Caminheiro

3 Comments

Ontem recebi o meu Diário de Percurso, de Caminheiro. Li-o, não de uma ponta à outra porque não tive oportunidade, mas substancialmente. No final encontrei uma coisa que desconhecia (confesso) existir: Oração do Caminheiro que parte. Não que esteja de partida da secção ou do que quer que seja, mas acho que esta oração é perfeita, bate tudo com tudo, faz sentido. E então diz assim:

Senhor:

Ajuda-me a ser:

Bastante Homem, para saber Temer,

Bastante Corajoso, para saber Vencer,

Bastante Sincero, para a Deus conhecer,

Bastante Humilder, para a Deus Crer,

Bastante Rico, para sempre Dar,

Bastante Bom, para sempre Pedir,

Bastante Enérgico, para sempre Exigir,

Bastante Generoso, para sempre Perdoar,

Bastante Forte, para sempre Ajudar,

Bastante Recto, para sempre Guiar,

Bastante Humano, para saber Amar,

Bastante Cristão, para saber Viver, e saber Morrer.

 

Bolha do Paulo

6 Comments

Hurts – Stay

Há dois fim-de-semana fui com o meu Clã (escuteiros) acampar para Santa Cruz. Depois de um almoço na praia, descobri que areia estava lisa, como nunca tinha visto. Como criança que sou, pus-me a desenhar coisas na areia com uma cana e, às tantas, desenhei uma bolha à volta da Di (amiga e Caminheira do meu Clã). Na noite desse mesmo dia, apercebi-me de quem, de facto, quer ficar dentro da minha bolha e não, quem quer fazer parte da minha vida ou não.

Mais tarde e nas últimas duas semanas, apercebi-me que se for ver bem, não há muito mais gente que eu queira dentro da minha bolha comigo. que eu dava a minha vida por. Nos últimos tempos levei muita pancada, pancada de quem menos podia esperar, o meu grupo da faculdade já não é (de longe. Há um ano estávamos a tocar, alegremente, guitarra no Parque das Nações) o que era, o pessoal do secundário…pouco falamos. Aprendi (obrigado Maggy) a fazer a distinção entre conhecidos e amigos, amigos e melhor-amigos. Amigo (vou meter aqui também melhor-amigo) é aquele que está lá quando preciso, não quando ele precisa só, não é o que salta do barco quando o vê a ir ao fundo, é o que aguenta comigo a embarcação, é a pessoa que não fala comigo por interesse, apenas para me pedir alguma coisa. Amigo/melhor-amigo não é aquele que me achincalha quando estou abaixo da m#rda, não é o que se junta aos demais e me deixa para trás, não é o que me abandona quando deixo de ter interesse enquanto pessoa, não é o que me espeta uma faca (no início eram facalhões, agora são facas. Começam a ser insignificantes) nas costas, não é o que mantém uma fachada comigo e com os outros é alguém que nem eu reconheço, não é gente mal-educada, não é gente rude, não é gente que me encosta à parede e me ultima a perguntar se eu gosto de X ou Y pessoa. Não é.

Creio que até agora, houve toda uma confusão na cabeça dessas pessoas. Eu não sirvo de verbo de encher, não sou uma mula, eu tenho alma, tenho sentimentos, não existo apenas quando vos dá jeito. E vocês, aqueles que me desejam ver pelas costas ou nem se lembram de mim excepto quando é para pedir apontamentos ou dinheiro para cerveja…se há coisa que aprendi com o meu pai, é que  quando alguém nos deseja ver mal ou inveja, a pior coisa que lhes podemos fazer é mostrar que estamos na mó de cima, que estamos mais felizes que nunca (e, acreditem, nunca me senti tão F#CKING bem!). A todos esses, boa viagem! Eu escolhi o meu caminho.

É claro, continuo a ter amigos, não me cinjo a pessoas invejosas. Mas, neste momento, aqueles que habitam na minha bolha são poucos (comparado com o período em que eu era “fixe” por utilizar o álcool como lubrificante social), mas são bons. São os BONS amigos, a namorada, o meu Clã, a minha família, os meus pais, os meus irmãos…aqueles que do que depender de mim, são para Manter para o resto do tempo.

Esta é a única bolha que eu espero que nunca rebente, não quero parar de jogar a Apanhada convosco.

Facebook

1 Comment

Eu nem sequer sou muito de publicitar e promover causas ou algo que o valha, mas desta vez apelo a todo o escuteiro do 495 que lê este blog (que eu sei que lê), sejam eles mais velhos ou mais novos, antigos e actuais escuteiros e que tenham Facebook, para aderir ao grupo que eu criei que visa juntar TODOS os escuteiros que já passaram pela sede do 495 em tantos anos de escutismo em Santo António dos Cavaleiros. Pode ser? Adiram aqui se fazem favor :D

Fresh

Leave a comment

Hey aí leitores gostosos!

Sim, a casa está visualmente mais simples e com menos tralha (tirei uma quantidade enorme de amontoado inútil das barras laterais do blog), mas sim posts é que continua de chuva. Não pego no Single da Semana ao tempo, coitadinho, ainda por aí aos caídos!

Assim curtas e grossas, posso-vos dizer que no sábado passado o Clã fez a sua actividade de angariação de fundos, que muitos deverão ter visto no Facebook: o Carwash. Foi um SUCESSO! Tem sido sucesso atrás de sucesso e, thank God, as coisas aos poucos estão a encarrilar. Queria também deixar aqui o profundo agradecimento a TODOS os pais que, pelos nossos chefes nos fizeram chegar os parabéns pela actividade organizada e que quase nos põem num altar por os termos incluido a todos num acampamento. Sim, fica prometido: futuramente vamos ter mais, pais da Lobitagem! :D

Entretanto também voltei à minha leitura, que bom! Fui pegar em José Saramago (saudades saudades saudades!), Todos os Nomes. Estou a gostar bastante, comecei a lê-lo ontem apenas e tenho tentado ler o máximo que consigo nas pausas de IST as known as viagens de autocarro.

Na semana passada marquei um record pessoal: duas directas seguidas a estudar. Bom, na primeira noite deitei-me eram 5h e tal da manhã e acordei às 8h30, para chegar atrasado à entrega do projecto de AC. Na segunda noite, bom, não me deitei! Estive desde as 15h da tarde de quinta até às 6h da manhã de sexta a fazer fluxogramas! Woohoo! Não é incrivel!? Não, não é.

Último tópico do dia: Rock in Rio Lisboa. Não me percebo, falei tão mal dele na altura em que soube o cartaz, que não ia e que não fazia nem acontecia, que agora que ele está a meio, me apetece mesmo pôr lá os coutos. C’mon, é o Rock in Rio…posso-me dar ao luxo de dizer que nunca falhei uma edição! Por seu lado, o Optimus Alive está a gritar tanto por mim! Mais tarde falamos disto…

E pronto, é isto. Escrevi isto em 10 minutos, tenho os olhos secos do computador (não sei como é que, nos tempos heróicos da aviação, eu aguentava um dia inteiro num computador e tinha sempre dezenas de milhares de coisas para fazer e ler e ver e agora morro em frente a um computador por não ter nada para ver e por passar o dia todo à frente dele) e estou a ouvir Ivete Sangalo! Já agora, ficam aqui duas recomendações: Dois Selos e um Carimbo dos Deolinda e Crystal Castles II dos Crystal Castles. Bem diferentes, mas altamente consumíveis!

Lobitagem

2 Comments

Neste fim-de-semana, realizámos uma actividade de serviço diferente do habitual. Se vos dissesse que fomos acampar com os Lobitos (1ª Secção) até nem tinha muito impacto. Well, e se eu agora vos disser que TAMBÉM levámos os pais atrás?! Ah pois! Tcha-ran!

Sim, à primeira vista parece uma salganhada tremenda, crianças a correrem atrás dos pais por colinho, pelos pais para apertar os atacadores, pais a correrem pelos filhos para lhes arranjarem o colarinho da camisa. Mas não! Posso-me dar ao luxo de vos dizer que não foi assim. Quando criámos esta actividade, foi com o intuito de aproximar os pais da realidade do escutismo, de lhes mostrar o lado dos filhos que só conhecem nas festas de aniversário de Agrupamento, nas festas do final de ano e em algumas actividades onde são chamados para entrar com dinheiro e/ou comida. Desta forma, poderam experienciar a vida em campo, a preparação de um acampamento e poderam saber o que acontece aos filhos quando são deixados nas actividades e que actividades fazem. Sim, contra muitas opiniões e contra todas as expectativas, o balanço que faço desta actividade é bastante positivo, mais positivo do que eu estava à espera secalhar, admito.

O clã propôs à chefe da Alcateia fazer esta actividade no início de Abril, por isso até tivemos uma agilização rápida. Inicialmente até era para ter sido como preparação para o ACAGRUP, mas dado alguns factores externos, tivemos que alterar alguns objectivos das actividades. Então aquilo que era para ser um Atelier, acabou por ser um mega acampamento-atelier para 70 (sim, SETENTA) pessoas. Saímos no sábado à tarde da sede com os pais e os Lobitos em direcção a Montachique; eramos claramente um transtorno à boa circulação do trânsito, já que ia tudo em filinha, uns atrás dos outros, para o Cabeço. Lá, o problema foi mesmo arranjar espaço para tanto carro, mas conseguimos arranjar espaço para todos. Depois, actividade de formação das equipas. colar papéis da testa dos pais e tinham que se agrupar conforme o desenho que estivesse na testa. Hilariante, é tudo o que eu tenho a dizer! Riram-se mais eles da figura uns dos outros que nós deles! Conseguimos fazer equipas verticais em que os pais ficavam todos separados dos filhos e os irmãos dos irmãos: primeira tarefa atingida com sucesso. A primeira tarefa deles era arranjarem um nome, lema e grito para a equipa, como todos os bandos, equipas ou patrulhas têm. Depois foram distribuidos por três ateliers relacionados para a temática do acampamento: Montagem de Tendas, Preparação para o Acampamento e Vivência em campo. Bom, pelo menos posso falar sobre o meu (que foi Vivência em campo), mas acho que pelo feedback dos outros dois ateliers, creio que os pais, principalmente, gostaram bastante da experiência. No meu atelier tentei abranger um bocado de como deve ser o comportamento do escuteiro em campo, na sede e fora dela e na vida no dia-a-dia. Foi mais ou menos como um atelier de boas-maneiras, mas adaptado para as crianças! Tentei que fosse em jeito de conversa para não ser tão enfadonho e tão chato quanto parece ser e consegui aprender algumas coisas com elas e também os pais poderam conhecer a opinião honesta de alguns lobitos sobre o comportamento deles :D

À noite, após cozinharmos 10 (sim, DEZ) quilos de massa e outros tantos de carne picada e de ninguém ter passado fome e não ter sobrado comida NENHUMA (segundo objectivo do dia: cumprido), fomos fazer o habitual jogo nocturno pelo Parque, no qual cada caminheiro de escondeu num perímetro bem definido e tinha que apitar, até todas as equipas o encontrarem. Foi bem bem bem bonito! Deu para os pais e os lobitos se divertirem à grande, mas principalmente nós! No entanto, a cereja que viria a coroar o dia e toda a actividade era o Fogo de Conselho que organizámos; não foi nada de muito elaborado, serviu para mostrar aos pais o que se faz e arranjar um momento intimista de reunião de todo o campo. Mas não fomos só nós que animámos o Fogo-de-Conselho, pedimos a cada equipa para preparar uma peça (cómica ou séria) e posso dizer que se safaram todos bem!! Não houve ninguém que tivesse uma peça séria, incluimos momentos de canção e uma oração no final da noite, na qual um pai, um lobito, um caminheiro e um chefe poderam dizer pelo que estavam gratos. Foi um bom momento!

Em relação à hora de deitar, bom seria de esperar que quem estivesse mais cansado e com mais vontade de dormir fossem os pais, que os Lobitos ficassem a falar pela noite dentro e que a Amélia os mandasse calar. NADA DISSO! A Amélia teve que mandar calar…os pais! Galhofa até às tantas, apanham-se num acampamento pela primeira vez muitos deles e não controlam a excitação e adrenalina!

Hoje de manhã fizemos a avaliação separado: primeiro com os pais e depois com os Lobitos. Os pais pediram para organizármos mais actividades assim, mas que da próxima vez é só com pais e que eles não se importam nada de fornecer as alheiras, os chouriços e combina-se uma churrascada! Toda a gente concordou: foi sem dúvida alguma, uma experiência boa, nova e a repetir!

Venham mais Clã! :D

Rinocerontes roxos

1 Comment

Querem ver as imagens de marca do fim-de-semana? Por favor, cumpram este pedido. Apelo-vos…nem eu gostava de levar com uma mijadela na cabeça!

Estive tanto tempo para fazer um post sobre o fim-de-semana, com rodeios e mais meios rodeios que perdi a vontade de escrever sobre ele. Assim ficam as fotos recheadas de carga emocional, que valem muito do fim-de-semana e que não revelam nada dos locais onde tivemos. Pode ser?! Aceitam?

Sinceramente? Apesar de os pioneiros terem sido os pioneiros, de ter sido o grupo que foi, nunca tive tanta vontade de chegar a um fim-de-semana para poder andar com o lenço vermelho, para poder mostrar à comunidade que sou caminheiro e que temos um grande grupo, com quem podemos fazer grandes coisas quando iluminados pela luz da inteligência! Adoro-vos pessoal! Mesmo! Obrigado Barata por nos teres recebido em “tua” casa, obrigado Barata, Joana e Bruno e pelo chouriço assado, pelo chá de folha de laranjeira (bem! E que moca! Que risada!), sei lá…obrigado por serem as pessoas que são connosco! :D

(Barata, desculpa desiludir-te mas o teu edredon tinha tudo menos rinocerontes roxos! Ah ah ah :P )

Minha promessa atende – IV

6 Comments

Eu não vos disse?! Já está! O Paulinho é um caminheiro de lenço vermelho ao pescoço. Consumada este fim-de-semana, a promessa nunca tinha ganho um sentido tão grande em mim como esta.

Estivemos em Velada de Armas na noite anterior, numa velada mais íntima, fechada ao Clã. Foi das veladas mais bonitas (é mesmo este o termo) que já presenciei: rezámos em frente ao sacrário, e foram-nos apresentados os símbolos do caminheiro. Foi bastante simples, mas veio carregar ainda mais aquele momento de emoção. No dia seguinte comemorávamos o dia de BP, fundador mundial do escutismo, com um jogo de cidade por Odivelas com equipas verticais, ou seja, cada caminheiro levava consigo uns quantos lobitos, uns quantos exploradores e alguns pioneiros. Partimos do Pin-go-do-ce-ve-nha-cá da Póvoa de Santo Adrião em direcção ao Pinhal da Paiã que, para quem não sabe, fica algures entre o Dolce Vita Tejo (the winner) e o Odivelas Parque (the loser). Eu não morro de amores por Odivelas mas até gostei dos sítios onde estive (nada de bairros sociais…I swear), adorei a Quinta da Saudade, que é a quinta por trás dos Paços do Conselho. Bom, fora isso foi um belo dia para puxar pelo cabedal: tive que andar com um lobito durante um bocado do percurso às cavalitas, um lobito que dizia pesar uns 3o quilos. Concerteza que eram 30 quilos…mas em cada perna! As minhas costas que o digam! E depois cada vez que pegava nele, ele agarrava-se ao meu pescoço, qual primata agarrado ao tronco de uma árvore, e espetava-me no pescoço um starlight (sabeis aquelas coisas que se partem e dão uma luz super fixe e que duram dias e dias? Ok, são essas.) que estava na anilha do meu próprio lenço! Mas que raio de democracia é esta? (já quase parecia o Rui Santos) Eu estou-lhe a fazer um favor a carregá-lo, e ainda me sacrifico ao ser estrangulado por um lobito? Mas vá, ele tinha sinceridade suficiente para dizer que eu o estava a aleijar no seu delicado joelho (notação para a comum expressão popular “pobre e mal agradecido”)…desculpa-se porque é lobito. À hora de almoço alguns de nós foram comprar o almoço ao Odivelas Parque; e não é que dei de caras com o TT? Não gritei como uma histérica ao vê-lo, nem o fui bajular…preferi comentar de longe com o Bruno o facto de ele aparentar ter uma agulha espetada em alguma zona vital inferior enquanto fala, assim como tem quando canta? Sabem? Ah e ele come a sua salada encharcada em azeite e vinagre, não sei se isto contribui para a felicidade de alguém…para a minha não.

Às 18h começava o nervosismo total. Nem sei bem porquê, já era a quarta promessa que fazia, a quarta vez que dizia um rol de frases cerimoniais e quarta vez que estava em frente ao Padre Ricardo a fazer o referido antes. Mas a carga emocional à volta desta era diferente, eu estava diferente, estava mais crescido e a promessa de Caminheiro é mesmo a que nos marca para sempre, porque aparece numa altura em que olhamos a vida com outros olhos, encaramos tudo de maneira diferente. Tremia por todos os lados, aquele silêncio entre a nossa chamada ao altar e o momento em que lá chegamos parece infinito, sentimos que toda a gente naquela igreja (vão por mim, aquela igreja é anormalmente gigante) nos segue  com os olhos, que vai cochichar com o vizinho do lado em surdina que nos conhece de tal lado ou então desenha um sorriso, seja de troça por não dar valor ao Escutismo e por achar que estamos a empatar a missa porque o Benfica joga logo a seguir, ou de orgulho, de brio em nós e é isso que torna esse silêncio e essa caminhada tão vertiginosa, tão sensacional e tão electrizante para nós. Quando cheguei lá à frente e encarei a minha última chefe (por acaso minha madrinha) com um sorriso estilo “Encontramo-nos aqui. Vou te entregar o meu lenço, cuida bem dele.”. Foi um sorriso sentimental, com um temperamento agridoce. Durante o tempo que estamos lá à frente esquecemos tudo, tudo o que se passou antes e o que se vai passar depois, é o nosso momento, só existimos nós e os chefes à nossa frente. A dada altura, ficamos com a sensação que toda a gente saiu dos seus lugares e se pôs à nossa volta. Quando finalmente temos o lenço, olhamos para ele e ficamos “Man, já está. Fica tão bem…é lindo!”. E fiquei nisto durante tempos e tempos e tempos depois da promessa. Nunca uma promessa me tinha deixado tão feliz e tão contente como esta de caminheiro e podem crer, mal posso esperar pela próxima vez que me fardar para poder usar o lenço de Caminheiro.

“Agora sim temos a força toda. Agora sim há fé neste crer. Vamos em frente havemos de vencer!” cantam os Deolinda neste momento no meu computador. Nem a propósito! É isso que sinto, havemos de remar todos na mesma direcção e que agora somos mais. Resta-nos ter cabeça e ter uma ilha a alcançar, uma ilha em que possamos estar todos unidos (por falar em ilhas, adoro esta música cantada por nós!).

Em casa ainda chorei com o maior sorriso do Mundo ao ler o que a Susana me tinha escrito num caderno que ela me deu, com uma foto da passagem da IIIª para a IVª. Tears of joy…I can’t get emotional! Agora sim esta música faz todo o sentido! :D

Caminheiro

2 Comments

Sabem o que vai acontecer ao Paulinho?

Para a maioria dos leitores deste blog, não significa nada. Para uma minoria bastante activa (e outra minoria que prefere manter-se no anonimato mas que eu sei que lê) é algo suficiente para me poderem dar umas palmadas nas costas e uns tantos parabéns. No próximo sábado é dia de B.P (não, não é um dia em que a BP tem por norma oferecer gasolina ao desbarato ou oferecer lavagens de carros completas, com cera e tudo mais, nos seus postos de abastecimento), Baden Powell, o fundador do escutismo mundial…mas não é só por isso que vai ficar marcado o próximo fim-de-semana: o Paulo Garcia vai fazer a sua promessa de caminheiro.

Eu sei, eu podia ter me metido nas drogas, que seria de homem e que provavelmente a minha vida até poderia dar um filme indiano, mas não. Desculpem lá, mas eu continuo a preferir apenas o lado bom, o escutismo. Já expliquei aqui antes a organização de cada agrupamento para os mais leigos; contudo, relembro que os Caminheiros são a última secção antes de eu me poder tornar chefe (e todo o resto da panóplia de coisas bonitas acontecer). E a promessa não é só importante para mim, mas também para todo o Agrupamento 495, que não via um Clã (é assim que chamamos a cada grupo Caminheiro. Acreditem, é melhor do que nos chamarmos bando, frota ou qualquer outro substantivo colectivo com que nos possamos classificar lá dentro) tão grande há anos e olhem que “anos” aqui tem mesmo o significado que pretendo expressar. Somos seis noviços (sim, semelhante a um convento com as suas noviças também) a fazer a promessa. É qualquer coisa de muito importante…mesmo. É, ao mesmo tempo, o fim de uma grande jornada, de muita luta e muito caminho desbravado, mas também o inicio da grande caminhada, da derradeira jornada da vida.

Frase que vou adoptar daqui para a frente?

“Sê a mudança que queres ver no Mundo”

(photo by João Polónia)

Older Entries

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 130 other followers