#Dia 11: É o fim

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Por motivos médico-familiares, tive de voltar para Lisboa 4 dias antes do previsto.

Sendo assim acaba aqui o meu Diário de Bordo de 11 Dias fantásticos. Realmente já tinha saudades disto mas também vou ter saudades de Espanha, de andar aos saltinhos no mar e destes onze dias.

Espero que continuem a vir cá e eu espero continuar a ser o mais assiduo possível, pelo que nos próximos dias tentarei por aqui o bilhetinho da Madonna (sim vou buscá-lo amanhã! ^^)

 

Não há foto hoje, porque não houve tempo para foto e não há disposição de espírito para tal…

ESTOU A TORCER POR TI!

#Dia 10: Finalmente, um dia calmo!

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Começou-se o dia cedinho, mais uma vez numa sessão matinal de compras (isto porquê alimentar 6 carnívoros a sopinha, pãozinho e afins durante 10 dias não resulta!) e também tive o primeiro contacto com um mercado espanhol. Ó senhores, aquilo é de bradar aos céus…mas pela negativa. Aquela gente é toda completamente doida, fui atropelado vezes sem conta por uma senhora de idade completamente descarrilada da cabeça e que levava um carrinho de compras, vi um homem (que também tinha a sua quota parte de descarrilamento no miolo) a tentar impingir-nos umas gambas pequenas ao comê-las cruas, ainda com “casca”, coelhos ainda por esfolar no talho e peixarias cheias de santinhos, do género papel de parede.

Sobre o resto do dia, não há muito mais a dizer…calor estorricante, banhos de mangueira, Sims 2.

As férias estão a chegar ao fim, faltam 5 dias apenas :(

Aqui está a prometida fotografia de Ayamonte à noite.

 

Até Amanhã!

#Dia 9: “Chiça q’esta coisa queima!

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Hoje ficou para trás Mazagón e voltámos para Ayamonte, numa viagem um tanto ou quanto atribulada. Pois que eu decidi sentar-me na proa do barco e com a ondulação enorme (e era mesmo!), em cada vaga ia-se um pouco mais das minhas visceras, pelo que cheguei a uma altura e decidi vir cá para trás e já só tinha ar dentro da barriga e parecia que tinha borboletas. Como a viagem ainda ía demorar um bocado, fui dormir, pelo que não tenho assim muito a contar da viagem. Ah! Acho que acabei por ver um Golfinho Hipotético, à frente de Isla Canela, porque só vi a barbatana e mesmo assim ainda acredito que seria uma barbatana telecomandada!

Quando chegámos ao Guadiana, era altura de baixar as velas e como rapaz prendado que sou (e pouco modesto também! xD), voluntariei-me para recolher uma delas, a mais pequenina das duas (vela grande e genoa). É claro que puxar os cabos sem alguma espécie de protecção nas mãos não é lá muito esperto, pelo que fiquei com as mãos todas assadas, ou melhor, semi!

À noite, aproveitei para fazer o gostinho ao dedo e tive a jogar The Sims 2. Oh meu Deus, aquilo é tão bom! ^^ e já não jogava à algum tempo. Enfim, esperem pelo próximo dia que certamente, será para descançar e andar aqui por Ayamonte. Que calor…

 

Chiça q'esta coisa queima!

Chiça q'esta coisa queima!

 

Até Amanhã! xD

#Dia 8: “9h30 es mui cedo?”

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8 Dias desde a vinda de Lisboa e íamos aproveitar para fazer o reconhecimento aqui de Mazagón. Pelo que ouvimos de dizer, aqui pertinho de nós há um Museu que recria os estaleiros de Cristóvão Colombo. Fica aqui em Palos de la Frontera (La Rabida), em Huelva, mas não tínhamos como lá chegar. Não poderíamos ir por mar porque não chegávamos lá, então procurámos Rent-a-car mas nem aí havia carros, nem decentes e o único que havia devia ser uma Ford Transit toda a cair de podre, caquéctica e a suspensão devia fazer um barulho assustador. Então procurámos Táxis mas tendo em conta que somos 6 pessoas, não havia um táxi suficientemente grande para todos. Até que, lá no fundo da rua, envolvido por uma auréola de luz, estava uma Ford Transit NOVINHA, que não fazia barulhos esquisitos (a não ser a música que o taxista ouvia) e que nos podia levar a onde queríamos. Que mimo! ^^ O problema é mesmo o motorista, ou será a motorista? Pois, eu penso que deveria ser um ser-vivo com tendências para humano, hermafrodita, pois era confundível qual seria o seu género sexual. À parte desta questão filosófica sexual, lá chegámos ao destino (isto agora fez-me lembrar o Tony Carreira a cantar…”Ai destino AI Destino!”). Aquilo é simplesmente brilhante! Acho que deviam perder umas horinhas de carro até Huelva e vir visitar, não só isto mas também Huelva e tudo o resto. Aproveitam e compram vocês os caramelos porque isto não é, de facto, a santa casa da misericórdia! O museu chama-se “Muelle de las Carabelas” e é Brilhante. Estávamos condicionados a uma hora de visita, pois o indivíduo hermafrodita continuava à nossa espera lá fora e levava 10€ por cada hora de espera (chulo!).

Depois disso, fomos conhecer Mazagón e comer uns fritos. Já estou tão farto do cheiro a fritos que nem vos conto…como é possível que os espanhóis consigam passar horas a comer só fritos?! É que ainda por cima as batatas fritas sabem a choco frito!

Ainda falando dos espanhóis, eu acho-os um povo alegre, bem-disposto (se é estado de espírito ou álcool no sangue não sei) mas agora as mulheres, mi padre, têm todas um ar um bocado másculo, todas falam alto, cheiram mal dos sovacos, têm um corpo bruto e outras coisas que tais. Mas mesmo aqui em Espanha, é possível detectar os Portugueses mesmo que eles não falem: bimbalhice, ordinarice e não saber estar em público pertencem todos ao mesmo quadro de sintomas passíveis de serem detectados logo à primeira vista. É claro que depois quando abrem a boca e sai trampa, é o culminar de todas as certezas! É pegar no exemplo que eu topei num serão matinal de compras (digam lá, quem não gosta?! xD) ontem, em Ayamonte: detectei logo umas pseudo-actrizes portuguesas, que participaram nos Morangos com Açúcar, apenas pelo estilo peculiar de fala e o seu nariz empinado!

Há noite, enquanto nos preparávamos para jantar, aparece um dos amigos espanhóis do meu tio (irra, ele conhece meio Mundo…MESMO) a convidá-lo para jantar e então pergunta: “9h30 es muy cedo?”. Que raio de rotina a dos espanhóis, que jantam as 11h da noite, que fecham as lojas antes das 10h da noite e que passam o dia todo (embora eles digam que só a fazem à tarde) a fazer a siesta!

 

Enfim, amanhã já estarei em Ayamonte e caramelos…a ver vamos!

 

 

Va lá...ele tem a barra à frente do dito cujo!

Va lá...ele tem a barra à frente do dito cujo!

 

 

 

Até amanhã!

#Dia 7: What a day…

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(peço desculpa pela ausência de posts diários nos últimos dias mas o Roaming é de cortar à faca! :O)

 

Já agora, alguém fez o favor de gravar a abertura dos Jogos Olímpicos aqui para o Je?! 

 

Este era o sétimo dia de férias veraniantes pelo sul e neste dia aproveitámos, já que estamos em Espanha, conhecer mais um pouco da costa e foi precisamente isso que fizemos. Tentámos ir até El Rompido, em Huelva que de resto, pelas fotos na net, parecia um local paradisíaco, cheio de palmeiras e avenidas cheias de gente alegre e a aproveitar o verão em resorts. Pois que, como nós fomos pela água, não conseguimos entrar pelo Rio Piedras (que lindo nome, diga-se). Tivemos horas a fio à espera que a água subisse uns meros centimetrozinhos para que pudessemos passar por causa da profundidade do patilhão (aquilo que mantem o equilíbrio do barco e que tem 2 metros e pouco) e assim que fazemos outra investida – após a certeza de uns espanhóis de que conseguiríamos passar – ficamos encalhados! E a missão e tirar dali o barco? Engenhosa…quantas mais ondas viessem, pior era e é quando passa uma lancha a toda a velocidade ao pé de nós. É claro que aquele pequeno grande estupor não passou em branco e deve ter ficado com as orelhas quentes de tanto palavrão (ainda que em português) ter levado! Ora todos para um lado, ora todos para outro, até que conseguimos tirar o barco dali e termos direito a palmas (sim porque os espanhóis que nos tinham dito que passávamos voltaram atrás para nos ajudar). Depois disso nem sequer fizemos outra investida e definimos outra rota: Mazágon, que ficava a 2 horas dali. Chegámos cá eram cerca de 9h da noite espanholas (confesso que não me consigo habituar muito bem à diferença horária, ainda que pequena). Não fomos conhecer muito hoje à noite e limitámo-nos apenas a Sopas & Descanço, pois tinha sido um “What a Day!” dia, mesmo extenuante.

Amanhã é que vai ser!

 

Até Amanhã!

#Dia 6: “AíHáMontes de Caramelos”

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Desdobrando o título, Aí há montes de caramelos. Esta frase é um trocadilho que foi criado com o nome da cidade Ayamonte. É uma pequenina cidade no sul de Espanha, na fronteira com Vila Real de Santo António. É do género vila piscatória, onde o marisco se mistura com as tapas e que, diga-se de passagem, eu adoro esta pequena vila, porque tem uma data de ruas e ruelas que se cruzam umas com as outras e que cada uma tem o seu encanto! Pronto, já perceberam que me encontro pelas terras de El Rei Juan Carlos e vou aqui estar por mais uns diazinhos e a verdade é que aqui há mesmo, MONTES de caramelos (quem desejar alguns é só deixar um pequeno comentário a pedir! Depois vê-se o que se pode fazer por vocês…).

Mas começando pelo ínicio do dia, digo-vos que hoje comecei o dia com um banho de mar lá pelas 9h30. Isto de estar num barco realmente tem este luxo: queres mergulhar? Dás dois passos e pimbas, estás lá dentro! (revelarei a foto mais abaixo a tentar molhar a “nadadora-salvadora” que mais uma vez tentou prestar auxílio!) Depois disto, houve uma viagem desde as 10h até às 15h (portuguesas…) para chegar até aqui. Devemos fica aqui uns diazinhos e se tudo correr bem, voltamos para trás até à Culatra ou logo para Portimão, mas ainda não é certo.

O que é certo é que agora vou comer Caramelos e depois relatar-vos-ei o belo sabor. Hmm, já me estou a salivar! :D

 

Em princípio ainda postarei uma foto aqui de Ayamonte agora à noite.

 

Até Amanhã!

#Dia 5: Cão-nadador-salvador

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O dia hoje começou cedo, por volta das 9h30 da manhã, prontinho para ir para a praia. Esta praia é seguramente das melhores onde já estive porque é do estilo praia privada, onde não há mesmo ninguém na praia e a água é soberba! Ah, e não há algas! E desta vez íamos à caça da conquilha, artilhados com ancinhos e pás. E como se o “triunfo” de ontem não bastasse, desta vez apanhámos o quê? Nada! É claro que apercebemo-nos logo que os bichos andavam literalmente a gozar com a nossa cara e dedicámo-nos a lagartar ao sol!

O que eu acho fantástico é que cada vez mais há cães que sofrem a valer…por praias inteiras! Isto porque a Mogui, a cadela Labrador preta (aquela que estava a defecar “no copo” da minha prima”) dos meus tios tem instintos de nadador-salvador e não descança enquanto vê gente dentro de água, então “pega nas patitas” e vai ela mesmo buscar-nos lá dentro. Mas aí é que a “porca torce o rabo” pois ela apercebesse que todos estão a salvo e então dá meia volta e sai…mas nem assim descança! Já está a olhar pelas crianças do lado e a zelar por elas!

Outro facto bastante interessante (será?!) é que, apercebi-me que a escravatura ainda não acabou, pelo menos até à hora da foto que se segue em baixo.

Ainda a relatar sobre este dia temos um pequeno contratempo mecânico: assim que vinhamos à noite da praia com o cão, depois de ter o seu momento em que a mãe-natureza apela, o motor do bote vai a baixo. Remar contra a maré é que está a dar…nunca uns 100m foram tão difíceis de fazer de barco!

Este é o úlimo dia que estamos aqui ao pé de Olhão, visto que amanhã vamos até Espanha – Ayamonte.

 

 

 

 

 

 

 

 

Até Amanhã!  

#Dia 4: “Vou à Pesca! =D (…) Venho da Pesca… =(“

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Deixem-me só fazer um pequeno a parte antes de começar o meu diário de quarto dia. Após leitura atenta dos meus diários “blogais” por parte da minha família, todos os membros presentes incidiram na mesma crítica construtiva (prefiro ver as coisas por esta óptica…) de reformular a frase “férias num barco” para férias num veleiro”. Isto porque já gerou alguma confusão na plateia, entre cacilheiros e tudo o que flutue.

Tal como havia referido no último dia do meu “diário de bordo”, hoje ainda estaria na Culatra. E já há quase que um ritual que diz que quando aqui vimos, há pescaria na certa! Tanto faz o que se pesca: choco, polvo (que, deixem-me que vos diga, não é nada agradável de se ver matar. Com uma facada ali mesmo no meio dos olhos e depois tem de se virar a cabeça ao contrário…nojento não?!), conquilhas e mais uma parafernália de seres vivos que possam habitar abaixo do nível médio das águas do mar. É claro que depois há coisinhas que eu não gosto mesmo, aliás, DETESTO…algas; aquelas da espécie Algus Irritanctis não suporto mesmo. A parte disso, estou aqui para vos revelar o resultado da pescaria. Façam ribombar os tambores..prrrrrrrrr:

1 LINGUEIRÃO!

Agora percebem o porquê do título da folha de diário de hoje!

À noite, como se não houvesse mais nada para fazer e como se tem de poupar na luz e na bateria, houve alguém que detectou tecnologia em barco alheio…uma televisão! Mas como não estava ao alcance do olho humano, há uma invenção fantástica que o permite fazer…os binóculos! Apreciem…

Outra coisa que gostaria MESMO de partilhar convosco é o imenso jeito que o meu tio tem para inventar “temas” e desenhá-los na hora nos copos (de plástico)! Foi no #Dia 2 à noite que se decidiu marcar os nossos copos, então sacou da caneta e personalizou cada copo que, diga-se de passagem, estão brilhantes.

Fiquem então com a foto dos copos.

 

 

Da esquerda para a direita, de 1 a 6:

1 – Copo do Tio – o Skeeper, comandante, pessoa-competente-nas-viagens, whatever!

2 – Copo da Tia – a suposta “bruxa”

3 – Copo da mãe – a enfermeira

4 – Copo da prima – a futura veterinária da família (aquilo é um cão a defecar…sim!)

5 – O meu copo – MADONNA e o seu soutien de cones xD

6 – Copo do irmão – o futuro “Violador” da família

 

Até Amanhã!

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