Lobitagem

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Neste fim-de-semana, realizámos uma actividade de serviço diferente do habitual. Se vos dissesse que fomos acampar com os Lobitos (1ª Secção) até nem tinha muito impacto. Well, e se eu agora vos disser que TAMBÉM levámos os pais atrás?! Ah pois! Tcha-ran!

Sim, à primeira vista parece uma salganhada tremenda, crianças a correrem atrás dos pais por colinho, pelos pais para apertar os atacadores, pais a correrem pelos filhos para lhes arranjarem o colarinho da camisa. Mas não! Posso-me dar ao luxo de vos dizer que não foi assim. Quando criámos esta actividade, foi com o intuito de aproximar os pais da realidade do escutismo, de lhes mostrar o lado dos filhos que só conhecem nas festas de aniversário de Agrupamento, nas festas do final de ano e em algumas actividades onde são chamados para entrar com dinheiro e/ou comida. Desta forma, poderam experienciar a vida em campo, a preparação de um acampamento e poderam saber o que acontece aos filhos quando são deixados nas actividades e que actividades fazem. Sim, contra muitas opiniões e contra todas as expectativas, o balanço que faço desta actividade é bastante positivo, mais positivo do que eu estava à espera secalhar, admito.

O clã propôs à chefe da Alcateia fazer esta actividade no início de Abril, por isso até tivemos uma agilização rápida. Inicialmente até era para ter sido como preparação para o ACAGRUP, mas dado alguns factores externos, tivemos que alterar alguns objectivos das actividades. Então aquilo que era para ser um Atelier, acabou por ser um mega acampamento-atelier para 70 (sim, SETENTA) pessoas. Saímos no sábado à tarde da sede com os pais e os Lobitos em direcção a Montachique; eramos claramente um transtorno à boa circulação do trânsito, já que ia tudo em filinha, uns atrás dos outros, para o Cabeço. Lá, o problema foi mesmo arranjar espaço para tanto carro, mas conseguimos arranjar espaço para todos. Depois, actividade de formação das equipas. colar papéis da testa dos pais e tinham que se agrupar conforme o desenho que estivesse na testa. Hilariante, é tudo o que eu tenho a dizer! Riram-se mais eles da figura uns dos outros que nós deles! Conseguimos fazer equipas verticais em que os pais ficavam todos separados dos filhos e os irmãos dos irmãos: primeira tarefa atingida com sucesso. A primeira tarefa deles era arranjarem um nome, lema e grito para a equipa, como todos os bandos, equipas ou patrulhas têm. Depois foram distribuidos por três ateliers relacionados para a temática do acampamento: Montagem de Tendas, Preparação para o Acampamento e Vivência em campo. Bom, pelo menos posso falar sobre o meu (que foi Vivência em campo), mas acho que pelo feedback dos outros dois ateliers, creio que os pais, principalmente, gostaram bastante da experiência. No meu atelier tentei abranger um bocado de como deve ser o comportamento do escuteiro em campo, na sede e fora dela e na vida no dia-a-dia. Foi mais ou menos como um atelier de boas-maneiras, mas adaptado para as crianças! Tentei que fosse em jeito de conversa para não ser tão enfadonho e tão chato quanto parece ser e consegui aprender algumas coisas com elas e também os pais poderam conhecer a opinião honesta de alguns lobitos sobre o comportamento deles :D

À noite, após cozinharmos 10 (sim, DEZ) quilos de massa e outros tantos de carne picada e de ninguém ter passado fome e não ter sobrado comida NENHUMA (segundo objectivo do dia: cumprido), fomos fazer o habitual jogo nocturno pelo Parque, no qual cada caminheiro de escondeu num perímetro bem definido e tinha que apitar, até todas as equipas o encontrarem. Foi bem bem bem bonito! Deu para os pais e os lobitos se divertirem à grande, mas principalmente nós! No entanto, a cereja que viria a coroar o dia e toda a actividade era o Fogo de Conselho que organizámos; não foi nada de muito elaborado, serviu para mostrar aos pais o que se faz e arranjar um momento intimista de reunião de todo o campo. Mas não fomos só nós que animámos o Fogo-de-Conselho, pedimos a cada equipa para preparar uma peça (cómica ou séria) e posso dizer que se safaram todos bem!! Não houve ninguém que tivesse uma peça séria, incluimos momentos de canção e uma oração no final da noite, na qual um pai, um lobito, um caminheiro e um chefe poderam dizer pelo que estavam gratos. Foi um bom momento!

Em relação à hora de deitar, bom seria de esperar que quem estivesse mais cansado e com mais vontade de dormir fossem os pais, que os Lobitos ficassem a falar pela noite dentro e que a Amélia os mandasse calar. NADA DISSO! A Amélia teve que mandar calar…os pais! Galhofa até às tantas, apanham-se num acampamento pela primeira vez muitos deles e não controlam a excitação e adrenalina!

Hoje de manhã fizemos a avaliação separado: primeiro com os pais e depois com os Lobitos. Os pais pediram para organizármos mais actividades assim, mas que da próxima vez é só com pais e que eles não se importam nada de fornecer as alheiras, os chouriços e combina-se uma churrascada! Toda a gente concordou: foi sem dúvida alguma, uma experiência boa, nova e a repetir!

Venham mais Clã! :D

Rinocerontes roxos

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Querem ver as imagens de marca do fim-de-semana? Por favor, cumpram este pedido. Apelo-vos…nem eu gostava de levar com uma mijadela na cabeça!

Estive tanto tempo para fazer um post sobre o fim-de-semana, com rodeios e mais meios rodeios que perdi a vontade de escrever sobre ele. Assim ficam as fotos recheadas de carga emocional, que valem muito do fim-de-semana e que não revelam nada dos locais onde tivemos. Pode ser?! Aceitam?

Sinceramente? Apesar de os pioneiros terem sido os pioneiros, de ter sido o grupo que foi, nunca tive tanta vontade de chegar a um fim-de-semana para poder andar com o lenço vermelho, para poder mostrar à comunidade que sou caminheiro e que temos um grande grupo, com quem podemos fazer grandes coisas quando iluminados pela luz da inteligência! Adoro-vos pessoal! Mesmo! Obrigado Barata por nos teres recebido em “tua” casa, obrigado Barata, Joana e Bruno e pelo chouriço assado, pelo chá de folha de laranjeira (bem! E que moca! Que risada!), sei lá…obrigado por serem as pessoas que são connosco! :D

(Barata, desculpa desiludir-te mas o teu edredon tinha tudo menos rinocerontes roxos! Ah ah ah :P )

TOUCHDOWN!

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Nostalgia! Oh meus irmãos como eu sou uma pessoa devota à matéria da nostalgia! Este fim-de-semana foi o meu último (ÚLTIMO!) acampamento como pioneiro; não teria tanto significado se não tivesse existido uma mudança substancial de padrões, de pessoas e de costumes. Sexta-feira o ponto de encontro era a sede, por volta das 19h e lá estávamos nós. Tínhamos pela frente uma viagem de carrinha até à Serra da Estrela (acampamento adiado por diversas vezes desde Dezembro de 2008, por variados motivos). Na primeira noite ficámos a dormir nuns alojamentos do agrupamento de escuteiros da Covilhã, um local propício ao aparecimento de pequenos insectos que provêm da família dos aracnídeos. A mim até nem me fazem grande espécie, agora àqueles mais pisquinhos e com menos estofo para poderem aguentar um bicho com meio milimetro de cabeça e 6 patas, é complicado. Nós chegámos ao ponto de termos um sensor humano visual que detectava a uns bons metros de distância aranhas com menos de 1 centímetro de comprido! Acabámos por delegar em grupo que o melhor mesmo seria procurar divisões diferentes dentro do abrigo…lá acabámos por encontrar e assentámos arraiais ali mesmo.

Na manhã seguinte toca a recolher tudo porque aquele não era o nosso local de acampamento. Saímos até ao centro da Covilhã e fomos fazer um pequeno jogo de cidade para nos ambientarmos. Visitamos também o Museu de Lanifícios da Covilhã; gostei bastante e ainda acabei por sair com a descrição de “rapaz com camisola azul e barba por fazer”! Fantástico! Levo o brinde e tudo! O almoço deste dia não podia deixar de ter o alto patrocínio do McDonald’s (inovações allez allez!), do Big Mac, Coca Cola e McFlurry. De caminho para o Covão D’Ametade (um sítio lindíssimo no meio do Vale Glaciar) parámos no abandonado e badalado Sanatório da Covilhã. É assim, de dia aquilo já tem uma pontinha de scary…imagino eu agora o que será de noite!

Di e PauloBom, esta foto surgiu de uma altura em que nos pediram para fazer uma cara de atrasado mental. A visita foi curta (muito mesmo…só consegui ver a ala esquerda do primeiro piso) porque tínhamos de subir mais um bocado. Assim que lá chegámos e ainda com sol deu-se a habitual rotina de montagem de tendas…mas estas eram novinhas em folha! Eu que estava habituado a tendinhas pequeninas e aconchegadas, estas novas dão para dançar o fandango de um lado para o outro. Pena só que seja a última vez que as vá utilizar! Depois de as montarmos, tivemos um pequeno momento livre onde tomei a liberdade de fazer um pleno Touchdown (sim..um touchdown, aquela parte gira de um jogo de rugby em que os gajos voam até marcar ponto) e tudo isso está gravado! Juro que voei e juro que não sei o que se passou no fusível vermelho na zona do córtex cerebral para fazer tal coisa. De seguida tivemos um pequeno concílio onde, entre outros assuntos falámos pela primeira vez (em que eu estive de corpo presente. A última vez que tínhamos falado sobre este assunto foi por videochamada) da passagem de testemunho dos guias deste ano para os do próximo ano. Essa passagem com alto valor simbólico realizou-se nessa noite no cume da Serra da Estrela, com um jogo nocturno que consistia na procura de três bandeirolas de três equipas…as que vão ficar para o ano. Bom, eu não participei neste jogo precisamente por fazer a passagem de testemunho para o meu novo guia. Deu-me um gozo desgraçado andar por ali a conhecer a Torre de noite e sem neve, duas coisas que nunca tinha visto. Entretanto e para colocar alguma pressão em nós, aparece caído do céu o guarda republicano do posto de controlo da Torre, a avisar que só naquele dia já tinham sido assaltados dois carros ali naquele sítio. Nada que nos fizesse mudar de ideias! O jogo foi para a frente e só foi mesmo apressado pela malta que tinha lanternas (não precisavam guys! A lua chegava-vos perfeitamente!)…

Serra estrela out 09 GrupoSerra estrela out 09 MauzõesEsperem esperem! Voltemos atrás! Esqueci-me de contar que quem ajudou a fazer o jantar fui eu e o que era o jantar? Frango! Uau! Não podia dar melhor grito de Ipiranga que o arrancar a pele a quatro frangos! Nunca o tinha feito e logo ali, onde o melhor utensílio que arranjei foram os meus dedos! Excluíndo todo o carácter erótico da minha próxima afirmação, estava com as mãos totalmente lubrificadas! Não posso ver frango à frente!

Voltando ao jogo: no final do jogo houve um momento solene em que os guias passaram então o testemunho. Acompanhado pela passagem de testemunho foi lido um texto que foi fruto da minha imaginação (epá! Foi daqueles rasgos de imaginação que tive assim que acabou o conselho de guias através de videochamada!) e oferecido posteriormente um potezinho de paciência a eles. O texto era este:

Guia:

Se achavas que até agora o teu trabalho como pioneiro era arrojado, prepara-te porque só agora é que a tua jornada começou. Foste convocado pela tua secção para prestares o mais alto serviço, à mais alta altura. Até à data experienciaste todo o tipo de funções, desde marinheiro que lava o porão da sua embarcação, passando pelo ajudante do capitão e agora chegas finalmente à função de timoneiro da tua corporação. Vais enfrentar grandes perigos mas também grandes marés de sorte, habitua-te à ondulação porque tão depressa te leva a bom porto como te desencaminha do teu porto-seguro. Aprende quando deves mandar os teus elementos para bombordo ou estibordo, consegue um equilíbrio perfeito da tua barca e não deixes que nenhum deles esmoreça: são eles o teu remo e o teu motor, sem eles não avançarás. Mas não sejas demasiado autoritário! Eles gostam de alguém que perceba que remar não é fácil, que as mãos se gastam e o cansaço domina após longas viagens; está do lado deles, sê compreensivo e deixa-os assumir alguma responsabilidade no rumo da equipa. Não te esqueças que tens de ter sempre contigo a bússola, o mónoculo e a carta…ah! E tens um assistente e sobretudo amigo que será o teu braço direito e esquerdo.

Queremos que te faças ao mar sempre com este ideal na cabeça: uma casa dividida desaba sobre si mesma, por isso mantém os seus alicerces fixos e com a manutenção em dia. Tu guias um grupo de grandes pessoas que remam na mesma direcção que tu, só tens é que as saber endireitar quando se desviarem.

Conta connosco para a tua jornada, mesmo com aqueles que para a semana abandonam esta grande frota…os teus amigos.

Voltamos à “base” e caminha com eles. Domingo era outro dia em grande.

Domingo era dia de Hike; o último que fizemos foi no Gerês e já tinha um certo nível de violência, este então rebentou. Desci tanto calhau que poderei ser apelidado de cabrão montês! (agora não me chamem isto publicamente que só vos fica mal. Pertence à gíria de expressão bloguísticas apenas) Aliás, das primeiras vezes que saltei uma pedra feito cabrão montês resvalei nela e ainda hoje tenho leves pontadas na zona de colisão. Descemos o vale glaciar todo até Manteigas, onde lanchámos e acabámos por jantar-fora…ah oui oui! Jantar fora…os escuteiros não só comem no McDonald’s como também jantam fora! O pós-refeição, o digestivo foi já servido em campo: avaliação geral do ano. Fez-nos ver coisas boas e pequenas pontas que ficaram por alinhavar, que houve muita coisa boa mas também não fomos totalmente flawless. Formámos um modesto grupo de amigos, não mais somos um grupo de humanóides que se encontra quase todos os sábados para estar reunido durante uma tarde inanimada. Aprendemos o conceito “trocar moedas para o parquímetro” e a fazê-lo com os nossos chefes, vi neles alguns dos maiores amigos e não admito que não tenha pena de abandonar esta secção. Na segunda-feira, dia 5 de Outubro, voltámos para baixo e de caminho passámos por Belmonte, onde tentaríamos iniciar a nossa rota dos castelos, tarefa que não conseguimos realizar.

Como disse no início se não tivesse sido este ano até nem me causava grande comichão a mudança, mas causa e tenho que a aprender a controlar. Agora vai ser outra mudança, passar do oitenta para o oito…não era suposto que assim fosse, mas vai ser. A mim sempre me ensinaram a não negar à partida uma ciência que desconheço e é isso que tenho feito e que vou continuar a fazer, a manter o espírito aberto a novas experiências e não ir já com pensamentos derrotistas e fracos para a IV. Temos tanto para dar que aquela malta não nos vai parar!

É já sábado que a mudança ocorre. Até lá  sou o pioneiro mais feliz da Terra por ter tido uma partida dos pioneiros digna de gente, altamente lamechas e sentimental como eu gosto. Desde domingo passado não sou mais o “Tigre ‘in’trovertido”, sou extrovertido porque mudei para melhor. Este é o nome que só algumas pessoas me podem chamar, aquelas que me conhecem há cerca de 10 anos e que me viram crescer.

Serra estrela out 09 Grupinho

É disto que vou ter saudades.

Até já IIIª secção.

(adverti para o carácter nostálgico não adverti?)

I’m Walking on Sunshine!

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Posso-vos dizer o quão devoto sou aos Escuteiros? Quanto eu gosto de fazer acampamentos, “montar tendinhas”, subir montanhas, escalar penhascos, mergulhar em águas geladas, fazer grandes caminhadas, andar de noite, conhecer pessoas fantásticas, ter os melhores chefes (graxa graxa), ter a melhor secção e até ter o melhor ano de sempre? Minha gente, estou EUFÓRICO! Acabo de vir de uma das melhores actividades de sempre desde que estou nos escuteiros, ou seja, há quase nove anos.

Um acampamento no Norte do País era algo que eu há muito adorava fazer e, curiosamente, o último que fiz foi há 8 anos, também na mesma zona. Quando foi a altura da escolha do empreendimento e das suas actividades, eu fui o primeiro a avançar em equipa um acampamento no Porto, Porto esse que passou para Gaia, daí para Cabeceiras de Basto (juntinho ao Douro) e finalmente para Braga e em Braga se sitiou. Agendámos para o fim-de-semana de 8, 9 e 10 de Maio e chegou o dia 8 e lá fomos, auto-estrada a cima, durante cinco horas. Mas começámos bem: a segunda carrinha (portanto, aquela onde eu não ia), aquela que tinha um percurso traçado no TomTom, aquela que levava mais cérebro feminino, “perdeu-se” à saida de Santo António dos Cavaleiros. Na verdade não foi bem assim, mas eu gosto de ridicularizar; o que aconteceu foi que a carrinha onde eu seguia era assim a modos que mais rápida e então perderam-nos logo de vista e só nos voltaram a ver em Aveiras. A primeira paragem deu-se na estação de serviço de Santarém, onde a malta aproveitou para encher o bandulho e beber café. A partir daí foi a todo o gás até ao Porto (calma, a carrinha não era um fórmula 1). Posso referir aqui que o rádio da nossa carrinha era um esterco? Já referi e posso então avançar para a parte em que digo que ligámos o portátil do Sérgio (não o Macbook, o Acer que do outro apenas oiço falar) ao rádio da carripana, com uma cassetezinha própria e pusémos aquela coisa a abanar toda! E quem era o DJ? O Paulinho! Então passou King Africa, Macarena, Las Ketchup, Fame, Xutos, toda a música que o povo gosta e canta e dança! Até que acabou a bateria e tivemos de voltar ao rádio tradicional. Era já quase uma da manhã de sábado quando subíamos a Falperra até ao Sameiro, onde o frio regelava as entranhas e era óbvio que o único destino que se seguia era mesmo o saco-cama, por cima da esteirazinha almofadada que me deram nos anos. Curiosamente, ainda não foi neste acampamento que a estreei! Nós estávamos num ginásio enorme e ginásio que se preze tem, pelo menos, colchões de ginástica. Bem dito e bem feito, toca de ir buscar colchões grandes e deitar os costados lá em cima. Soube-me a pato e toda a santa noite dormi ferradinho, ainda que com algum ressonanço à mistura.

O segundo dia foi mesmo o melhor! Saímos bem de manhã até ao Gerês que até nem é assim tão longe como isso, para termos literalmente um dia “Walking on Sunshine!”. O trilho é o chamado trilho do Carris porque vai até às antigas minas de Volfrâmio que estão no Gerês e que sai da Portela do Homem. Para terem uma ideiazinha fica aqui o percurso, traçado em carta topográfica (percurso da esquerda para a direita):

percursoConsiderado um percurso de dificuldade 6/7 (Médio a elevado), demorámos 5 horas para o subir e 2 para o descer. Só vos digo, esqueçam Cancun, esqueçam Bora bora’s ou coisas mais paradisíacas que uma porrada de vales e montanhas agregados, porque quando for grande e tiver uma casa só minha, ela vai ser no Gerês e a minha piscina será natural…será uma das cascatas e lagoas transparentes que se espalham por todo o vale do Rio Homem. Não há nada tão bonito como aquilo, disso vos garanto eu! De outra coisa vos garanto eu, não se deixem enganar pelo aspecto fantástico das lagoas porque elas são frias que nem cornos! E eu que quis experimentá-las bem de perto, experimentei-as perto de mais e só vos digo que ao fim de 15 segundos, tinha todo o meu corpo contraido como se fosse uma enorme ferida e tivesse um pacote de ervilhas congeladas em cima. Parámos perto de uma lagoa pequenina já perto da nossa última etapa do percurso ascendente para comermos e aproveitei para pôr as patas de molho…

Patas de molhoMas se alivia os pés do calor? Ai isso alivia! Assim que acabámos de morfar as sandes com Lapiara de tuna fish ou pollo, continuámos a subir e desta vez já eu tinha a máquina em posse, que até à altura tinha estado na mão de terceiros. Pus os meus dotes de Voyeur em prática e comecei a tirar fotos a tudo o que encontrava até chegar ao destino final: os Carris. Acho que o nome só existe porque alguém achava que chamar à zona Carris era giro e ao mesmo tempo intimidante, porque carris é o que menos lá há! Mentira, vi um pedaço de carril na zona das casas abandonadas e ao pé da entrada das antigas minas. Aquilo lá em cima é divinal, não se ouve NADA e tem uma vista do outro mundo. Por mim tinha lá ficado a tarde inteira, não tinha trocado por nada aquilo…quer dizer, tirava só de lá os grandes abelhões barulhentos que vagueiam, porque, de resto não substituia nada.

CarrisDepois de um tempinho lá em cima para conhecer a zona, a subir a todos os pontos altos para ter o melhor plano possível, tivemos de voltar tudo para baixo e então poderíamos entrar nas tais lagoas com cascatas fenomenais, ainda que sabendo que podíamos ser vítimas de um choque térmico violento e que o Lapiara vinha cá parar todo fora! Mas também com o calor todo que fazia era impossível resistir (sim…enquanto que aqui em Lisboa chovia e trovejava, lá em cima estava um sol radioso e um calor desgraçado, tanto que eu estou escaldado nos ombros e com a cara um bocado vermelha). E o episódio de entrar na lagoa também é algo mimoso: eu dispo-me, fico em fato de banho e ponho pé lá dentro, não está assim tão mau como isso, sento-me na bordinha da rocha, escorrego e entro na água gélida, esperneio e encontro o chão, a água começa a fazer das suas e eu mergulho mas não aguento muito mais. Saio da água e vou-me enrolar na toalha. Entretanto o meu lenço caiu à água e está completamente ensopado! Assim que me sequei fui fazer voyeurismo no meio da água, ou melhor, num cotomisso de rocha seca no meio do curso de água…

Frrrio!

Curso de águaDali até ao final foi mais meia hora. Agora era só pegar nas carrinhas e ir embora até Braga, a grande parte com um andar novo, outros com a planta dos pés renovadas mas todos com um nível de realização pessoal estupendo! Chegámos ao Sameiro eram cerca de 9h e o jantar foi quase às onze da noite. É aqui que entra a primeira inovação em acampamentos: nós estávamos num seminário com uma cozinha industrial e lá havia uma máquina de lavar loiça também industrial, que lavava tudo em 3 minutos. “Brilhante” pensámos nós e aqui vai disto, não fomos de modas e usámos a máquina. Ao fim dos ditos 3 minutos, estava tudo um brinquinho! Amazing! Para terminar o dia, subimos ao Sameiro que é algo de se tirar o chapéu, também. Escadas também que se farta, não tanto como o Bom Jesus mas exaustivas depois de andar sobre calhaus rolados todo o dia. A vista lá em cima também é abominável e faz-me lembrar, em grande parte o Sacre Coeur em Montmartre.

SameiroO dia termina comigo enfiado no saco cama, sem ressonadelas e completamente pedrado.

Último dia e prometo que já não vos roubo mais tempo de vida. Acordámos uma hora mais tarde, arrumámos tudo e pequeno-almoço (racionado porque o leite não dava para todos). Depois tínhamos programado um Jogo de Cidade em Braga, durante o qual me apercebi que os Bracarenses não pescam nada sobre a sua terra natal, não sabem sequer o que é um Fidalguinho (o equivalente ao pastel de nata lá do sítio) e que Braga tem mesmo centenas (não estou a gozar) de igrejas e capelinhas . Têm de vir os Lisboetas descobrir a cidade sem qualquer ajuda! O que nos vale são velhinhas simpáticas que nos dão docinhos tradicionais de borla e em razoável quantidade e que mostram toda a sua amabilidade! Conseguimos completar o jogo e no fim, querem saber qual foi o nosso almoço? Apresento-vos a segunda inovação em acampamentos de Pioneiros: almoço no McDonald’s! É o que vale, hajam mais inovações destas que a gente gosta: cafézinho, almocinho fora, máquinas de lavar marmita! Ah! Já me faltava falar do Licor Arrebita o Pau, Licor de Merda (desculpem, há que chamar os bois pelos nomes), Licor Força no Pau e os Licores Malandrice. Há uma casa em Braga que se chama Casa das Bananas e que vende todos estes licores e mais uns tantos assim do mesmo calibre.

Malandrice

E pronto, assim acabou mais uma grande actividade fantástica, agendada pelo melhor grupo Pioneiro que pode haver! Sabem onde é que vamos na próxima semana? Raid pela Ericeira!! :D Allez Allez! "Vamos abraçar o Gerês!"

E pronto Susana, cá tens a leitura matinal que pediste!

Vila Natal 2007

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"Meninos abram a página nº47 para verem o Castelo de Óbidos"

Os leitores pedem e eu dou…Como a Rita pediu, aqui estão algumas fotos da Vila Natal de 2006-2007! Sim esta foto ficou mesmo digna de livro de História. Nunca me tinha ocorrido tirar tal foto e foi tirada com a minha antiga máquina, algumas horas antes de o ecrã se rachar em vários pedacinhos. Aproveito e falo um pouquinho dessa actividade.

Era o então fim-de-semana do dia de Reis e os Pioneiros tinham um acampamento agendado para esses três dias (sexta à noite, sábado e domingo). O acampamento foi um SUCESSO, correu perfeitamente bem, com as pessoas perfeitas (tenho saudades tuas Tânia, foste para Londres e nunca mais disseste nada!) e, essencialmente com muita chuva à mistura. Sábado e se não me falha a memória, tivemos alguns Ateliers nomeadamente de expressão plástica (que foi dado pela minha equipa e que, modestia à parte, foi um sucesso!). Na parte da tarde tinhamos direito a UMA hora de visita extremamente apressada, mas que nos rendeu alguma cultura, mas principalmente muito divertimento!

Vila Natal_duendeÀ noite e como se não fosse costume em actividades de Pioneirada, toma lá um Raid nocturno! E levam o bónus da dormida ao “relevo” (piada mais que batida no agrupamento, pela gaffe de um determinado hominídeo que disse “dormir ao relevo” em vez de ao relento)…maluqueiras de escuteiro; se eu alguma vez trocava a minha cama pelo chão e pelo frio! Durante o raid houve quem visse fantasmas mas todos acabámos por apanhar provávelmente o maior susto: fomos seguidos por estranhos que, cada vez que passavam por nós (eles chegavam a um ponto da estrada que voltavam para trás e voltavam a passar por nós), faziam o favor de dizer: É desta que vos apanhamos. Agora não tem qualquer significado mas acreditem que no meio do mato, à noite, candeeiros de kilómetro a kilómetro e gente a fazer gracinhas com escuteiros assustados não é lá muito bom de se ver. Então, acreditem ou não, houve uma altura que acabámos por descer uma ribanceira para que eles não nos vissem e agarrámos todos em paus e pedras…passou-nos tudo pela cabeça: rapto, violação (ui! isto tem tanto para se falar em termos escutistas! xD), tudo aquilo que se possa imaginar e que é moralmente incorrecto fazer com adolescentes de 15 anos.

Sim, foi mesmo uma actividade agitada, com direito a cházinho (o qual acábamos por não beber), com direito a pequeno-almoço no café e visita (de BORLA!) à Vila Natal. Sim os “miudinhos vestidos de parvos” têm algumas regaliazinhas, como podem ver! :D

Foi uma actividade que, de certa forma (e de uma forma bem acentuada) me marcou para sempre, por tudo e por todos! Ainda ontem quando passei de charrette à frente do pavilhão onde ficámos “alojados” me vieram à cabeça todas as memórias…

Pioneiros 2006/2007

“O Musgo é a planta mais simples do Reino Animal”

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Como já perceberam, este fim-de-semana foi altura de irmos ao baú de actividades buscar as actividades de natal, já que este era um tipo de actividade praticamente extinta no grupo. O destino inicial era a Serra da Estrela, mais concretamente o Covão d’Ametade mas com o avançar do tempo, quer meteorológico, quer em dias, esse destino foi ficando para trás, sendo substituído pela Serra de Sintra (outro Microclima muito interessante, para além da nossa sede). Também, não podia ter nevado depois ou, pelo menos, não tanto?! Ah, devo ainda salientar que esta actividade foi uma actividade de contra-tempos, pois sempre que achávamos que tínhamos tudo bem encaminhado, havia SEMPRE algo que aparecia para abanar. Assim como o destino, também parte da nossa equipa de animação ficou para trás…sim, perdemos dois chefes a uma semana do acampamento! Yeah! Nada podia correr melhor! Mas lá acabamos por conseguir uma transferência mesmo com a “época a terminar” e conseguimos que o Sérgio nos acompanhasse até ao final deste ano. Bom, mas depois de ultrapassados estes pequenos percalços (Estrela por Sintra e mudanças na equipa), lá fomos felizes e contentes para o Linhó…à chuva! Como disse e muito bem a Susana no blog dela, íamos munidos de oleados até aos dentes e, por isso, evitámos alguns males piores. Montámos as tendinhas antigas que o Agrupamento nos gentilmente cedeu, debaixo dos oleados e foi aqui que surgiu a relíquia do nome do post, enquanto alguém vagueava por ali e disse “O MUSGO É A PLANTA MAIS SIMPLES DO REINO ANIMAL!” com toda a cagança e toda a pujança! E toda a gente sabe o que se segue após uma árdua tarefa como esta de montar tendas…comida! Sim, haverá melhor momento que o momento de alimentar o corpo e a mente? Bem me parecia que não. Após este momento de digestão bem agradável, tivemos uma espécie de Ateliê de expressão plástica, em que cada equipa teve que idealizar, criar e montar o seu presépio com efeitos naturais, barro e alguns farrapos velhos que trouxemos de casa. Digamos que o nosso ficou extremamente…giro? Engraçado? Bom, tudo aquilo que se possa julgar de um presépio amador. Eram 18h da tarde (Sim seis horas da tarde!) quando jantámos…é importante referir que acabámos de comer era cerca de 15 horas. Mas nem por isso deixamos fugir outro momento de absorção gástrica. Esta hora absurda de jantar deveu-se ao facto de, em seguida, irmos fazer um Raid nocturno desde Cascais (Boca do Inferno) até ao Cabo da Roca. Mais uma vez o factor tempo meteorológico foi um impedimento, pois impediu-nos de continuar até à Roca, tendo-nos ficado pelo Forte do Guincho. Mesmo assim, eu nunca tinha visto uma equipa tão motivada a fazer um Raid e ainda por cima à chuva! Foi fabuloso e ficamos com pena de não termos podido continuar até ao final…SIM porque íamos todos lançados! E saímos do centro de Cascais….ao contrário da outra equipa que não conseguia sair do centro de Cascais. xD Lá tivemos que voltar para o campo, com os sacos-cama quentinhos, a roupa sequinha que estava nas nossas mochilas, as nossas tendinhas…esperem lá, quem disse que isto tinha de se verificar?! Pois…a verdade é que isto não aconteceu: a tenda dos chefes estava alagada, as roupas pareciam esponjas e daqui só se verificaram mesmo os sacos-cama quentinhos. Eu acabei por ceder o meu lugar no “cotomisso” de tenda e era suposto ter ido dormir para a tenda dos chefes. Acabei por dormir na carrinha, no banco mais pequeno da carrinha, para que os chefes pudessem dormir em paz e em condições. Isto sim dava um bom momento Kodak, se a Susana não tivesse deixado a máquina fotográfica no carro dela.

Domingo: acordámos com o barulho arrogante dos carros no autódromo do Estoril (sim, é aqui que entra a primeira inovação e a segunda ao mesmo tempo: o meu acordar e o dos chefes foi dado pelos carros do autódromo e a alvorada dos restantes foi dada por…SMS!) e mais uma vez…chuva! Desta vez era pior: como não tínhamos roupas secas, a chuva persistia e como as nossas actividades estavam dependentes do estado do tempo, as actividades foram todas canceladas em Conselho de Guias, para o bem e sanidade mental de todos. Optámos então por (e atenção, é aqui que entra a terceira inovação) fazer uma actividade não tão escutista e irmos ao cinema da parte da tarde: MADAGÁSCAR! Ao menos dávamos continuidade à actividade e à noite cozinharíamos na sede e iríamos dormir a casa, sequinhos e quentinhos, acabando assim a actividade um dia antes do previsto. Depois do jantar, foi tempo para umas encenações musicais pela parte das equipas (visto o nosso tema ser a Evolução da música). As encenações foram então uma versão escutista dos Gypsy Kings (Bamboleo) e uma versão mais, como hei-de dizer, abolachada dos Xutos&Pontapés (Não sou o único). Lembram-se de há uns posts atrás eu ter referido que vocês não imaginam o que eu ia passar? (o Post do Mamma Mia!, a introdução) Pois, inicialmente a nossa música era o Karma Chameleon dos Culture Club e quem é um conhecedor dos primórdios da boa música, sabe muito bem que quem cantava nos Culture Club era….BOY GEORGE! Adivinhem agora quem seria o Boy George…isso mesmo, moi même! Já me imaginava, longas tranças coloridas, maquilhagem exagerada, um toque feminino incomparável e uma saia hedionda…que “linda” que eu ficava. Para bem ou mal dos meus pecados, essa ideia peregrina acabou por desaparecer, até porque era difícil arranjar uma letra que encaixasse no ritmo da música. Ficámo-nos pelos Gypsy Kings e já foi muito bom verem-me vestido com um colete para 10 anos!

Um foco importante deste acampamento foi ter sido um fim-de-semana óptimo para o culto ABBA’ónico. Isto porque a Susana (já viste a quantidade de vezes que tas referida neste post!?) tem no carro o cd da banda sonora do Mamma Mia! e que sempre que saímos para uma actividade de exterior, ouvia-se aos altos berros o Dancing Queen! Foi fantástico…

Resumindo, apesar de todos os contra-tempos e percalços que foram aparecendo no caminho da actividade, esta acabou por correr bastante bem até! Espero que as próximas actividades sejam tão boas como esta e que o ano continue TÃO bom como tem sido até agora!

(Fotos disponibilizadas assim que as tiver em minha posse…vão ser uma bela coisa vão!)

Such an awesome Weekend!

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Cá estou eu para vos postar, mais uma vez, sobre uma actividade escutista. Desta vez, o local foi a Serra da Arrábida.

Como estas actividades requerem uma preparação do escuteiro, eu cumpri fielmente essa parte. Ou pelo menos…tentei! Isto porque esta foi a PIOR actividade de sempre, em termos de preparação de coisas para levar; o suposto era levar chinelos, calções, pratos, talheres e toda uma panóplia de objectos. Chinelos? Nem vê-los! Calções? Muito menos! Pratos e talheres? Aonde!? Pois, para minha surpresa, eu fiquei apeado quando precisei destas coisas. De resto a actividade, a actividade não podia ter corrido melhor…a começar pela chuva! Ops, afinal não correu tão bem assim visto do ponto de vista meteorológico. Também, que raio, bem que podiamos ter tido mais cuidado e não ter emanado tantos CFC’s e acentuado o efeito de estufa (Greenhouse effect…é bem mais chic!) e alterado o clima global. Ok, politiquisse global a mais para um post de adolescente. Falava eu da chuva completamente fora do contexto…o bom disto tudo é que a chuva acabou por passar, ao fim de uma noite bem húmida e também tão fora do contexto como a chuva em altura de verão. O que vale é que no sábado e no Domingo foi dia e sol radioso (e que sol abrasador…). De salientar é o facto de duas das nossas refeições terem sido feitas na fogueirinha, bem ao estilo selvagem. E eu não ter talheres, tornou a coisa ainda num acto mais selvagem xD

 

#Dia 1 – Sábado

Depois de um Raid assim surpresa até Azeitão na noite passada, o dia de hoje começou com o nascer do sol, momento que eu tive o prazer de presentear. Foi um dia dedicado às provas de progresso que temos para fazer. Quem esteve responsável pela fogueira fui eu; como era de esperar fiquei com as mãos vermelhas, cara a escaldar, suor pingado, tanto que cheguei a uma altura em que parecia um terrorista no Médio Oriente, lenço à frente da boca, óculos e t-shirt a tapar até ao nariz. Digno de se ver, mesmo. À noite, após alguma hesitância de um chefe, fizemos o Raid até ao cume da Arrábida que eramos para ter feito na noite de sexta para sábado e não fizemos por causa do aquecimento global e respectivas alterações climáticas. Foi qualquer coisa de ESPANTOSO, chegar lá acima e ter uma imagem de perder de vista! Ver desde a ponta de Sines até à Serra de Sintra, tudo escondido na escuridão, apenas iluminado por pequenos focos de luz dificilmente distinguíveis. De caminho passamos pela casa de um certo indivíduo hermafrodita que morreu no ano passado, em Janeiro. De resto, indiscritível, sentirmo-nos impotentes e pequenos perante tal soberanice, se é que tal vocábulo existe!

 

#Dia 2 – Domingo

Como o dia é para começar de olhos abertos, foi precisamente isso que eu fiz. Eu dormi a noite toda enrolado no saco-cama e assim que ponho o olhómetro de fora para ver se já era de dia, BUM, uma rajada de raios de sol conspurcaram os meus olhos e tiraram-me o sono às 8h da manhã (enquanto que a suposta hora de acordar eram as 9h). E nada melhor para começar o dia do que um pequeno-almoço composto por um…cachorro! Como não tinha jantado, este manjar dos deuses (que na verdade acabou por o ser) foi me reservado amavelmente. Depois dessa coisa maravilhosa, altura de descer a Serra mas desta vez, por outro caminho e sem chefes. É claro que se nos perdessemos, tínhamos que ligar logo para a TVI para comunicarmos o desaparecimento de mais 8 escuteirinhos na mítica Serra da Arrábida. Até podia ser que ganhassemos algum cachet! Bom, chegámos ao Portinho da Árrabida e como estávamos sequiosos desde, deixa ver, a noite anterior, o mãos-largas do Paulinho foi comprar uma garrafa de água bem fresquinha de 1,5 L…para ele próprio! É claro que houve malta a beberricar da minha água incrivelmente boa, fantástica e incrivelmente fresca. Agora, 2 euros por uma garrafa de água?! Ladrões, é o que eles são…onde é que já se viu cobrar 2 euros para matar a sede aos pobrezinhos?! Sinceramente…tsc tsc. Voltámos para ao pé das nossas tendinhas que ficaram em campo no sábado e fizemos o nosso almocinho. À tarde, altura de regressar a casa.

 

Se tivesse de escolher uma banda sonora do fim-de-semana, seria certamente Tony Carreira (para variar um pouco xD) e Brandi Carlile, a rapariga da música do anúncio da Super Bock, a esganiçada! Foram uns dos hits de fim-de-semana, sem dúvida!

Para sempre, ficou um acampamento que foi memorável em todos os pontos, sem tirar nem pôr!

Falâncio, Nakubeta e escuteiros!

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Crianças, crianças, crianças e ainda mais crianças…começo a ter um mau presságio sobre este tema. De facto, este tema tem sido bem falado por estas bandas, e hoje não volta a ser excepção! Bom, a verdade é que se fosse a contar tudo o que se passou neste fim-de-semana, este post seria tão longo, mas tão longo, que até acabaria por ser giro! Até poruqe não me apetece escrever muitinho, vou tentar fazer um post com um apanhado dos melhores momentos deste fim-de-semana maravilhástico! (vai ser difícil vai…)

Sexta-feira começou bem: acordar bem cedinho para irmos para “No-where”. Assim que chegámos ao “No-where” (ou Santa Cruz), foi logo tempo de por mãos à obra e tirar uma carrinha que decidiu ficar enterrada na areia (eu não percebo como é que ninguém gravou para por no YóTube! xD). Lá tiveram de ir os rapazecos fazer um esforço hercúleo, do qual me congratulo! ^_^ Depois, tempo para montagem de tendas e almoço. Logo a seguir, ateliers (ganhámos pah! =D) sobre pioneirismo. Foi neste “fatídico” atelier que alguém denominado Conelinho (ou Tiago para os amigos xD) decidiu começar a cantar uma música…diria mesmo de origens duvidosas, mas que se tornou num hit do fim-de-semana. Apresento…Puto Português e Nakubeta – Bababa (atenção que o nome deverá ser lido por esta ordem para ter o efeito de graça desejado! Conteúdo de vídeo de cariz africano…avisa-se!). Digamos que foi alvo de chacota durante muito, e muito, e muito tempo…tanto tempo que a música entrou no ouvido. Outro hit (que devo dizer…de péssimo grau! Cliché mesmo…) foi o KiriKiri (Vai Tudo Abaixóó! xD). A sério que já deito esta coisa que chamam música |=|, sou capaz de matar quem cantar esta música à minha frente…pronto ok, não mato. MAS AMEAÇO!! So…You must be afraid!! By the way…à noite foi a vez do jogo nocturno pelo karting abandonado de Santa Cruz, mais uma vez ganho por nós! =D Sobre o facto de ser um karting abandonado, apenas tenho de manifestar o meu desagrado por este facto. Sou contra o abandono de pistas de Karting…bom, pelo menos sou a partir de agora!! xD A seguir…não digo que fui dormir porque a verdade é que não fui, pelo menos até às 3 da manhã acho eu…que noite fixe!! =D =D =D [16]

Sábado, jogo de vila a manhã e parte da tarde. E é aqui que entram mais petizes para me fazerem a cabeça em papa -.-’ “Paulo, quando é que almoçamos??” “Paulo já estou cansado!!” Paulo isto…Paulo aquilo…BAH! Foi esta mortandade todo o santo caminho! Mas até acabou por ser fixolas. A tarde foi mesmo a “Pièce of resistance”! Paralelas…foi mesmo fixe!! Ah sem contar com o banho de água glacial que tomei…god! A seguir de “balde de água fria” literal, perdi a virgindade no slide de mãos (sim slide só preso cos mãos…sem aqueles cintos). Adrenalina pura! À noite, fogo de conselho, velada de armas e xixi-cama até ao dia a seguir; tava completamente podre (não no sentido literal, note-se! xD). No Domingo foi dia de promessas e dia da vinda…

E afinal o post continuou a ser grande!! Só tenho a dizer que foi um fim-de-semana completamente espectacular. Até para ganhar algum bronze foi bom! Comichões na perna…eu te digo Rita Marques!! xD

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Uma pequena nota de rodapé. Quem ganhou o concurso literário na categoria da dita cuja foi a minha caríssima amiga (e blogger) Patrícia. Pronto, já tens aqui a tua referênciazinha no meu espaço! xD

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