Drive

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Ao contrário do que vos possa ocorrer, não vos venho contar histórias bonitas para inglês ver sobre a minha até amena condução. Não. A vida é muito mais que isso, a vida em si é uma condução…sabemos onde queremos chegar, por vezes tentamos planear rotas, mas há sempre algo que nos entrava, que nos obstrui a via, que nos causa mossa. Temos que saber optar, o caminho rápido, o caminho longo. A conclusão a que chego é que, na vida, por muito curto ou comprido que seja o caminho, não temos sequer o direito a optar, podemos alvitrar sim, escolher não está a nosso cargo; há algo superior, algo que muitos chamam de “Deus”, outros “Destino”, outros simplesmente acham que tudo se resume a um jogo de computador: tirinhos, sete vidas, podemos fazer o que quisermos, se eventualmente correr mal desliga-se e volta-se a ligar. Há muito que deixei de acreditar nisso, cada vez mais acho que a vida é para ser levada um dia de cada vez, junto dos meus, dos que me querem bem, dos que me amam. E há quem me ame a sério, de verdade, que me faça sorrir todos os dias e me ature todos os dias, quem permanece comigo presencialmente ou não. Sei que me dedico aos meus a mais que 100%, sei que sou um bom filho, um bom enteado, um bom neto, sobrinho, namorado, afilhado. Venham quantos Institutos quiserem, projectos de meia tigela, avaliações da tanga, não vai ser isso que me vai fazer abdicar de estar com a minha família, com a minha namorada, fazer o que quero. Não vão ser projectos que me vão formar enquanto pessoa, eu sou um humano, não sou uma criatura previamente desenhada para trabalhar numa cave, fazer programação em série, ter a febre na cabeça de ser um engenheiro em três anos, viver para algo que, na prática, NEM EXISTE!

Por todas as razões e mais algumas, por por vezes até poder nem ser o neto ou a pessoa mais presente mas ainda assim todos os dias dar o meu melhor, por toda a estima que tenho com os que me amam, com os que me querem com eles e por aqueles que quero rapidamente comigo, o texto de hoje vai directamente para o coração do meu avô materno e do avô paterno. São vocês que têm as rédeas da família, são as pessoas mais lutadoras que conheço. Por favor, lutem ainda mais agora. Está quase. A bonança está aí. O copo está SEMPRE meio-cheio para além de meio-vazio, cada um escolhe o lado que prefere.

Avô Bi e avô Zé: isto é vosso, pouco devolvo para o muito que me deram.

Whatever tomorrow brings, I’ll be there. With open arms and open eyes.

Quando os meios informativos me surpreendem…

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Há pouco descobri esta imagem que penso fazer todo o sentido. É algo que tenho vindo a defender e tenho conseguido manter. Creio que vai resultar num grito de Ipiranga em muitos alunos do Instituto…

Outra coisa que está em Loop infinito: a música com que a Alemanha concorreu ao Festival da Eurovisão, do qual foi anfitriã. E, minha querida Angela Merkel, deixa-me que te diga filha: no teu país é tudo à grande! Grandes ecrãs de LEDs! Grande pirotecnia! Grande show-off! Grande palco e grandes vozes! Estas foram as únicas músicas que me chamaram à atenção (informo: nenhuma delas pertence aos Homens da Luta. Portugal ainda não se convenceu que, enquanto não levar grandes decotes, grandes cores, grandes pernas, tecnho-pimba, chuva de pirotecnia e mais um churrilho de magia, não vai ganhar nada. Ninguém me dá ouvidos!) e ainda não me saíram da cabeça.

E pronto, creio que é isto. Só para fazer desesperar quem está espera de ler algo a sério da minha parte.

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