8 Dias desde a vinda de Lisboa e íamos aproveitar para fazer o reconhecimento aqui de Mazagón. Pelo que ouvimos de dizer, aqui pertinho de nós há um Museu que recria os estaleiros de Cristóvão Colombo. Fica aqui em Palos de la Frontera (La Rabida), em Huelva, mas não tínhamos como lá chegar. Não poderíamos ir por mar porque não chegávamos lá, então procurámos Rent-a-car mas nem aí havia carros, nem decentes e o único que havia devia ser uma Ford Transit toda a cair de podre, caquéctica e a suspensão devia fazer um barulho assustador. Então procurámos Táxis mas tendo em conta que somos 6 pessoas, não havia um táxi suficientemente grande para todos. Até que, lá no fundo da rua, envolvido por uma auréola de luz, estava uma Ford Transit NOVINHA, que não fazia barulhos esquisitos (a não ser a música que o taxista ouvia) e que nos podia levar a onde queríamos. Que mimo! ^^ O problema é mesmo o motorista, ou será a motorista? Pois, eu penso que deveria ser um ser-vivo com tendências para humano, hermafrodita, pois era confundível qual seria o seu género sexual. À parte desta questão filosófica sexual, lá chegámos ao destino (isto agora fez-me lembrar o Tony Carreira a cantar…”Ai destino AI Destino!”). Aquilo é simplesmente brilhante! Acho que deviam perder umas horinhas de carro até Huelva e vir visitar, não só isto mas também Huelva e tudo o resto. Aproveitam e compram vocês os caramelos porque isto não é, de facto, a santa casa da misericórdia! O museu chama-se “Muelle de las Carabelas” e é Brilhante. Estávamos condicionados a uma hora de visita, pois o indivíduo hermafrodita continuava à nossa espera lá fora e levava 10€ por cada hora de espera (chulo!).
Depois disso, fomos conhecer Mazagón e comer uns fritos. Já estou tão farto do cheiro a fritos que nem vos conto…como é possível que os espanhóis consigam passar horas a comer só fritos?! É que ainda por cima as batatas fritas sabem a choco frito!
Ainda falando dos espanhóis, eu acho-os um povo alegre, bem-disposto (se é estado de espírito ou álcool no sangue não sei) mas agora as mulheres, mi padre, têm todas um ar um bocado másculo, todas falam alto, cheiram mal dos sovacos, têm um corpo bruto e outras coisas que tais. Mas mesmo aqui em Espanha, é possível detectar os Portugueses mesmo que eles não falem: bimbalhice, ordinarice e não saber estar em público pertencem todos ao mesmo quadro de sintomas passíveis de serem detectados logo à primeira vista. É claro que depois quando abrem a boca e sai trampa, é o culminar de todas as certezas! É pegar no exemplo que eu topei num serão matinal de compras (digam lá, quem não gosta?! xD) ontem, em Ayamonte: detectei logo umas pseudo-actrizes portuguesas, que participaram nos Morangos com Açúcar, apenas pelo estilo peculiar de fala e o seu nariz empinado!
Há noite, enquanto nos preparávamos para jantar, aparece um dos amigos espanhóis do meu tio (irra, ele conhece meio Mundo…MESMO) a convidá-lo para jantar e então pergunta: “9h30 es muy cedo?”. Que raio de rotina a dos espanhóis, que jantam as 11h da noite, que fecham as lojas antes das 10h da noite e que passam o dia todo (embora eles digam que só a fazem à tarde) a fazer a siesta!
Enfim, amanhã já estarei em Ayamonte e caramelos…a ver vamos!

Va lá...ele tem a barra à frente do dito cujo!
Até amanhã!
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