Gente! Tive o meu primeiro acampamento de Clã! Fizemos aquilo que se chama de “Flash Camp”. Decidimos na semana passada, a seguir a uma tarde de Paintball, que apesar de o agrupamento estar fechado devíamos fazer alguma actividade em grupo, quanto mais não fosse um café para nos vermos todos! Com isso íamos também conciliar um tempo que precisávamos para falar sobre alguns assuntos pertinentes, tipo actividades de clã, actividades de agrupamento, ideias para projectos, provas e promessas. Trocámos mails durante toda a semana e achámos que um acampamento era algo que toda a gente queria muito fazer (já é uma espécie de integração no Clã fazer todos os anos um acampamento mais intimista e fechado logo no principio do ano escutista). E foi assim que ficou acordado: sábado encontrava-mo-nos na sede ao início da tarde e na altura decidíamos qual seria o nosso destino. Claro! Com algum bom senso!
Sábado ao início da tarde lá estavam os que iam acampar, à porta da sede. Estivemos a dar alguma ajuda no corte dos mosaicos para podermos ir pô-los no chão a meio da semana (eu, o cimento cola e o chão desenvolvemos uma relação de perfeita simbiose! O cimento cola já vai na parte de me comer os dedos e os deixar em carne viva) e entretanto íamos também ponderando os vários sítios onde podíamos acampar/passar a noite. Foram sugeridos sítios como o Moinho (mítico no Sobral de Monte Agraço), Ericeira, Arrábida e Lagoa de Albufeira, por minha sugestão. Acordámos que queríamos algo perto da praia e onde não fizesse frio: Arrábida e Lagoa de Albufeira. Arrábida tínhamos que pagar e Lagoa de Albufeira não; Arrábida é mais resguardado pelas arribas, Lagoa de Albufeira não. Escolhemos a Lagoa de Albufeira! A caminho passámos pelo Almada Fórum para comprarmos coisas para o nosso jantar: 2 kg de Esparguete, 11 latas de atum, pacote de maionese e sal e ‘tá feito! Seguimos para os lados da Lagoa, não sem antes nos enganarmos e meter-mo-nos para a Ponte 25 de Abril de novo e termos de vir a Alcântara dar a volta.
Já lá, fomos em busca de um sítio sossegado para podermos fazer o nosso jantar sem ter muita mitralhada e cuscuvilheiros à nossa volta. É aqui que temos a nossa primeira aventura: quando chegámos a onde queríamos, chega-se perto de nós um grupo de jovens um tanto duvidosos e a olhar imenso para nós e achámos por bem ir lá, abordá-los, mostrar que vínhamos em paz e se eles precisavam de ajuda com alguma coisa. Quando damos por nós estamos a empurrar o carro dos rapazes porque não pegou o dia todo! Ao menos não foi nada de mau; também não fazia mal porque logo atrás vinha um senhor de todo amável a oferecer-nos lugar para ficar, que tinha cães de guarda, era um terreno ainda bonzinho e que podíamos lá ficar que estávamos resguardados e ele estava lá se fosse preciso alguma coisa. Não aceitámos porque, para já era alguém que não conhecíamos e depois não queríamos abusar do homem; ainda assim ele não desistiu e voltou e trouxe o neto dele para ver os escuteiros e ver como nos desenrascávamos e como fazíamos esparguete em plena rua, protegidos por dois carros! Depois do neto, veio também a mulher! Depois do neto e da mulher, veio a garrafinha de Vinho do Porto! Ah Oui oui! O senhor viu que não tínhamos nada (à vista) para podermos beberricar durante a refeição e gentilmente diz “Vocês gostam de vinho do porto? Ora então eu vou ali buscar uma garrafinha por abrir para vos dar. É pinga da boa, vem lá de cima do Douro mesmo!”. Era de extremo mau tom recusar tal oferenda, o sangue do Senhor! Ainda houve direito a dança do “Damboulá!” com o vinho na mão (quem conhece, percebe
). Findo o jantar, fomos para o café para beber café (uau!) e também dar inicio à reunião; Estivemos lá até o café fechar. Próxima paragem? Praia! O nevoeiro tinha desaparecido e a lua iluminava todo o areal e estava prestes a concretizar um sonho: passar a noite numa praia com um grupo de amigos com uma fogueira. Só não fizemos a fogueira, por isso fica para segundas núpcias. Fomos à procura de um lugar resguardado e encontrá-mo-lo! Estava quentinho e tudo lá! Pegámos na comida, no vinhinho do Porto do senhor, sacos-cama, esteiras, cartas e apontamentos da reunião e continua-mo-la ali pela noite dentro. A cada actividade que passa mais me surpreende a vivência em Clã porque parece que sempre fomos um grande grupo de amigos e que nos conhecemos de nascença. Este fim-de-semana deram-se dois passos em duas caminhadas diferentes e paralelas: o da Promessa e o do companheirismo. No da promessa apresentamos ao Clã o nosso PPV (plano pessoal para a vida), no qual falamos das expectativas de futuro a nível pessoal e de trabalho. Isto está intimamente ligado com o caminho paralelo que, ao expor-mos assim as nossas expectativas é um voto de confiança muito grande que é ali depositado. Digo-vos: grandes coisas foram ditas ali, grandes confissões, estamos muito unidos agora. Acho que assim na globalidade, se juntar todos os minutos que fechei os olhos, devo ter descansado as pálpebras 20 minutos! Mas vale a pena, desde que estejamos todos juntos e que nos sintamos confortáveis uns com os outros.
A meio da manhã chegou cada um a sua casa. Fazendo as contas de mais um fim-de-semana e a soma total do que já decorreu, temos todos um saldo muito positivo a contar. Companheirismo ao máximo!
Banda Sonora do fim-de-semana: esta mulher já se tornou é na banda sonora do Clã! Joana! O cacetete.
Clã FTW!
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Muse - The Resistance
La Roux - La Roux




É por aí o caminho!
Amizade, união, companheirismo e cabeça no lugar!
Boa caça!
Já viste?! Foi tudo ver-vos a fazer comer como se fossem uma espécie rara em vias de extinsão. Na verdade, nem são uma espécie rara como são cada vez mais. Uma praga! :p
Que não sabe de dança nenhuma fica a anhar não é?! ¬¬