’t get emotional! Agora sim esta música faz todo o sentido! :D

O baloiço anual

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Não tenho estado muito activo no blog nos últimos tempos, ao contrário de há um ano atrás, em que Dezembro foi o mês com mais posts de sempre (média de um por dia). Um ano depois mal venho cá escrever, já viram como as coisas se voltam?! Ainda assim, cumpre-se a rotina de final de ano de toda a gente, mesmo os não-bloguistas que preferem fazê-lo em família ou em jeito de introspecção. Ora então a minha gira assim…

2009 foi um ano diferente, foi um ano de GRANDES GRANDES ENORMES GIGANTES mudanças; com isto não digo que mudei de aposentos, nem mudei de carro porque não o tenho. Começando pelo início do ano, com Janeiro veio o início do segundo período do meu décimo segundo ano, o ano fatal, o ano do tudo ou nada, o ano em que eu mudava de escola, de ensino, mudava de companheiros de turma pela quarta vez consecutiva (mudar no 10º, 11º, 12º e faculdade é muita gente junta). Faltavam dois períodos inteiros e tinhamos que os aproveitar à grande; e foi isso que fizemos. Tinhamos acabado de marcar a nossa viagem de Finalistas (omg, prevejo um post altamente nostálgico para mim) e dali para a frente era arranjar dinheiro por conta própria; tinhamos até março para pagar e esse mês estava tão longe de chegar! Em relação à escola mesmo, em Janeiro tivemos o dia da Família, organizado pelo grupo de EF, Fevereiro foi marcado pelas férias do Carnaval e pela saída, também ela feita com as estagiárias de EF. Para dizer verdade, até sinto saudades delas (quem não teria?! eheh :P )! Chegáva então Março e eu juro que andava a contar os dias todos até ser final do mês, para poder acabar o período e nos metermos dentro do avião e irmos directamente para Paris! Se eu podia ter pedido melhor semana?! Não, completamente não! Aliás, ainda hoje se me falarem no nome Paris, ou me mostrarem imagens de algum ponto chave de Paris eu começo imediatamente a divagar…acho que o meu organismo foi automatizado para reagir imediatamente ao vocábulo Paris! Queria tanto poder voltar lá com as mesmas pessoas (ok, secalhar tirava uma ou duas menos activas, mas acho que não me importava de ir com os mesmos na mesma!) e esse sim é o grande highlight do meu ano. Voltámos à escola para o terceiro período ainda meio afectados pelo efeito parisiense e eu ainda tinha alguma indecisão sobre o curso que teria de escolher: comunicação social ou Engenharia Informática?! Pólos opostos, concordarão vocês. Acho que só estive realmente decidido quando me candidatei no dia doze de julho, quando já não podia voltar atrás. Antes ainda passei pelo baile de finalistas (que ainda hoje recordo também ele com grande saudade! Ao licor de lagarto que ficou perdido na bagageira da Prof. Cláudia :P ) e pelos exames: 17 a Português (melhor da escola..yeah!) e 13 a Matemática (acima do que precisava…dava na boa!).

Bom e primeiro que chegássemos a Setembro?! Nunca mais era dia de fixação das pautas! Estava sozinho em casa quando sairam as colocações e então para extravasar toda a minha alegria depois de saber que tinha sido colocado pus música ao altos berros MESMO e uma das músicas que estava na banda sonora era precisamente esta, o que provocou uma reacção instintiva de pular durante imenso tempo! As inscrições foram uma semana mais tarde e na segunda a seguir começava a semana de praxes, outra semana memorável do ano 2009. Foi mesmo isso que me mudou a opinião sobre o IST, desfez todos os tabus e futuros caloiros do IST, aprendam: a semana de praxes é a melhor para desfazer todos os mitos que existem em relação a isso! Até agora não desisti e não vou desistir daqui para a frente, quero muito isto; lutei tanto para chegar até aqui que seria injusto para mim mesmo fazer isso. Não digo que esteja a ser fácil, que não tenha pensado fazer isso, porque até é o que mais me ocorre quando não percebo um bói do que se dá lá! Mas isso merecia um post e este já vai longo, fica para mais tarde. Estou agora no fim do primeiro semestre (estão a ver como o tempo voa? Em pouco mais de cinco minutos falei-vos da minha espectacular evolução escolar!), no principio da época de exames e já deito as mãos ao ar a desesperar por Fevereiro que nunca mais chega!

Paralelamente a isto tudo, a segunda mudança ocorreu a nível dos escuteiros. Mudei dos brilhantes pioneiros para uns espantosos caminheiros, surpreendeu-me em tudo, nas pessoas, no ambiente, nas actividades, no espírito de grupo, na cooperação, na organização, nas ideias, nos projectos, nas discussões que já tivemos, nos confrontos, nos anúncios BRILHANTES que realizamos, na festa de aniversario de agrupamento. Somos um! Temos ainda tanto para fazer e já esfrego as mãos para me preparar para a promessa e para um acagrup! Amazing!

Musicalmente, foi muito bom! Não fui a muitos concertos, mas os que fui valeram TANTO o dinheiro! Queria ter ido a mais, isso queria, mas eles para o ano tão cá todos caídos de novo! Fui ver os The Script à Aula Magna e seguiu-se o Marés Vivas, esse grande evento de música no norte do país. Essa foi outra aventura e tanto, recordo de barriga cheia…bom, se for pela fome que passámos, a barriga não está assim tão cheia quanto isso! Agora no final do ano e para terminar a ronda de concertos em 2009, The Prodigy foram uns senhores! Nunca tinha suado tanto num raio de concerto como no concerto deles, estava a ver que perdia uma perna ou umas costas durante o concerto, ou um estômago completamente vazio. Música do ano?! Por muito que não goste…esta, sem dúvida alguma. Em Portugal? Esta e esta, por serem as mais passadas de todo o ano.

O ponto final deste post é rematado com os meus dezoito anos. Não parece, mas é verdade. Apesar de o quizz do Facebook não me dar mais de treze anos de idade mental, tenho mesmo dezoito anos e estou a tirar a carta de condução. Watch out! Mas não se preocupem, eu aviso publicamente quando estiver prestes a pegar num carro para que vocês se possam afastar completamente das estradas.Posso dizer que já bebo como gente crescida, mas sempre moderado (bom, tiro o pé um bocado do travão nos jantares de curso…e aquela ginja, meu Deus, vale ouro!).

A minha resolução de ano novo vai ser, como sempre, atingir todas as minhas metas, mas em especial as da faculdade. Também estou envolvido aí nuns projectos mas tudo a seu tempo, a seu tempo meus senhores! Estou a fazer figas até com os dedos dos pés!

Por isto tudo e por muitas mais coisas que foram faladas ao longo do ano, aqui ou lá fora, comigo ou sem-migo (gostaram? :D ), aquilo que me fez sorrir ou desesperar e todas as pessoas que simplesmente entraram pela minha vida a dentro sem pedir permissão que são as melhores pessoas que podia ter como melhores amigos. Ao grupo que ficou para trás, ao grande grupo que somos na faculdade, aos escuteiros, à minha familia, aos conhecidos, ao Facebook, ao Twitter, à Apple e a tudo aquilo que mudou a minha vida…

UM 2010 DO CATANO! UMAS ENTRADAS ABOMINÁVEIS E UMAS SAÍDAS TRIUNFANTES!


Frases do ano:

- O <insert name> é PUSSY!

- LEEEERROOOOY! JENKINS!

- CHUPAAA!

- Sabes quem é que me fizeste lembrar agora?!

- “I’m slappin’ the bass, slappin’ the bass”

- “Se estás triste e te falta alegria, dá um chuto na melancolia (…)”

- “Hoje está ligeiramente mais calor, não achas?”

- “Ohhhh Paulinho….AÚ!”

- Nice!

- Heina mans!

- “Tu és tão boss!”

- Leão das falésias

- Morsa dos alpes

(a acrescentar)

(tudo o que está a bold durante o post foi o que marcou mesmo, as palavras-chaves deste ano)

Maman quiero hacer cáca en el baño de Pablito!

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Ontem foi a festa de Aniversário do Agrupamento 495 de Santo António dos Cavaleiros. Usualmente, todo o agrupamento se reúne durante a tarde, faz actividades em conjunto, ensaia e depois vai à missa e anima-a com o seu coro. Eu ainda sou do tempo em que fazíamos jogos de cidade por Lisboa o dia todo com equipas verticais! Este ano foi diferente…todas as secções começaram as suas actividades às 10/11h da manhã e não vou hastear das bandeiras às 15h, tudo porque cada secção se encontrava a trabalhar afincadamente nas suas peças para a festa nocturna que o Agrupamento estava a organizar para a comunidade (entenda-se comunidade, neste caso, como “as pessoas do costume”) em jeito de comemoração dos seus briosos 32 anos.

Quando disse que cada secção estava a trabalhar afincadamente nas suas peças, referia-me mesmo a todas…só que os Caminheiros tinham também a dificuldade acrescida de, para além de terem de preparar a sua peça, preparem a FESTA toda: textos, interacção com o público, tema, estrutura, divisão, TUDO! A preparação da festa vinha sendo feita de há um mês para cá…mais coisa, menos coisa. Mas como diz (e cada vez mais confirmo isso) a Lei de Murphy o que tem de correr mal, correrá nas piores alturas. Como estrutura da peça escolhemos um programa da National Geographic (adaptado para National Scoutographic) dado que cada secção tem como mote uma civilização antiga; assim, teríamos dois apresentadores que fariam viagens no tempo atraves de uma máquina do tempo. Até aqui tudo bem! Nós tínhamos um monte de boas ideias que queríamos ver aplicadas na peça, como usar uma banheira e uma máquina de fumo para dar o efeito de transporte no tempo. Esta ideia foi totalmente alterada na semana passada porque não conseguiamos arranjar assim uma banheira do nada e transportá-la; então, preferimos um armário muito ao estilo Narnia onde eu e a Luísa entraríamos e, ao som do Twilight Zone nos moveriamos para trás e para a frente no tempo: ideia sabotada. É então que floresce a opção “Tenda do Tempo”, algo muito mais prático e que sempre esteve debaixo dos nossos narizes. Também tivemos a ideia de criar dois momentos-chave durante a festa, momentos esses que só nós enquanto Clã é que tínhamos conhecimento e que não revelamos na estrutura da festa à direcção. Eram esses momentos um conjunto de spots publicitários gravados e editados por nós e uma parte (o Top Top Secret da festa) que seria “A Cena do Futuro”. Ora e que anúncios é que saltaram logo?! Óbvio! Pingo Doce, Popota e Brise Toque & Fresh. Podem imaginar o resultado final?! Não, não conseguem sequer! Não fazem também ideia do chiqueiro que fizemos quando nos lembramos de tudo e idealizamos tudo. A Popota foi aprendida toda numa tarde (na sábado passado), o Pingo Doce foi gravado na sexta feira NO PINGO DOCE MESMO. Perguntam vocês agora “Então…e não foram expulsos pelos seguranças do estabelecimento?!”, pergunta à qual eu respondo da seguinte forma: fomos sim, do Pingo Doce de Loures. Gravámos uma cena de exteriores com carrinhos à roda, filmámos os interiores com alguma descrição mas, infelizmente, devemos ter gravado num corredor com câmara e não demos por isso e fomos gentilmente convidados a abandonar o local. Gravámos uma última cena a acenar à porta e fomos embora, para depois gravar o Toque & Fresh na casa de banho da Igreja (que Deus nos iliba a todos disso). A montagem final deste anúncio teve de ser com o vídeo do anúncio em espanhol, o som do anuncio portugues e só depois é que incluimos a nossa parte. Ora, durante o vídeo espanhol o puto diz que quer arrear o calhau na casa de banho do Paulinho…só que obviamente em espanhol! De rir e chorar por mais! :D

A máquina do futuro consistia em fazer perguntas sobre o que teria acontecido ao agrupamento e aos chefes, que tinham sido exilados para diferentes cantos do Mundo.

E assim foi! Speakers de serviço: eu e a Luísa, cuidadosamente vestidos e munidos de uma cana de pesca (não sei porque! Era só show-off) e também de um lança chamas. Ah pois! Lança-chamas! Fui eu que me lembrei de tal coisa, quando me lembrei que o Brise Toque & Fresh que tinhamos comprado precisava de um uso e que se eu pusesse um isqueiro à frente de um Aerossol, dava uma chama muito fixe mesmo! Todo o clã se revelou muito unido na organização e cronometragem das peças, tempos de intervalo, abre e fecha cortinas (que Deus me perdoe de novo, mas eu passei a missa toda a fazer um guião exaustivo de toda a festa, com tarefas atribuidas e tudo aquilo que devia ser feito, na altura correcta para ser feito. Vá, tirando pequenos problemas técnicos o guião até nem falhou muito! O que falhou mesmo foram os lapsos de só sabermos 10 minutos antes da festa que afinal havia peça dos pais (não estava em qualquer guião, muito menos ensaiado), alterações de última hora, improvisos desnecessários e pequenas falhas!

Depois da festa, tanto eu, como a Luísa e o resto do clã recebemos grandes elogios à festa, aos anúncios, às nossas peças, a tudo! Sabe muito bem, dado que não tínhamos ainda sequer testado entre nós a formato da festa, nem sequer ensaiado a nossa peça e eu e a Luísa não tínhamos treinado qualquer discurso, tendo sido todo à base do improviso e conversa de situação.

Parabéns Clã!! Este ano é todo nosso! :D

(fazemos casamentos e baptizados. Em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico)

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